Setor de serviço faturou menos e fechou 405 empresas no Piauí, diz o IBGE

Os dados fazem da Pesquisa Anual de Serviços (PAS)

A recessão pegou pesado no setor de serviços no Piauí em 2015, quando 405 empresas fecharam suas portas. As maiores quedas em receita deram-se em empresas de entretenimento, ou seja, com a crise as pessoas cortaram gastos com atividades culturais, recreativas e esportivas.

Empresas de transporte estão entre as mais afetadas pela crise
Empresas de transporte estão entre as mais afetadas pela crise

Os dados fazem da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), que investiga a estrutura produtiva das empresas de serviços do país, aferindo receita bruta da atividade, salários, quantidade de pessoal ocupado, número de empresas que atuaram no ano, dentre outras variáveis.

Em 2015, o setor de serviços no Piauí teve uma receita bruta de R$ 5,228 bilhões, o que deixa o Estado na 22ª colocação no país, à frente somente de alguns Estados da região Norte. Entre os nove Estados do Nordeste, o Piauí ocupa a última posição.

A receita bruta de serviços em 2015 foi superior em 6,26% na comparação com 2014. No entanto, como a inflação de 2015, medida pelo IPCA, foi de 10,67%, em termos reais, o crescimento foi negativo em 4,41%.

Isso em boa medida justifica a redução de 6,18% na quantidade total de empresas do setor de serviços em 2015, com a eliminação de 406 empresas, que deixaram de operar no período.

As empresas de serviços foram as que tiveram piores desempenhos em faturamento foram as de transportes (-32,85%) e de atividades imobiliárias (-31,55%). Porém, a receita bruta do setor imobiliário expandiu-se 29,79%. Esse setor teve queda de 9,12% no pessoal ocupado.

Entre as empresas com maior queda na receita bruta no Piauí em 2015, estão aquelas ligadas ao entretenimento, que o IBGE lista como atividades culturais, recreativas e esportivas. A queda foi de 55% de receita na comparação com 2014. Mas curiosamente, houve aumento de 31,82% no pessoal ocupado.

No entanto, alguns setores tiveram crescimento real, ou seja, acima da inflação do período. Caso dos serviços de alojamento e alimentação, que expandiram a receita bruta em 12,49%, serviços pessoais, com 60,16%, atividades imobiliárias (29,79%) e serviços de consertos e reparação, com 28,02%.

No país, os Estados com maior participação relativa foram São Paulo (41,22%), seguido pelo Rio de Janeiro (13,89%) e Minas Gerais (7,86%). Por sua vez, o estado de Roraima ocupa a última colocação, com uma participação relativa de apenas 0,07% do total da receita bruta de serviços do país.