Fale com o colunista: p.afontenele@ig.com.br05/01/2009 - 19:37
É muito pequeno o número de pessoas que acreditam na permanência de Wellington Dias no cargo. Uma grande maioria não tem dúvida de que o governador renuncia seis meses antes e se candidata a uma cadeira de senador, inclusive parlamentares petistas por acharem que sua saída para disputar a vaga é um processo natural. Inclusive sua mulher, dona Rejane, já revelou para alguns petistas que o governador não vai interromper sua carreira política em 2010. Mas neste início de ano, um fato novo que pode estar passando despercebido surgiu em meio às discussões sobre o processo e pode mudar a tendência do quadro sucessório estadual.
Pela boca do secretário de Educação Antonio José Medeiros, um grupo de petistas anunciou que, não obstante ser natural a candidatura de Wellington Dias a senador pelas chances reais de se eleger, a prioridade do PT é eleger o sucessor, mesmo que para isso seja necessário sacrificar o projeto do governador, ou seja, ele permaneceria no cargo até o fim do mandato e comandaria a eleição do sucessor. Esse fato, porém, antecipa a revelação da construção de um cenário que era desenhado mas pouco considerado: a pressão do partido sobre o governador para este permanecer no cargo e trabalhar para eleger o sucessor e as bancadas de deputado.
Com efeito, a permanência do governador até o fim do mandato não significará só o apoio estrutural e logístico ao candidato do PT à sua sucessão mas também e, sobretudo, à chapa de candidatos proporcionais. No fundo, talvez, a garantia da eleição de uma bancada é que esteja por trás da produção deste fato novo, porque não é difícil concluir que esta posição põe em jogo não só o sacrifício da candidatura do governador como de toda a aliança de partidos que dão apoio ao governo. É óbvio que os partidos podem não aceitar negociar a formação de uma nova aliança com o candidato já escolhido, como aconteceu com a eleição na capital em 2008.
O núcleo responsável por este diagnóstico começou a jogar o assunto à discussão na tentativa de preparar o terreno para convencer o PT e o governador, principalmente este, porque a decisão de sair ou ficar não é da legenda, porém dele, pessoalmente, e também os aliados. Para alguns parlamentares petistas, contudo, é duvidoso acreditar que Wellington Dias esteja disposto a fazer este sacrifício em razão de alguns interesses políticos em jogo, como não abrir caminho para colaborar com adversários sistemáticos. Como disse a um interlocutor petista, dona Rejane Dias, chegou a hora de o PT fazer um sacrifício por Wellington Dias. Se não, quem vai se sacrificar por ele?
Aguiar toma posse na câmara com mais 9 suplentes
A Mesa Diretora da Câmara Federal dá posse nesta terça-feira (06) no gabinete da presidência aos 10 suplentes dos deputados que se elegeram prefeito em várias cidades do país. Do Piauí, o suplente Elizeu Aguiar, que trocou a câmara de vereadores de Teresina por alguns meses de mandato, também prestará juramento junto com os demais suplentes e assume de imediato suas atribuições como parlamentar. Como está exercendo o mandato na condição de suplente convocado, Elizeu Aguiar só pode participar, regimentalmente, das comissões técnicas, já que o regimento só permite integrar a mesa quem é parlamentar efetivo.
Nogueira diz que PDT reivindicará a vaga de vice
O presidente regional do PDT, deputado Flávio Nogueira, revelou nesta segunda-feira (06) que seu partido vai colocar como condição para fechar aliança partidária nas eleições de 2010 a cessão da vaga de vice-governador na chapa majoritária. Para ele, não importa qual seja a sigla que o PDT vai se aliar, se o PT, o PTB, o PSB, o PMDB, o PSDB, mas quem estiver disposto a aceitar a indicação. Nogueira salienta que a preferência pela aliança será com o PT ou o partido da base que indicar o candidato a governador, mas sendo preterido na indicação, vai o PDT se colocar à disposição de outro partido que tenha candidato próprio para negociar.
Martins viaja ao litoral e visitas cidades do norte
Virtual candidato ao governo pelo PSB, caso feche um acordo com o governador Wellington Dias e o PT para assumir o cargo, o vice-governador Wilson Martins aproveitou a viagem que fez ao litoral do Piauí na passagem do ano para visitar várias cidades do Extremo-Norte, como Cajueiro da Praia, Luiz Correia, Parnaíba, Ilha Grande, Bom Princípio e Buriti dos Lopes e se reunir com as bases do PSB. Para ele, foi uma viagem de cunho partidário, a fim de estimular as lideranças, principalmente os vereadores eleitos e vice-prefeitos. Ele revelou ter sido informado do interesse de alguns líderes de outros partidos ingressarem no PSB. Martins acha importante fortalecer o partido a partir das bases.
Fim do bloco de esquerda na câmara dos deputados
A se confirmar o apoio do PDT à candidatura do deputado e presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP) a presidência da câmara, o partido, conseqüentemente, rompe com o comunista Aldo Rebelo e põe fim ao bloco de esquerda formado por PDT, PSB e PC do B. Essa decisão tende a enfraquecer a candidatura de Rebelo e mina o projeto do deputado Ciro Nogueira (PP), ambos candidato a presidente, de levar a disputa a um segundo turno. A informação de que o PDT pode apoiar o candidato peemedebista foi do próprio Temer, no final da tarde desta segunda-feira (06) em seu gabinete na Casa. Temer foi um dos poucos deputados que estiveram na câmara. E aproveitou para fazer campanha.
04/01/2009 - 23:02
A ascensão do vereador Elizeu Aguiar (PTB) à cadeira de deputado federal em Brasília não se dá pela simples operação da convocação do suplente para a vaga aberta do titular, que deixou o mandato temporariamente para exercer um cargo no executivo. Claro, não se pode deixar de reconhecer a obstinação do vereador em conquistar um novo patamar político numa das casas do principal parlamento nacional, ainda que o preço a pagar seja o segundo mandato na câmara municipal. Mas para alcançar esta nova conquista, ele e seu partido, o PTB, passaram por uma prova de acordo que envolveu interesses político e partidário.
Esse acordo, obviamente, passou antes pelo crivo da direção nacional do PTB em razão de a cúpula partidária, assim como qualquer outra legenda, tem interesse em ampliar sua bancada seja na câmara ou no senado. Por essa razão, foram quase ilimitadas as conversas entre o senador e presidente regional do partido, João Vicente Claudino, o governador Wellington Dias e o próprio deputado Antonio José Medeiros, ambos do PT. JVC, por exemplo, nunca escondeu a vontade de em 2010 realizar seu projeto de ser candidato a governador, mas para isso terá que tomar a decisão de romper com o governo em razão das restrições que sofre na base.
Sua vontade é que seu nome fosse absorvido como uma alternativa mas ainda assim não consegue ser bem aceito, principalmente dentro do PT. Como possui um partido e estrutura partidária para levar adiante o projeto, viabilizá-lo bastaria um aceno para os oposicionistas, mas ultimamente, JVC tem mantido uma certa distância do debate sucessório que ele mesmo antecipou para evitar que isso concretize as restrições internas. Por orientação da direção do PTB nacional, o senador petebista vai evitar o debate interno na base governista e só voltará a se manifestar sobre sucessão quando o momento se fizer necessário falar do assunto.
O PTB não é um partido que pode se dizer desprestigiado no governo e mais prestigiado ainda ficou com a decisão do Palácio de Karnak de assegurar a vaga de deputado federal para Elizeu Aguiar. Ainda que seja pelo mínimo de 13 meses – ou mesmo 24, conforme a conjuntura política e administrativa – será possível o vereador dar andamento ao seu projeto de ir para Brasília. Para isso, basta que o PTB consiga viabilizá-lo. Com efeito, o acordo que permitiu a ascensão de Aguiar à vaga de Medeiros vai ser estendido ao processo da sucessão. Neste ponto, o governador foi hábil. E não podia deixar de ser. Afinal, este pode ter sido o primeiro teste de articulação – como coordenador – com vistas à sua sucessão no próximo ano.
