"Se tu não pode dividir o ônus com o governo, junta tuas malas", deu recado Uilma ao vereador Tuá

O presidente da Câmara foi curto e grosso.

Uilma Resende: Arrumalaê
Uilma Resende: Arrumalaê

“Hoje a oposição em Timon nem precisou fazer discurso. Ou o prefeito toma uma providência ou a base vai virar o maior chafurdo, aliás o chafurdo está formado, comentou reservadamente um vereador da base do governo, que por questões ética não vou revelar seu nome, mas suas palavras foram pronunciadas logo após o presidente da Câmara Uilma Resende descer a tribuna e ser taxativo em seu discurso: “Se tu que não pode dividir o ônus com o governo, junta tuas malas e vai embora companheiro, não tem problema. Isso é normal, é justo, ora, eu só quero o bem bom. Não! Nós temos que ter equilíbrio, apontar quando tiver que apontar, discordar quando tem que discordar. Acho isso justo”, inflamou o presidente.

Oposição assistiu a tudo sentada. Base se degladiou
Oposição assistiu a tudo sentada. Base se degladiou
O discurso do presidente da Câmara foi uma resposta clara ao vereador Tuá (PMN), que tem sistematizado suas críticas – ele chama de dizer a verdade -, aos governos Luciano Leitoa e Flávio Dino, notadamente na área da saúde. Poucos minutos, antes de subir à tribuna, Uilma ouviu o discurso do vereador Tuá que defendia o posicionamento da vereadora Cláudia Regina que relatava ter recebido mensagem em tom de ameaça pelo fato de ter criticado a saúde e relatado que uma mulher estava há cinco meses sangrando por falta de atendimento médico em Timon, mesmo sendo da base do governo de Luciano Leitoa na Câmara.

Segundo Tuá, a fala da vereadora Cláudia estaria embasada com a assinatura dele Tuá, que é o presidente da Comissão de Saúde da Câmara reforçando às críticas ao setor.

“A senhora é da base aliada, a senhora não é da base alugada....que se entenda e fique  bem claro isso e outra coisa...eu aprendi bem cedo a cuspir, babar eu nunca aprendi. E que Deus me perdoe, mas eu não quero saber desse povo que baba....Essa Casa já dei exemplo no passado...nós não temos que está baixando as calças pra ninguém.. Essa Câmara baixando as calças o tempo todo... A subserviência não foi eu que criei...Não é possível que o nobre presidente vá abraçar a subserviência de novo, andar com ela como estandarte....como grande salvador da instituição...” disse Tuá em tom forte.