Governo Leitoa leva nova surra na Câmara. Rejeitada ata de audiência pública. Ela estava ilegal, diz líder

Segundo o líder, a ata está ilegal e precisar ser refeita para ser usada na prestação de contas da gestão municipal.

Vereadores - oposição e base -, rejeitaram ata ilegal
Vereadores - oposição e base -, rejeitaram ata ilegal

Os vereadores Anderson Pego (Sem Partido), Antunes Macedo (PSD), Adão Dourado (PR), Cláudia Regina (PMB), Helber Guimarães(PEN), Kaká do Frigosá (PSB), Raimundo da Ração (SD), Ramon Junior (PP), Socorro Waquim (PMDB) e Tuá (PMN) protagonizaram ontem, 21, mais uma derrota imposta ao governo Leitoa na Câmara de Timon.

Foram 10 votos contra oito suficientes para rejeitar a Ata da Audiência Pública realizada na semana passada de demonstração e avaliação do cumprimento das Metas Fiscais por parte do Governo Leitoa, do 3º Quadrimestre, exercício 2017. Mas a derrota poderia ser ainda em número maior não fosse a ausência de dois vereadores que compõem a formação do grupo dos 12: Henrique Jr (Podemos) e Francisco Torres (PMDB). Do lado do governo, nesse caso de maioria simples, o presidente Uilma Resende não tem direito a voto.

Em outro projeto, que reconhecia de utilidade pública a Associação dos Agricultores Familiares da Comunidade Juliana P. A. São Benedito Lagoa dos Marcos de autoria do governista Coca do Matapasto (SD), depois de pedidos de vistas pela vereadora Professora Socorro, foi retirado da pauta de votação.

Anderson Pego: ata estava ilegal
Anderson Pego: ata estava ilegal
O líder da oposição Anderson Pego disse, logo após o encerramento da sessão, que a oposição não está com isso prejudicando ou paralisando os trabalhos da Casa, mas sim trazendo a normalidade dos trabalhos, que tudo seja feito de forma pública, disse. “Rejeitamos uma ata de audiência pública em que os vereadores não foram convocados para participar. O normal de toda audiência pública e convidar via protocolo todos os vereadores e isso foi feito em todas audiências anteriores e nessa ninguém foi convidado”, disse Anderson.

“Na ata escrita o próprio vereador Jair Mayner lamenta que os vereadores não estivessem presentes e nós estávamos presentes porque nós não fomos convocados e ainda justificaram nossa ausência. E como vão justificar uma ausência numa ata se a gente não estava sabendo que ia haver a audiência, nesse caso justificaram uma coisa ilegal que não foi autorizada por nenhum vereador, portanto essa ata foi rejeita e ela terá que ser refeita para que tenha valor legal e o prefeito possa coloca-la em sua prestação de contas”, finalizou o vereador.