Nova diretoria do TCE toma posse nesta segunda (05)
Eleito novo presidente do Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Abelardo Pio Vilanova toma posse logo mais às 9 horas desta segunda-feira (05) em solenidade que acontece no auditória da sede do órgão. Como vice-presidente será empossado o conselheir Kennedy Barros Araújo, e como corregedor, o conselheiro Olavo Rebelo. À solenidade devem comparecer representantes de todos os poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público, e órgãos dos poderes federais. Vilanova já decidiu como primeira medida como presidente enxugar a folha de pessoal, reduzindo o quadro de servidores que não têm função e recebem a título de gratificação. Aliás, o novo presidente pretende colocar nos cargos de direção e funções gratificadas servidores que ingressaram por concurso público.
jjfilho@hotmail.com
05/01/2009
09:33
Acho que a medida deveria ter sido tomada há mais tempo. Isso significa valorizar os servidores da casa, ou seja, prata da casa. Os comissionados têm seus valores mas os gestores públicos têm que respeitarem os limites impostos (quantidade, área de atuação, percentual etc.) pela Constituição Federal. Abraços
03/01/2009 - 21:36
Por ser o poder responsável pela elaboração das leis do país, ao Congresso Nacional estarão reservadas importantes decisões neste ano de 2009 após retornar do recesso parlamentar. A principal delas, sem dúvida, é a reforma política com novas regras partidárias e eleitorais, a fim de adequar o sistema à algumas interpretações que o Poder Judiciário tem feito como forma de suprir hiatos surgidos em razão da ausência de leis específicas para condutas parlamentares e partidárias. É óbvio que aqueles pontos que não forem de consenso podem ter sua vigência postergada para as eleições gerais posteriores. O importante é modernizar as regras.
Embora o tema do comentário esteja ligado à questão política, não há como citar que os parlamentares vão decidir sobre a reforma tributária, a emenda constitucional que limita a edição de medidas provisórias, o mandato presidencial, enfim, são temas importantes para o país que deputados e senadores terão de decidir ainda este ano. Como se trata do ano que antecede o processo da sucessão presidencial e dos governadores, é certo que as decisões não poderão mais ser deixadas para a próxima legislatura sob pena de no próximo governo e no próximo congresso os dois poderes terem de começar tudo de novo com prejuízos à nação.
No caso específico da reforma política, os congressistas não podem adiar uma definição sobre a fidelidade partidária, a cláusula de barreira, o fim das coligações proporcionais ou até mesmo sobre a coincidência das eleições e o fim da reeleição ou o seu aperfeiçoamento. De todo, a mais importante mesmo é, sobremaneira, é que trata da conduta parlamentar e partidária. Não cabe mais no sistema político e partidário, o detentor de mandato ficar trocando de sigla conforme seu interesse e sua vontade. Ademais, os governos não podem mais continuar reféns de partidos pela obrigação de terem uma base no congresso para aprovar seus projetos.
Outro ponto importante que os congressistas precisam refletir é sobre a introdução de regras casuísticas dentro do processo político, como a que vem ganhando força no congresso, que é a janela para a mudança de partidos. Se isso acontecer quebra a regra de que o mandato é do partido e não do candidato eleito, já que a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral está valendo desde que foi aprovada em março de 2007. Essa abertura não fortalece nem um pouco as legendas partidárias, que é o espírito da Resolução. Com a aprovação da janela, tudo o que for aprovado em termos de reforma, pelo que foi reivindicado, terá sido em vão.
No primeiro dia, Firmino trabalha até as 9h da noite
Em seu primeiro dia de expediente na Fundação Municipal de Saúde, o vereador e presidente do órgão, Firmino Filho, deixou o local de trabalho às 9 horas da noite, na sexta-feira (02). Sua primeira medida foi convocar todos os diretores e coordenadores de programas e ações da saúde para se informar todos os procedimentos. Mas o programa onde o presidente da fundação se demorou mais nas indagações, querendo mais detalhamento, foi o de combate à dengue na cidade. Firmino sabe que a dengue é uma das piores epidemias de doenças tropicais, porque já foi picado pelo mosquito, e que precisa ser combatida intensamente. Mesmo que ela esteja sob controle na capital, é uma doença que o poder público não pode se descuidar. E uma de suas medidas neste início de gestão é continuar a campanha de combate.
Novo presidente do TCE vai enxugar folha de pessoal
Uma das primeiras medidas que o novo presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Abelardo Pio Vilanova, que toma posse nesta segunda-feira (05) em solenidade no auditório do órgão, às 9 horas, será enxugar o quadro de pessoal retirando da folha de pagamento pessoas que não têm nenhum vínculo efetivo com o TCE mas que estão lá há muito tempo e sem uma função específica. O plano de Vilanova é aproveitar servidores efetivos do quadro do TCE para exercer funções de chefia e até mesmo cargo comissionado, como está fazendo no preenchimento dos cargos de direção.
02/01/2009 - 20:12
A solenidade de nomeação e posse da equipe de auxiliares de primeiro e segundo escalões do prefeito Sílvio Mendes para o segundo mandato foi marcada pela discussão de um tema que está, um mínimo, a três anos de distância: a sucessão do próprio prefeito em 2012. Em meio à sua fala sobre o que queria de cada um dos auxiliares, Mendes citou o nome do secretário de Educação do município, o cientista político Washington Bonfim, e disse que sempre aconselha o amigo a pensar em entrar na política e se candidatar a prefeito de sua cidade para trabalhar pela população. O fato causou um murmúrio entre todos que estavam atentos ao discurso.
Não é a primeira vez que o nome de Bonfim é apontado como um dos mais prováveis para ser o candidato a suceder Sílvio Mendes na prefeitura em 2012. Bem antes do pleito municipal que reconduziu o prefeito ao cargo para mais quatro anos, o secretário de Educação já era tido como o segundo na linha de sucessão, porque o primeiro era o vereador e hoje nomeado para a pasta da Saúde, Firmino Filho. Caso Firmino não tivesse mais motivação para ser prefeito de Teresina aí sim, Bonfim entraria como o nome da vez. Apesar de ser um técnico e pesquisador, Bonfim tem se revelado um bom administrador, além de um articulador e estrategista.
Do ponto de vista político e eleitoral, o secretário municipal de Educação não tem um nome conhecido entre as várias camadas da população da capital, mas é preciso não esquecer que os dois últimos sucessores de Wall Ferraz na prefeitura, Firmino e o próprio Mendes, são técnicos que faziam parte da equipe de auxiliares e nem eram conhecidos do público. É óbvio que, na medida em que os anos passam, o tempo de permanência do PSDB no governo aumenta cada vez mais e com ele as pressões naturais por mudanças. É exatamente contra essa tendência que a virtual candidatura de Bonfim terá de ser construída e trabalhada para se viabilizar.
Como o segundo mandato do prefeito ainda nem começou, obviamente que daqui até 2012 muitos fatos se sucederão pela dinâmica do processo político, entre eles a eleição presidencial, de governadores, senadores e deputados. Durante esse tempo muita coisa pode mudar, desde a composição dos partidos como os próprios integrantes. Ademais, é preciso analisar que até lá a oposição pode construir um projeto de poder na capital e trabalhar um nome como opção ao PSDB. Como o próprio Bonfim diz: “rapaz a eleição está muito longe”. Sem dúvida, bastante longe. Longe o suficiente para que fatos sucedâneos possam alterar qualquer projeto político.
Berger visita obras da nova sede da câmara
Em seu primeiro dia de trabalho como presidente eleito e empossado da câmara municipal, o vereador Renato Berger (PSDB) foi fazer uma visita às obras da sede da nova sede do Poder Legislativo municipal, que ficará localizada na Avenida Marechal Castelo Branco, quase vizinha à Assembléia Legislativa. Segundo informou Berger, a obra será entregue em março de 2009, de acordo com o cronograma e terá 33 gabinetes, preparada para o caso de a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que aumenta o número de vereadores, ser promulgada pelo Congresso. Se isso acontecer, Teresina ganhará mais 8 vereadores.
proberto@hotmail.com
04/01/2009
20:03
BERGER SE PERPETUARÁ COMO OPORTUNISTA...ENGENHEIRO DE OBRA PRONTA!!
