Conselho do Ministério Público puniu três vezes mais promotores em 2016

No Piauí, por exemplo, um promotor foi suspenso de suas atividades por quinze dias

Passou de 12, em 2015, para 52, em 2016, a quantidade de sanções disciplinares impostas pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a integrantes da instituição em todo o país. No Piauí, por exemplo, um promotor foi suspenso de suas atividades por quinze dias.

Os dados estão em relatório apresentado na quarta-feira, 15 de fevereiro, que aponta um avanço de 333% nas punições: 21 advertências, 15 suspensões, sete censuras, cinco cassações de aposentadorias, duas remoções compulsórias, uma pena de disponibilidade e uma demissão.

A única demissão foi do procurador da República Douglas Ivanowski Kirchner, em razão de violência contra sua mulher. Além de agredir e manter a esposa em cárcere Kirchner assistiu sua companheira ser agredida pela pastora da igreja que frequentavam. O procurador foi responsabilizado por “prática de incontinência pública e escandalosa”.

O CNMP também determinou a suspensão, por 40 dias, de uma promotora da Paraíba acusada de receber vantagem pecuniária a título de diárias sem que realmente tivesse se deslocado. Já uma promotora do Distrito Federal foi suspensa por 45 dias por ter chamado uma gerente bancária de “burra, incompetente, despreparada e desqualificada” e a ameaçado com um garfo para churrasco.

Foi ainda cassada a aposentadoria de um promotor do Pará que usou dinheiro do cofre municipal de Vitória do Xingu para pagar contas de restaurantes, passagens de avião e combustível. No mesmo estado, outro promotor recebeu pena de censura por ter enviado menores de idade para um abrigo sem autorização judicial.