Qual o crime de Firmino?

Engraçado, muito engraçado, como as coisas acontecem no dia a dia da política piauiense.

Dezessete vereadores entre titulares e suplentes com assento na Câmara Municipal  de Teresina  resolveram à socapa, de uma hora para outra, modificar o regimento interno daquele poder e, após o feriado de 15 de novembro, reelegerem para mais um mandato,  a ter início em 2019, o vereador Jeová Alencar, como presidente do poder legislativo municipal.

O prefeito Firmino Filho, em viagem ao exterior, como chefe do poder executivo, não foi informado dessa pretensão desse grupo de vereadores e, ao chegar em Teresina, fez duas mudanças no seu secretariado, logicamente por se sentir golpeado pelos artífices - Wellington Dias e Temístocles Filho- dessa eleição feita de afogadilho, com nítidos interesses políticos-partidários, emparedando Firmino, para que o prefeito da cidade ficasse imobilizado, jogando por terra possíveis pretenções políticas nas eleições de 2018.

Apesar de não ter feito um único pronuncionamento desde a sua chegada no último sábado à Teresina, Firmino Filho passou a ser achincalhado com todo o tipo de impropérios a ele dirigido, desde ontem, com destaque para a total perda de compostura do presidente da Assembleia Legislativa Temístocles Filho, que ocupou desde as primeiras horas os canais de televisão, num desequilíbrio que não condiz com o cargo de presidente de um poder estadual.

Toda essa catilinária, investida contra o prefeito Firmino Filho, decorre pura e simplesmente do fato de Firmino Filho, ter decidido romper um acordo partidário do seu partido o PSDB com o PMDB municipal, tutelado há vários anos pelo presidente da Assembleia Legislativa Temístocles Filho

A real leitura que se pode fazer da tramoia perpetrada na Câmara Municipal, com a eleição de Jeová Alencar,  é que os movimentos administrativos feitos por Firmino Filho ao romper com o PMDB municipal e trocar dois secretários municipais indicados por Temístocles Filho, provocou um verdadeiro tsunami nas hostes governistas, tanto do Palácio de Karnak como da Assembleia Legislativa, poderes que já davam como favas contadas a reeleição para um quarto mandato de Wellington Dias, e que, com a perspectiva de uma candidatura de Firmino Filho ao governo do Estado, provocou de imediato,  um descontrole nos artífices dessa  trama oportunista.

É isso.