01/01/2009 - 22:47
Nos últimos dias do ano de 2008 os noticiários dos meios de comunicação ficaram recheados de fatos relacionados aos momentos finais de transição dos governos municipais, em especial àqueles que não terão continuidade, em que os gestores que vão sair deixarão as finanças do município para o sucessor em situação de completa irregularidade. O problema maior é que não há um instrumento legal para evitar que as finanças municipais sejam saqueadas a poucas horas da transmissão do cargo e é difícil até mesmo uma discussão sobre o tema porque entre ele se põe a legitimidade de quem está no cargo e com prazo legal para ser deixado.
O governo federal está finalizando um projeto de lei que cria regras para a transição de prefeitos e governadores que tem como objetivo tanto quem deixa quanto quem assume o governo, dar continuidade aos projetos e programas que estão em andamento. Mas não trata dos assuntos relacionados a saques e gastos dos recursos da receita própria do município porque tem a preocupação de não interferir na autonomia de municípios e estados. O projeto está dividido em três regras principais. A primeira delas é estabelecer o compromisso do prefeito que sai de colocar à disposição de seu sucessor e da nova câmara municipal e também das assembléias legislativas uma série de informações, como situação financeira, as parcerias, os convênios e os débitos programados para os primeiros três meses da nova gestão.
A proposta prevê também a criação de um gabinete de transição, mas o formato da equipe deverá ser regulamentado por meio de leis para não ferir a autonomia das unidades. A terceira principal regra é estabelecer as penalidades caso o prefeito e o governador deixe de cumprir as novas regras de transição. A previsão é que esse item também seja regulamentado por leis locais. A idéia do governo é apoiar um processo de transição democrática para que os governos não percam o poder de ação. A proposta será concluída ainda neste mês de janeiro e será encaminhada ao congresso após o recesso parlamentar.
Não obstante ser mais uma tentativa de tornar as transições de governos menos escandalosas, além do que já prevê o Código Penal sobre os crimes de improbidade administrativa e de peculato, o congresso já deu ao país a Lei de Responsabilidade Fiscal mas esta é uma lei específica de aplicação penal para os delitos citados. Enquanto não é criada uma lei que impeça os saques indevidos para gastos não previstos na programação financeira para os últimos dias de governo, a saída tem sido as medidas cautelares de bloqueio das contas das prefeituras. De qualquer modo, a lei de transição pode tornar menos conflituosa a passagem de poder.
Prefeito nomeia secretários às 9 horas desta sexta
Já estão prontos os primeiros atos que o prefeito Sílvio Mendes assinará às 9 horas da manhã desta sexta-feira (02). São os atos de nomeação dos secretários e dirigentes de autarquias e fundações escolhidos pelo prefeito para auxiliá-lo na tarefa de continuar governando a cidade por mais quatro anos. A solenidade de nomeação acontece no salão de reuniões do Palácio da Cidade. À solenidade de posse do prefeito Sílvio Mendes, no auditório do Tribunal de Justiça do Piauí, compareceram todos os auxiliares de primeiro, segundo e terceiro escalões, inclusive os que ocuparão cargos de chefia nos diversos órgãos da administração municipal.
Câmara precisa mudar o ritual de posse
Uma das preocupações que o vereador Renato Berger deve ter como novo presidente da Câmara Municipal de Teresina é mudar o ritual de posse tanto dos vereadores quanto do prefeito e torná-lo mais formal e menos informal. Na solenidade de posse foram cometidas algumas gafes que um cerimonial com conhecimento elementar não comete. Por exemplo, quem deve conduzir os trabalhos, já que quase todo o ritual segue as normas regimentais, é quem está presidindo a sessão e não um mestre de cerimônia que faz a locução e até concede a palavra ao orador (ou oradores). Outra gafe percebida foi o prefeito Sílvio Mendes ler de posse e da tribuna. Quem deve fazê-lo é o secretário e em seguida o prefeito assina. Também o prefeito deve fazer o juramento de pé ao lado do presidente e com o braço estendido para a frente. O prefeito só deve ir à tribuna para proferir seu discurso. Não custa nada Renato Berger pedir orientação ao cerimonial da Assembléia.
Uma seqüência de discursos cansativa é demais
Tudo bem que o regimento interno da Casa permite que o vereador que desejar se pronunciar após a posse. Mas franquear a palavra como foi feito na posse no legislativo municipal para cada representante de bancada se pronunciar foi demais. Ora, franquearam a palavra mas estabelecendo quem e quantos deveriam falar. Os organizadores da solenidade deveriam lembrar que 12 partidos têm representação na Casa e que os 3 minutos acordados entre os líderes nunca são cumpridos, fora o presidente eleito, que discursou depois. Se de fato a palavra tivesse sido franqueada a quem desejasse falar, com certeza um ou dois vereadores estariam dispostos a falar. Eis aí um outro reparo a ser feito.
Prefeito fala de reflexão, tolerância e agradecimento
Em seu discurso de posse, o prefeito Sílvio Mendes falou de reflexão, tolerância e gratidão para falar de sua trajetória nos últimos quatro anos e da campanha eleitoral onde destacou e elogiou a atuação de instituições como a justiça eleitoral, o ministério público e a polícia militar. Mas que chamou foi quando ele tratou de tolerância. Para isto, citou o caso de um homem que o acordou na manhã do dia 1º correndo nu pela rua, dizendo que aquela atitude era de alguém que tinha perdido a razão. E em seguida leu uma mensagem que falava de um pai na velhice pedindo paciência ao filho que cuidava dele, dizendo que para o exercício de cargo público era preciso muita tolerância para enfrentar os problemas que surgem no dia-a-dia de um administrador público.
Elizeu se despede do mandato durante a posse
Surpreendente mesmo foi o discurso do vereador Elizeu Aguiar. Ao mesmo em que tomava posse no cargo por sua (re) eleição no dia 5 de outubro, o vereador petebista se despediu do mandato anunciando que vai assumir a cadeira de deputado federal do secretário Antonio José Medeiros (PT), da Educação, que ficou vaga com a posse do suplente B.Sá (PSB) na prefeitura de Oeiras. Elizeu Aguiar disse que sabia dos riscos de deixar um mandato recém-conquistado de representante municipal por um que não é seu e que por isso mesmo topará por se tratar de mais um desafio em sua vida política. E citou trecho da bíblia, do livro do profeta Isaías para ilustrar suas palavras.
Berger foi eleito presidente mas sem unanimidade
Os vereadores Teresa Brito (PV) e R. Silva (PP) mantiveram a posição anunciada e não votaram em Renato Berger para presidente. Como a eleição da Mesa da Câmara é pelo voto aberto e declarado, Brito absteve-se de votar enquanto R. Silva disse votar contra a candidatura de Renato. Aliás, o voto da eleição desta quinta-feira (01) não foi em separado mas unitário, ou seja, a manifestação era sobre a chapa da Mesa. Com isso, a confirmação do nome de Berger para a presidência foi estabelecida por 19 votos.

Doutor Pessoa comete uma leve gafe e causou risadas
Quando fazia o pronunciamento como representante do PDT na câmara, o vereador Doutor Pessoa, que presidia a sessão, foi o último a falar e da própria cadeira de presidente, cometeu um escorregão que levou toda galeria ao riso, inclusive o plenário e a mesa, ao agradecer os votos recebidos. Na hora em que foi fechar a frase disse que havia sido eleito prefeito, quando deveria dizer vereador. Levado a rir também ele consertou dizendo que se a população da cidade o quisesse e achasse que poderia exercer tão nobre cargo não hesitaria em aceitá-lo.
