Não se deixe enganar por gestos de “bondade e generosidade”

O eleitor deve se proteger do jogo de sedução que o candidato, a esse ou aquele mandato eletivo - usa para enganar o seu potencial eleitor, como por exemplo: Fazer promessas mentirosas, presenteá-lo como bugigangas, ser extremamente simpático, fingir intimidade e usar de muito salamaleques.  O político via de regra é um fingidor. Ele finge tanto que acredita ser verdadeiro aquilo que promete”. (Tomazia Arouche)

No período pré-eleitoral e eleitoral, no interior e na periferia das cidades, é grande a presença de pessoas querendo agradar ao seu potencial eleitor. E para fazê-lo, essa gente sem escrúpulo, apela para todo tipo de artifício no sentido de conquistar à simpatia e o voto pretérito da pessoa simples e de poucas letras, como por exemplo, patrocinar torneios de futebol, apoiar carnaval fora de época com a distribuição de abadás, bebidas ou manter uma casa de apoio na capital.   

Mas, a “generosidade” do pré-candidato na para ai, ele é capaz de gestos até mais generosos do que o simples patrocínio de festas, torneiros de futebol e a ofertas de casa na capital, ela é capaz de colocar o seu próprio veículo para servir de ambulância no transporte de pessoas doentes. Isso se verifica nos bairros mais distantes das grandes cidades e principalmente nos municípios que se convencionou chamar de grotões e Brasil Profundo, lá onde tudo funciona precariamente.

Certos políticos com base política no interior, trabalham até com casa de apoios, onde eles confinam as pessoas doentes e providenciam consultas e até internação do paciente e o retorno do paciente ao seu lugar de origem. É óbvio que políticos que agem assim, nunca irão lutar pela melhoria do serviço público de saúde, porque se lutarem pela melhoria do serviço médico, eles estarão dando um tiro no pé, ou seja, eles perdem a retribuição dos favores na forma de votos.

O eleitor com um mínimo de inteligência percebe nos atos de “generosidade” das pessoas com pretensões políticas ou nos cabos eleitorais, um meio para enganar o eleitor de baixa ou nenhuma escolaridade, porque os apoios aos torneios de futebol, às festas e a disponibilidade das casas de apoio, na hora oportuna serão cobrados na forma de votos.

Já o eleitor com boa escolaridade e consciência política, esse usa até os apoios dos cabos eleitorais e pretensos candidatos, mas na hora agá ele dá uma banana para o candidato e vota em que ele acredita que seja um político realmente comprometido com o povo ou vota nulo ou em branco. Afinal de contas, o voto é livre.