O Brasil no “projeto” de “assassinato” de reputações

Ainda no velório da ex-primeira-dama Marisa Letícia, criminosos lançaram-se na internet dando continunuidade ao “projeto”  de não deixar gerar no Brasil compaixão ou qualquer solidariedade a Lula. Destruí-lo, seja como for! 

No anonimato, camuflados como bandoleiros, postaram boatos nas redes  sociais por conta da morte da ex-primeira-dama como, por exemplo, de que o velório foi uma encenação para possibilitar a fuga da falecida para o exterior a fim de escapar da Lava Jato. De que os órgãos de dona Marisa não poderiam ser doados devido sua idade avançada. 

Desde 2014, quando aquele “mineirinho” delatado na Lava Jato perdeu a eleição presidencial que o Brasil convive com “vermes” contratados para desconstuir reputações nas redes sociais. Mormente reputações daqueles que não comungam com suas idéias e seus atos, que não defendem seus projetos. Criminosos da nobreza política inescrupulosa agem com ações desonrosas na estratégia de jogar na lama reputações, seja de quem for. 

Segundo estudiosos sobre o assunto, como a posição divulgada por Leonardo Sakamoto, não são robôs usados para mentir e xingar tresloucadamente no mundo virtual. São, enfim, "fazendas" de perfis falsos que parecem reais e são administradas por mentes doentias. São mensagens nascidas de malucos que atuam como “atiradores solitários” ou ofensas produzidas por grupos especializados. 

De 2014 para cá, quando os marginais da desonra foram derrotados nas urnas e passaram a esse “projeto criminoso”, que o país convive com um permanente desassossego, um clima de assombração e de intranquilidade diante do mundo virtual da mentira, da infâmia, da difamação, da injúria e da calúnia. 

Fazendo alusão a “experts”, Leonardo Sakamoto adverte para o fato de que, “a imprensa tradicional (que já está em fase de transformação por conta das mudanças na forma de financiamento do jornalismo na era digital) pode se tornar irrelevante diante da força das fábricas de ''verdades alternativas'' que temos por aí. Que não têm compromisso com nada, nem ninguém”. 

Desconstruir imagem é demolir uma reputação a ponto de abalar emocionalmnte as pessoas e, em alguns casos extremos, não poupar sequer a família. Uma das formas é levantar a vida pregressa dos familiares, dos amigos, fotografar, filmar,... E, literalmente, perseguir. 

Infelizmente, a desconstrução de reputações no Brasil pós-Dilma ganhou “status de notícia”. Canalhas acabaram se tornando “profissionais” nessa área da desonra, da maldade e do crime. E expõem sem dó e piedade nas redes de comunicação fatos, pessoas e familiares no permamente “projeto” de desconstruir reputações e carreiras. 

Os criminosos partem da seguinte premissa: “Construir uma imagem é fácil, desconstruir é difícil e reconstruir é praticamente impossível”. “São necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la” (Warren Buffett).

Então, criou-se no Brasil uma rede de destruição de imagens pessoais e familiares, grupos de criminosos na internet “assassinando” reputações impunemente. Uma “epidemia de mau-caráter” parece ter atingido parcelas  de todas as classes sociais, que delas de repente emergiram cafajestes, canalhas, patifes, calhordas, desonestos e salteadores da honra alheia.