Júlio César era o único deputado presente
O deputado federal Júlio César Lima (DEM) era o único deputado presente na cerimônia de posse dos vereadores e do prefeito Sílvio Mendes e do vice Elmano Ferrer. Ele até foi chamado a fazer parte da mesa dos trabalhos como representante do Congresso Nacional. Lima é muito ligado ao prefeito a quem beneficia com emendas orçamentárias para Teresina. Sílvio Mendes inclusive apoio Júlio César para deputado em 2006.
Unindo o útil ao agradável
Quem também comparecer à posse dos vereadores e do prefeito e vice foi o secretário de Fazenda do governo do estado, Antonio Neto. Marido da vereadora Rosário Biserra (PT), o secretário foi na condição de consorte mas acabou sendo chamado também para a mesa como representante do governador Wellington Dias. Quem também prestigiou a posse do vereador Décio Solano foi seu irmão e presidente da Agespisa, Merlong Solano.
31/12/2008 - 22:51
Quando tomar posse no cargo nesta quinta-feira (01) para cumprir o segundo mandato como chefe do governo municipal, Sílvio Mendes entrará para a história do PSDB como o primeiro prefeito da capital a promover uma distensão no fechado grupo tucano na prefeitura de Teresina, abrindo espaço para que pudesse nomear lideranças do interior para ocupar cargos em comissão. Aliás, Sílvio Mendes passou a fazer essa abertura no primeiro mandato quando nomeou o ex-prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas, para a SDU/Sul, e o vereador de Inhuma, Pedro Ferreira, para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico em 2005.
Essa abertura, contudo, não se deu com o propósito de o PSDB partir para a realização de um antigo projeto de sua interiorização, onde as bases no interior pudessem ter uma estreita relação com a cúpula do partido na capital que lhes permitissem uma circulação menos formal pelo Palácio da Cidade, visto que os ocupantes dos cargos não pertencem aos quadros da legenda tucana. Além disso, tanto Elvas quanto Ferreira tiveram um padrinho na indicação, os deputados Paes Landim (PTB, mas do PFL na época) e B.Sá, na ocasião filiado ao PPS. Ferreira não está mais no cargo mas para compensar Mendes nomeou o ex-prefeito de Miguel Alves, Nonato Pereira, para a Secretaria de Desenvolvimento Rural. Pereira pertence ao PV.
A explicação para essa distensão pode estar no fato de hoje a prefeitura ter seus quadros de primeiro escalão composto em sua maioria de pessoas que, ou já pertenceram ao PDS e PFL que virou DEM e PP, ou ainda pertencem. Ali, dos tempos do PSDB de Wall Ferraz, o único que resta é o atual presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, professor José Reis, que vai para a Fundação Wall Ferraz (por ironia). Daqueles tucanos que marcharam com Ferraz alguns ainda estão no PSDB mas não mais em cargos na prefeitura. Só com este giro dado pelo prefeito foi possível abrir espaços para trazer gente do interior para ajudar a gerir a capital.
Antes isso não acontecia, nem mesmo nos dois mandatos de Firmino Filho como prefeito, ele permitiu essa abertura. Ao contrário, ainda na gestão Firmino muitos líderes, principalmente do PSDB, se queixavam da impenetrabilidade da prefeitura para as bases do interior. Só lhes era permitido chegar à sede do partido. Essa aproximação, porém, não se dá a nível de partido, ou seja, com a base tucana no interior. Talvez por isso, o prefeito tenha sugerido ser possível seu nome ser postado como opção para 2010 mas não provável, por faltar a ele uma melhor relação com a base interiorana. É possível que, como a sugestão, ele comece a se aproximar de líderes do interior, mas essa é uma construção que dependerá de muita conversa e confiança.
alex3.7@hotmail.com
03/01/2009
12:32
quero parabenizar o deputado federal julio cesar,pois sempre está prestigiano esses eventos politicos,como aconteceu na posse do prefeito ubaldo nogueira em nazaria no mesmo dia,continue assim deputado ,pois o povo vai saber reconhecer seu trabalho em 2010.
30/12/2008 - 19:03
São cada vez mais claros os sinais que o governador Wellington Dias (PT) dá sobre o desfecho do processo de sua sucessão em 2010. O último dele diz respeito a escolha do nome pelo PT do candidato do partido que disputar as eleições para sucedê-lo no cargo. Segundo Wellington Dias, para encabeçar a chapa majoritária no pleito geral de 2010, o PT precisará conquistar a vaga de governador se quiser que o candidato saia de seus quadros. Quis dizer o governador que o candidato a ser indicado à cabeça de chapa não terá que necessariamente ser do PT. Ou seja, qualquer um dos partidos da base pode indicar o nome em torno do qual todos se unirão.
Não é preciso ser especialista para se perceber que, mesmo propagando que o partido terá um candidato próprio, PT já não transige mais como antes. Os petistas sabem que nenhuma sigla vence uma eleição sozinha, mesmo coordenando a eleição dentro do governo, coisa que talvez o governador tenha convencido seus companheiros desta premissa. Com base nisto, o PT entende que se a intransigência se impor no processo de escolha como aconteceu na eleição de prefeito da capital, o partido correrá o risco de ficar isolado no contexto da disputa e o fato o colocaria sem chance de montar uma estrutura que faça seu candidato ser competitivo.
Com efeito, a melhor estratégia é mesmo apresentar um nome, como pretende fazer, já em 2009, a fim de estar na mesma situação que o PTB e o PSB, que já têm seus nomes postos à discussão, para negociar em iguais condições. De fato, a antecipação do debate sucessório em que os nomes do senador João Vicente Claudino e do vice-governador Wilson Martins estavam na vanguarda do processo, deixava o PT em situação inferior. Percebendo isso, as lideranças petistas articularam uma estratégia para o partido não ficar atrás. O resultado é que os nomes de Antonio Neto e Antonio José estão aí para contrabalançar a disputa da indicação interna.
Obviamente que o governador Wellington Dias vai aguardar o desenrolar dos acontecimentos dentro da base governista antes de dar início ao processo de negociação do nome que vai ser escolhido para disputar a sucessão governamental. Não há dúvida as definições sobre nomes vão depender do desfecho da sucessão presidencial, uma vez que as alianças em nível nacional terão que ser estendidas aos estados por força da regra da verticalização. Mas se lá em cima for mantida a aliança ou pelo menos parte dela, aqui pode ser repetida. Uma coisa é certa: o candidato da coligação governista necessariamente não deve ser dos quadros petistas.
Alberto Silva vem a Teresina no final de janeiro
Impedido de vir ao Piauí por questões de saúde, o deputado presidente regional do PMDB Alberto Silva vem a Teresina no dia 23 de janeiro, informaram assessores seus lotados na sede do partido. Silva vem presidir um encontro regional do PMDB com a presença de lideranças do partido em todos os municípios piauienses, especialmente prefeitos eleitos em 2008, a fim de serem definidas estratégias sobre as administrações e também sobre as eleições de 2010. O presidente do PMDB disse que é candidato a renovar o mandato para mais quatro anos e não pretende abandonar a política. Silva anunciou também que é candidato a continuar presidindo o PMDB na convenção que será realizada no final deste ano. Por conta de seu retorno no final de janeiro, os peemedebistas estão preparando uma grande recepção ao deputado.
Reação do prefeito é sobre a venda antecipada
O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, foi mal informado ou tentou jogar uma ducha fria na repercussão que o aumento da passagem de ônibus interurbanos na capital, ao ameaçar suspender os efeitos do decreto de reajuste. O prefeito exigiu que os empresários mantivessem o valor da tarifa de R$ 1,60 até o dia 31, pois ficou sabendo que as empresas já estavam cobrando o valor de R$ 1,75 nos vales-transportes. O prefeito não entendeu que os empresários simplesmente deram início à venda antecipada dos vales para o mês de janeiro, já que a vigência da nova tarifa é a partir de 1º. Não houve descumprimento.
Freitas não vê chances de Sílvio sair candidato em 2010
O secretário de Planejamento da prefeitura de Teresina, o ex-senador Freitas Neto (PSDB) disse que são remotas as chances de o prefeito Sílvio Mendes vir a renunciar ao cargo para ser candidato ao governo do estado pelas oposições em 2010. Freitas raciocina que, além de Sílvio levar em conta, em primeiro lugar o compromisso administrativo que tem com a população de Teresina, uma renúncia em 2010 para levar a efeito um projeto político, só seria possível se a conjuntura político-eleitoral possibilitasse um quadro onde ele, como opção, pudesse encampar um projeto de governo que a cidade apoiasse. Não sendo um cenário desse tipo, Freitas repetiu a frase do próprio prefeito disse: “é possível mas não é provável”.
carlosluzpicos@bol.com.br
31/12/2008
12:44
Caro Paulo Fontenele, O PSDB juntamente com o PTB, deverá construir com inteligência, humildade,bom senso a cadidatura do Dr. Sílvio Mendes e com isto partir para uma vitória consagradora e duradoura, para se mudar as condições precárias de desenvolvimento do Piauí.
carlosluzpicos@bol.com.br
31/12/2008
12:35
Prezado Paulo Fontenele, Não sou especialista em política partidária, mas sou um cidadão plugado nos acontecimentos do andar da carruagem política. A verdade, é que, o PT, PSDB,PMDB,PSB e DEM sairão com candidatos encabeçando chapa. Quem viver verá.
29/12/2008 - 19:07
O reajuste no preço da passagem de ônibus interurbano em Teresina pegou de surpresa muita gente, especialmente os usuários, que não esperavam a prefeitura tomar a decisão às vésperas da virada do ano. Analisando por um prisma administrativo, a medida pode até ser justificada pela sua defasagem em relação a custos de insumos, peças de reposição e manutenção da frota, serviços, pessoal e até o preço dos veículos, olhando por um ângulo político, a decisão causa impacto na imagem do prefeito pelo fato de ter sido tomada sumariamente, sem ser precedida de uma discussão e em cima do ato de posse do prefeito para o segundo mandato.
Aumentar passagem de ônibus sempre foi uma medida polêmica no âmbito da administração municipal, porque alguns (nem todos) prefeitos a consideram uma decisão desgastante, tanto para o prefeito quanto para os usuários; uns até entregam a tarefa para o secretário titular dos Transportes ou superintendente, como hoje é chamado o responsável pela fiscalização do trânsito na capital. Mas não importa quem vai anunciar o aumento, importa que a repercussão da decisão atinge o chefe do governo. O ideal seria que Sílvio Mendes desse o sinal verde para o aumento um mês depois do resultado da eleição, como fez Firmino Filho na eleição de 2004.
Tem dado certo, até agora, o prefeito conceder um aumento significativo na passagem de ônibus no ano que antecede o ano da eleição, a fim de que o índice possa valer pelos dois e o prefeito não tenha que autorizar reajuste no ano eleitoral para evitar que as reações possam trazer desgaste político. Mas a suspensão fica valendo até a eleição. Após passarem as eleições em qualquer dia ou semana, antes de o ano acabar, é concedido o aumento. Ao contrário de seu antecessor, Firmino Filho, Sílvio Mendes não o fez logo após as eleições, preferindo fazê-lo às vésperas de sua posse, uma ocasião não recomendável para uma medida tão desgastante.
É possível que além da planilha técnica de custos, o prefeito tenha em mente a argumentação de que o reajuste seja o último ato de sua primeira gestão que se acaba nesta quarta-feira (31) e que a partir do dia 1º inaugura um novo mandato. De fato, é possível alguém se convencer de que a explicação do prefeito seja plausível, porque o aumento será digerido da forma como o foi seu primeiro mandato, mas é também possível alguém não esquecer que o reajuste foi na gestão velha, mas a vigência começa exatamente a partir do primeiro dia da nova gestão. O que dá no mesmo porque em 2009 haverá um novo aumento. Em qual mês não se sabe.
Solenidade de posse do prefeito vai atrasar
A solenidade de posse do prefeito Sílvio Mendes (PSDB), que acontecerá às 17h desta quinta-feira (01), no auditório do Tribunal de Justiça do Piauí, vai atrasar. É que neste mesmo horário está marcada a sessão de posse dos vereadores eleitos nas eleições do dia 5 de outubro de 2008, seguida da realização da eleição dos membros da Mesa Diretora. Como é a nova câmara que empossará o prefeito, a sessão de posse e a eleição da Mesa, marcada para as 17h, vão conseqüentemente atrasar a solenidade de posse do prefeito. No convite que o cerimonial da prefeitura distribuiu para os convidados, a solenidade de posse está marcada para 17h, mesmo horário da posse dos vereadores. O cerimonial da câmara, por sua vez, garante que a sessão de posse e eleição da Mesa não durarão mais do que meia hora, tempo suficiente para realizar a solenidade de posse do prefeito.
Definida a nova Mesa Diretora da câmara
Com o acerto entre o vereador Renato Berger (PSDB) e a bancada do PT, os partidos definiram a chapa dos membros que vão compor a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Teresina a ser eleita na próxima quinta-feira (01. A composição da direção da Casa foi feita levando em conta a representatividade dos partidos. E ficou composta assim: Renato Berger, do PSDB, será o presidente; coronel Edvaldo Marques (PSB) será o 1º vice-presidente; Ananias Carvalho, do PV, 2º vice-presidente; Luiz Lobão 1º secretário; Rosário Biserra 2ª secretária. Como suplentes da mesa; pastor Levino (PMDB) e Joninha (PSDB).
Dias vai a Brasília empenhar recursos do orçamento
Numa última tentativa, o governador Wellington Dias (PT) foi nesta segunda-feira (29) a Brasília empenhar os recursos do orçamento da União de 2008 previstos para o Piauí, a fim de que não sejam contingenciados, o que dificultariam sua liberação. Segundo técnicos do governo, o Piauí conseguiu empenhar apenas 40% do total dos recursos previstos e Wellington tentava conseguir os 60% restantes no Ministério do Planejamento. Pelas informações chegadas de Brasília no final da tarde davam conta de que o governador havia conseguido empenhar os recursos; uma parte deles da rubrica do Fudebinho.
fazendatranqueira@hotmail.com.br
30/12/2008
21:49
É de fazer pena a situação de nosso Estado.O governador sem prestígio é facilmente acomodado com falsas promessas.As estradas no sul estão péssimas, de fazer vergonha e o Governo já está devendo 1,0 R$bilhão. Imagine se não fosse do mesmo partido do Presidente Lula! Obra só se ver do Governo Federal! Com recurso do Estado só mesmo muita camioneta cabine dupla. Fretada e placa de particular. Ninguém incomoda!!
28/12/2008 - 22:57
A definição do quadro sucessório só se dará nos meses que antecedem as convenções dos partidos que homologarão candidaturas e alianças. Mas 2009 promete ser um ano importante para definir as tendências do cenário da sucessão estadual em razão do processo depender expressamente do quadro sucessório presidencial. Pelo que as pesquisas de intenção de votos mostram em relação ao quadro, cinco nomes e quatro partidos (embora um deles apareça na cena como coadjuvante) gravitam em torno do núcleo da sucessão. São eles os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves (PSDB), o deputado Ciro Gomes, do PSB, Dilma Roussef (PT), ministra da Casa Civil, e, correndo por fora, Heloísa Helena, do Psol.
No Piauí, por enquanto dominam a cena da sucessão do governador Wellington Dias também cinco nomes em quatro partidos, apesar de um deles surgir no cenário apenas como elemento de discussão. São eles o vice-governador Wilson Martins (PSB), o senador João Vicente (PTB), os secretários de Fazenda, Antonio Neto, e de Educação, Antonio José Medeiros, ambos do PT, e o peemedebista Marcelo Castro. Com a regra da verticalização valendo para toda e qualquer coligação que se faça a nível nacional, no Piauí os acordos vão depender muito do que for decidido na sucessão presidencial, muito embora as alianças informais sejam as saídas para driblar a imposição.
Por possuir os dois melhores quadros para a disputa presidencial, o PSDB é justamente a grande dúvida do cenário. Aécio Neves tentará durante todo o ano de 2009 viabilizar seu nome dentro do PSDB. Se não conseguir vencer Serra na indicação interna, Neves poderá optar pelo PMDB, embora negue um namoro que corre nos bastidores. Pela regra atual, o governador de Minas teria de mudar de partido 1 ano antes da eleição, mas correria o risco de o PSDB pedir seu mandato. Não parece que os tucanos fariam isso no caso de uma saída dele. Sua ida para o PMDB causaria um racha significativo e levaria para o ninho peemedebista um expressivo número de tucanos e gente de outros partidos.
Na hipótese de o quadro caminhar nesta direção, com efeito mudaria substancialmente o cenário da sucessão no Piauí. Se Aécio se tornasse numa alternativa viável e real, aqui no Piauí o cenário se transformaria, sobretudo se o PMDB com o governador de Minas fechasse um acordo com o PSB e lançasse Ciro Gomes de vice. Aqui ficaria inviabilizada, por exemplo, uma aliança com o PT, porque o partido lançaria Dilma Roussef. Embora toda essa especulação só venha a se tornar real quando o curso da sucessão retomar o debate, uma coisa é certa, nada do cenário que é analisado hoje no Piauí valerá enquanto o quadro nacional não se desenhar.
Dias inaugura na terça usina de energia eólica
Nos últimos dias de 2008, a semana já surge como uma semana morta, sem muita atividade no serviço público, exceto os essenciais, e a atividade privada. Nem movimento político formal está previsto para ocorrer, a não ser o que a agenda do governador Wellington Dias prevê para esta terça-feira (30), quando ele retorna a Parnaíba para inaugurar a estação que captará a energia produzida pelo vento. Embora Dias esteja sem agenda nestes dias de festas de final de ano, ele estará presente quando as máquinas da usina entrarem em operação para produzir a energia que suprimirá como reserva o sistema de distribuição da Cepisa. Depois disso, Dias se prepara para passar o réveillon em Oeiras, onde no dia seguinte vai à posse de B.Sá (PSB).
edvaldo-leal@hotmail.com
29/12/2008
10:24
Aproveito a coluna pra dizer que embora não sendo petista tenho admiração pelo Governador Wellington Dias, que considero como pai dos amigos e amigo dos adversários. Parabéns Governador pelo o que fez em 2008, ao tempo que desejo saúde e muita inteligência pra conduzir a sua sucessão em 2010.
27/12/2008 - 21:19
O aumento de salários de prefeitos e vereadores para o período de mandato que se inicia em 1º de janeiro de 2009, que a imprensa vem divulgando sistematicamente, na medida em que a lei é aprovada, na verdade é a fixação da remuneração para os próximos quatro anos que está previsto na Constituição Federal. O artigo 29, inciso V, diz que o subsídio do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais, será fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observando o que dispõem artigos 37, XI; 39, parágrafo 4º; 150, II; 153, III; e 153, parágrafo 2º, I; todos tratando de remuneração em todas as esferas da administração pública.
Também compete às câmaras, com base no inciso VI, do artigo 29 da CF, fixar a remuneração dos vereadores, observando o que dispõe a Constituição e levando em conta os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica de repasse ao orçamento dos legislativos municipais. O total da despesa com o legislativo, incluindo os subsídios dos vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os percentuais relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no parágrafo 5º do artigo 153 e nos artigos 158 e 159 efetivamente realizado no exercício anterior (emenda constitucional nº 25 de 2000).
Diante das regras impostas, é pouco provável que as câmaras municipais, com ou sem o consentimento do prefeito e da unanimidade dos vereadores, tenham votado as leis de fixação da nova remuneração sem observar os preceitos constitucionais. É óbvio que alguns prefeitos extrapolam no valor a ser fixado sem levar em conta a situação financeira do município, mas todos estão legitimados pelo artigo 37, inciso XI, que estabelece como teto a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, há os que fixam seu salário entre 25 e 30 vezes o salário mínimo, assegurando que está bem abaixo do teto constitucional.
Percebe-se pela influência junto à câmara na fixação do valor da remuneração, que os fatos se referem mais aos prefeitos que se consagraram a um novo mandato o interesse em rever os valores de seus subsídios. Talvez pelo fato de, em comparação com 4 anos atrás, os valores se tenham defasados ao ponto de ser necessário a fixação de um subsídio maior. Muitos prefeitos não percebem é que a sua remuneração serve de teto para estabelecer os limites da remuneração dos demais servidores, os comissionados e os de carreira. Quando maior é o subsídio do prefeito, maior será o limite para os salários dos municípios. De qualquer forma, no fim de tudo quem paga a conta mesmo é o pobre contribuinte.
Berger pode ter o apoio de Ferreira na eleição da Mesa
Apesar de ter caído em desgraça com a cúpula da prefeitura por ter liderado uma dissidência dentro do PSDB e se unido a vereadores oposicionistas na formação de um bloco parlamentar, o vereador José Ferreira (PSDB), ex-presidente da câmara, pode fechar um acordo com Renato Berger e apoiar sua candidatura a presidente na eleição da Mesa Diretora da Casa. Nesta segunda-feira (29), Berger terá um encontro definitivo com Ferreira onde os dois podem fechar um entendimento e fecharem o bloco tucano para a disputa eleitoral. Ferreira poderia inclusive fazer parte da chapa ocupando um cargo na Mesa. Ferreira teve o mandato cassado em setembro, quando presidia a câmara, por abuso de poder econômico e político na eleição de 2004. Alcançado em plena campanha eleitoral ainda conseguiu se eleger, mas tentou voltar à presidência e não encontrou respaldo no PSDB, o que o obrigou a buscar apoio na oposição, deixando o prefeito Sílvio Mendes bastante chateado.
26/12/2008 - 23:02
Ao ser abordado para falar de sucessão em 2010, durante uma longa entrevista que concedeu a um canal de TV nesta sexta-feira (26), o prefeito de Teresina Sílvio Mendes afirmou que o PSDB será fiel de balança nas próximas eleições gerais. Mendes referia-se ao fato do PSDB ter saído das eleições municipais com 14 prefeitos eleitos e mais o da capital. O que o prefeito quis dizer é que para o lado que o partido pender a disputa se decidirá. Pode ser que Mendes tenha razão e fundamente sua afirmação na excelente performance de sua candidatura a mais um mandato, mas para a história das eleições estaduais em Teresina as situações não batem.
Desde 1998, está constatado que o respaldo popular que um prefeito da capital possui junto à cidade não influenciou o resultado da eleição para governador em Teresina. Não é possível incluir 94, porque naquela eleição, Teresina ainda tinha muito do anti-pefelismo que marcou mais de duas décadas de predomínio dos partidos que combatiam a dita oligarquia. Em 1998, o PSDB teve no ex-prefeito Francisco Gerardo seu candidato a governador, enfrentando Mão Santa, então governador e candidato a reeleição, e o senador Hugo Napoleão. E o resultado, Gerardo foi o segundo mais votado, mostrou que o prefeito, à época Firmino Filho e com boa aprovação, não conseguiu vincular o candidato à sua imagem na capital.
Em 2002, mais uma vez com Firmino no cargo – e reeleito – o prefeito não fez prevalecer sua grande aprovação – o candidato que ele apoiou e levou seu partido a se aliar ao partido dele teve uma votação bem aquém do esperado. Tanto que alguns líderes do PFL chegaram a dizer que o apoio de Firmino mais prejudicou do que ajudou. Em 2006, já que o Sílvio Mendes no cargo, o PSDB voltou a lançar um candidato próprio ao governo nas mesmas circunstâncias de 98; mais uma vez a figura do prefeito não teve nenhuma influência no resultado e quem a população preferiu foi o governador Wellington Dias dando a ele uma maioria esmagadora.
Para as eleições de 2010, assim como a de 2002, não haverá disputa pela reeleição, vez que o governador não pode mais pleitear um novo mandato. Com isso, a disputa está em aberto para qualquer nome que caia nas graças do eleitorado, do estado e de Teresina. Como ocorreu com Firmino em 2002, Sílvio Mendes vem sendo citado como uma das opções de candidatura ao governo. Não sendo candidato e a eleição sendo estadual, a força do prefeito se confundirá com a do candidato que ele apoiar se este cair na preferência do eleitor. Caso contrário, o que vai prevalecer é a influência da história e não a do prefeito como muitos querem acreditar.
Cassações de prefeitos eleitos atendem pedido do MP
Desde que encerraram as eleições, o procurador eleitoral Marco Túlio Caminha procurou orientar as promotorias eleitorais para que ajuizassem ações na justiça caso ficasse comprovado o abuso de poder político e econômico durante a campanha. A cassação do prefeito reeleito de Santa Cruz do Piauí é o dos casos em que o ministério público eleitoral atuou no sentido de punir os candidatos que se utilizaram do poder para aliciar os eleitores e conseqüentemente ter a vitória garantida. Outros prefeitos podem vir a sofrer a mesma punição se houver tempo para o julgamento das ações. Na maioria dos casos em que o prefeito tem a candidatura cassada, a promotoria pede a posse do segundo colocado.
25/12/2008 - 22:56
24/12/2008 - 20:46
A tese da candidatura própria é uma possibilidade que pode ser discutida dentro do PMDB mas não como uma opção impositiva, já que, à primeira vista e passando um olhar pelo quadro da sucessão, a intenção do partido – ou pelo menos daquela parte que compõe o governo – é permanecer na aliança, desde que esteja garantida uma participação na chapa majoritária. Isto é a leitura que faz o secretário de governo e deputado peemedebista Kleber Eulálio faz sobre a participação do PMDB nas eleições de 2010, ao anunciar que o deputado Marcelo Castro é que será o indicado do partido para compor a chapa majoritária na aliança governista.
Fica claro que o PMDB já projeta seu futuro no esquema que governa o estado liderado pelo governador Wellington Dias. Castro será o indicado mas o cargo que ele será acomodado vai depender dos acertos e da viabilidade eleitoral, podendo ser na vaga de vice-governador ou uma das duas vagas de senador. Também, obviamente, contará o nome a ser indicado para encabeçar a chapa como candidato a governador. Se ao longo do processo não surgir nenhum fato que mude a direção dos ventos da sucessão, o PMDB deverá ser o primeiro partido da base a optar em permanecer na aliança, muito embora para isso precise do apoio da maioria.
Em se tratando de PMDB, um partido caracterizado por uma divisão interna crônica, é certo que essa opção de permanecer na base governista não será definida por unanimidade, porque o partido é composto de várias correntes e a que faz oposição ao governo dificilmente viria a rever sua posição por questões de natureza política localizadas. A não ser que o candidato da base governista consiga atrair os dissidentes dividindo o prestígio de grupos municipais antagônicos nos municípios. Caso contrário, as contradições internas voltaram a aflorar nas discussões sobre a sucessão indo medir forças mais uma vez na convenção partidária.
Hoje, o quadro dentro do PMDB é bem diferente de 2006 e a corrente governista do partido já detém o controle da máquina partidária. Favoreceram isso as derrotas de Mão Santa naquela eleição para o governo e o revés sofrido pelas correntes oposicionistas nas eleições municipais deste ano, incluindo o próprio senador em Parnaíba. Com o controle do partido nas mãos, o grupo liderado por Marcelo Castro, Themístocles Filho e Kleber Eulálio, pode dar as cartas dentro do PMDB, mesmo tomando conhecimento dos blefes de Mão Santa quando diz que se for à convenção ganha novamente. De qualquer modo, o PMDB vai levar esta decisão ao crivo do partido com os pés no chão, mas o rumo já foi traçado.
Sílvio Leite e Elson deixarão o Turismo e a SDR em janeiro
O governador Wellington Dias (PT) retornará às suas atividades de chefe do governo em janeiro assinando decreto de exoneração de dois secretários de estado. São eles os secretários de Turismo, Sílvio Leite, e de Desenvolvimento Rural, Elson Martins. Sílvio Leite procurou o governador semanas atrás para comunicar que estava deixando o cargo em razão de convite que havia recebido da iniciativa privada e também por questões pessoais. Wellington Dias aceitou o pedido de Leite mas pediu que ele permanecesse no cargo até o final de dezembro e ele concordou. Já em relação a Elson, ele será substituído pelo agrônomo e ex-prefeito de Wall Ferraz, Rubem Martins, irmão de Wilson Martins, a pedido do próprio vice-governador que vai levar o cunhado para assumir a chefia de gabinete da Vice-Governadoria.
Ciro não vê definição na eleição da Mesa da Câmara
Candidato a presidente da Câmara dos Deputados na eleição da Mesa Diretora que acontecerá em fevereiro, o deputado Ciro Nogueira (PP) afirmou que o quadro de disputa não é como está sendo desenhado na imprensa. Cirinho concorda que há muita movimentação em torno da candidatura da base do governo, mas o apoio que os partidos estão fechando com o candidato do PMDB, Michel Temer, tem se dado apenas em nível de cúpula partidária. “Nenhum partido”, revela o candidato do PP, “se reuniu para definiu que posição tomar na eleição da Mesa; quando isso acontecer aí é que a campanha vai começar e eu vou procurar os colegas para pedir votos. Até lá tudo o que for anunciado não passará de especulação”.
alex3.7@hotmail.com
03/01/2009
12:46
caro amigo paulo,o q se ver nesse estado é uma vergonha,como diz borys casoy,na sdr,o governador tira o cunhado do vice e coloca o irmao de wilson martins,e depois o proprio vice governador leva seu cunhado pra ser chefe de gabinete.da vice convernadoria,isso so mostra para o povo como eles so pensam neles o emprego e so pra ajudar seus familiares,e uma vergonha isso q acontece no piaui
23/12/2008 - 19:58
As críticas que os senadores Heráclito Fortes (DEM) e Mão Santa (PMDB) têm feito contra o governo – ora da tribuna do senado e agora na mídia local – não vão merecer do governador Wellington Dias (PT) um revide, como querem os dois oposicionistas para forçá-lo a entrar numa polêmica onde, no mínimo, quem mais perderia era o próprio chefe do governo por estar no momento na condição de vitrine. Claro que algumas críticas, caso careçam de um esclarecimento ou uma resposta firme, não será o governador quem vai para a linha de frente é o PT que se postará como um escudo para o caso de a polêmica ensejar algum desgaste.
Wellington Dias, porém, sempre que é abordado para fazer algum comentário sobre que dizem os dois senadores, ele foge da polêmica, como aconteceu na entrevista que concedeu a um canal de TV no início da tarde desta terça-feira (23) de uma forma bem estratégia, para não oferecer munição aos adversários. Para ele, quem deve avaliar o que dizem os senadores é a população que acompanha atenta as ações de todos os seus representantes, estando eles no governo ou não. Dias afirmou que não precisa estar respondendo críticas de que o governo não está realizando nada porque a população está acompanhando atentamente.
Apesar de fugir do confronto direto, que para ele não leva a nada, Dias foi incisivo ao sugerir que se os dois senadores quiserem saber se para o Piauí estão vindo recursos ou não é só acessarem o site do Siaf (Sistema Integrado da Administração Federal) que lá está registrado os repasses de recursos do governo federal para o estado. Quis dizer com isso, Wellington Dias, que o acesso é permitido para quem quer fiscalizar a movimentação de recursos do orçamento, mas para quem não quer e quer fazer oposição apenas com o propósito de tentar formar opinião de maneira falseada, se conduz da forma como os dois senadores fazem.
Contudo, Wellington Dias diz que a oposição está fazendo seu papel e que tanto ele quanto os outros políticos de oposição terão suas condutas julgadas pela população, por isso entende que não há necessidade de abrir uma polêmica para dar origem a uma discussão onde o que menos se foca é o interesse público. Desta forma, continuará se preocupando somente com as metas que tem a cumprir à frente do governo e que quando chegar o momento estará pronto para se submeter ao julgamento da população. Enquanto este momento não chega, Dias prefere se concentrar naquilo que se comprometeu a fazer pelo tempo que ainda falta para concluir seu mandato.
Governador tem viagem a Brasília cancelada
Quando estava prestes a entrar na sala de embarque para viajar a Brasília na manhã desta terça-feira (23), o governador Wellington Dias (PT) teve de cancelar a viagem ao receber do Ministério da Educação comunicado em que era informado do cancelamento da solenidade que participaria naquele órgão para assinar convênio. É que o ministro Fernando Haddad havia sido convocado pelo presidente Lula para uma reunião de trabalho no Palácio do Planalto. Dias já tinha feito inclusive o “check inn” para o embarque. Como não queria mais regressar para a residência oficial, o governador foi direto para seu gabinete no Palácio de Karnak, chegando às 7 horas e acabou presidindo as solenidades de entrega de prêmios a concursos de reportagens na mídia, tarefa que estava nas mãos do vice-governador Wilson Martins, que participou da premiação.
Para Magalhães, Fortes dá sinais de que está com medo
Sem querer entrar em polêmica com o senador Heráclito Fortes (DEM) mas dando umas alfinetadas, o deputado Cícero Magalhães (PT) disse achar que o comportamento do senador Heráclito Fortes em passar a atacar frontalmente o governo do estado sugere ser medo do que vem por aí nas eleições de 2010 quando precisará renovar seu mandato no senado. Para ele, esta é a única explicação, porque suas críticas tem muito pouco a ver com a realidade política e administrativa do Piauí. Polemizando como faz com o deputado Fábio Novo, presidente do PT estadual, na opinião de Magalhães, Heráclito Fortes é só quem perde. E quem ganha é o deputado. Segundo Magalhães, os dois deveriam discutir assuntos de interesse do estado.
Dias fica o natal em Teresina e réveillon em Paes Landim
Pelo menos neste feriadão de final de ano, o governador Wellington Dias não vai ausentar-se do Piauí. Nas festividades de natal, governador permanecerá em Teresina e reunirá amigos em torno da ceia. Porém, no ano novo Wellington Dias seguirá para Paes Landim onde festejará a virada de ano na fazenda de sua família, só retornando no final de semana para a capital, onde retoma suas atividades antes de pensar nas férias que pretende tirar com a família.
goncaloamarantino@oi.com.br
26/12/2008
10:44
O Dep. Cicero Magalhães está certíssimo ao afirmar que o Senador "Porcão" está com medo da eleição de 2010, quando tem que renovar seu mandato que o povo, erradamente ou compradamente, lhe concedeu. Eu diria mais: ele está é desesperado mesmo. pois dificilmente vai conseguir renovar essa boca livre que é o mandato de senador, pois não fazem absolutamente nada, nem ele, nem o Chico Doido.
22/12/2008 - 23:08
O prefeito Sílvio Mendes sempre foi considerado uma opção de candidato ao governo bem antes de protagonizar uma façanha eleitoral, ao se reeleger para o cargo com a maior votação proporcional da história eleitoral de Teresina com 70% dos votos. O que faltava ele próprio se encarregou de colocar que foi a admissibilidade de ser possível colocar seu nome entre os que estão postos na lista de prováveis postulantes à sucessão do governador Wellington Dias. Como ele mesmo afirmou, “é possível mas improvável”, evitando que essa possibilidade acabe deflagrando um cerco de assédio ao Palácio da Cidade para pressioná-lo a se candidatar.
É óbvio que Mendes sabe que, entre um desejo de colocar o nome como opção de candidatura e sua viabilidade, o caminho é muito longo e cheio de percalços, porque para chegar lá há que se fazer muitas concessões para se fechar um acordo. Mas nem por isso, ele deixa de ser uma alternativa, mesmo tendo em seu currículo apenas duas eleições na capital e um estilo de governar aprovado. Se a oposição estava na expectativa de ter apenas João Vicente (PTB) como opção, isso em caso de rompimento com o PT, agora tem em Mendes uma esperança nova, contando inclusive com a capital como ponto de partida para esta empreitada eleitoral.
Ainda que Sílvio Mendes não queira arriscar-se a uma aventura eleitoreira, essa revelação feita por ele o introduz no processo sucessório como um dos líderes que terão influência nas decisões sobre a escolha de candidaturas e alianças pela oposição em 2010. Como prefeito de Teresina e possuidor de influência junto ao eleitorado, com certeza sua participação no debate é garantida. Ademais, como importante quadro do PSDB visto pela cúpula nacional do partido, Sílvio Mendes será peça relevante para o candidato tucano a presidente. Talvez por isso, José Serra, governador de São Paulo, o tenha incentivado a pensar em se candidatar ao governo.
Com a incerteza sobre a candidatura ao governo do senador João Vicente Claudino, a oposição vê em Sílvio a possibilidade de ampliar o leque de nomes a fim de não ficar na dependência de uma conjuntura, já que se ela não se viabilizar como alternativa ao governo, os oposicionistas correrão o risco de ficar “no mato sem cachorro”. Com efeito, a declaração do prefeito caiu como uma chuva na terra seca do sertão renovando a confiança dos partidos de oposição, que torciam por uma divisão na base governista. De qualquer modo, candidato ou não, o prefeito criou um fato que, se bem explorado estrategicamente por seus seguidores, pode resultar em um projeto de alternativa para a sucessão de 2010.
Fortes diz que nova Mesa apoiará PEC dos vereadores
O senador Heráclito Fortes (DEM) disse em entrevista a imprensa na tarde desta segunda-feira (22) que a promulgação da emenda constitucional que amplia o número de cadeiras nas câmaras municipais de todo o país é uma questão de tempo. Segundo ele, o impasse entre as duas casas legislativas (senado e câmara) vai acabar quando a nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados tomar posse em fevereiro, por achar que a atitude atual não se ajusta ao tom harmônico que devem adotar os dois núcleos legislativos. Com essa opinião, o senador do DEM tranqüilizou os suplentes de que até o primeiro trimestre de 2009, a emenda estará promulgada e aqueles que têm a chance de assumir serão convocados.
Novo evita polêmica com o senador do DEM
Personagem de querela com Heráclito Fortes (DEM) por terem os dois trocado acusações durante as denúncias e condenação do banqueiro Daniel Dantas, o presidente regional do PT deputado Fábio Novo esquivou-se de nova polêmica com o senador, depois de ele ter feito críticas ao governo e a seus candidatos à sucessão. “Eu não vou responder ao senador, porque estamos no período natalino e é época de confraternização e não de semear a discórdia”, disse Novo, acrescentando que “não é preciso dizer que o governo está realizando porque as obras estão à vista de todos”. Para Fábio Novo, essa polêmica não leva a nada, porque os políticos devem estar preocupados é em trabalhar pelo desenvolvimento do estado.
jbobo@hotmail.com
25/12/2008
21:37
Teresina não tem sorte mesmo...Quem define o presidente da Câmara é um agiota, amigo íntimo do secretário de segurança, que mantém relações nada republicanas com o Prfeito...Basta saber quantas casas o mencionado agiota, que tem até patente, tem alugado para a Prefeitura...ah! se o MP existisse mesmo...
21/12/2008 - 23:02
Quando PDS/PFL e PMDB se revezavam no governo do Piauí era consentâneo o partido que estava de plantão na oposição adotasse o discurso da desqualificação na medida em que as eleiçõe