O que é para e que serve o risco cirúrgico? É obrigado fazer antes de uma cirurgia plástica?

O mais importante sempre será uma boa consulta antes da cirurgia

Antes de qualquer intervenção cirúrgica, alguns mínimos exames devem sempre ser feitos. Um hemograma, quem sabe você tem uma anemia? Um exame de coagulograma, para saber se está tudo correto com a coagulação do sangue.

Mas na verdade, o mais importante sempre será uma boa consulta antes da cirurgia, quando além de ouvir os desejos das pacientes, devemos saber os seus antecedentes (doenças, cirurgias, internações hospitalares, uso de medicações no dia a dia e antecedentes familiares de doenças como diabetes, hipertensão arterial, quelóides, etc).

E para completar toda essa investigação, um cardiologista fará a avaliação do risco cirúrgico, que consiste numa avaliação obrigatória e geral do paciente que será submetido à Cirurgia Plástica. 

A avaliação do risco cirúrgico é muito importante, pois previne complicações no trans e pós-operatório, ou seja, determina se uma pessoa pode ou não (ou se deve ou não) se submeter à Cirurgia Plástica.

Levando em conta sua condição física no pré-operatório e o tamanho do procedimento que será realizado.

Não raro uma Cirurgia Plástica é contraindicada durante a avaliação do risco cirúrgico devido às comorbidades do paciente, pois os benefícios da Cirurgia Plástica podem não compensar os riscos que o paciente estará exposto por se submeter à mesma.

Por se tratar de uma avaliação do estado geral do paciente, o médico responsável pela liberação do risco cirúrgico seguirá uma rotina de exames complementares para termos a certeza do diagnóstico, como exames de sangue, raios-X e eletrocardiograma.

Um fator muito importante para a determinação dos exames, e da própria liberação ou não do risco cirúrgico, é o tipo de Cirurgia Plástica à qual o paciente será submetido, além dos dados do paciente, como idade e presença de outras doenças, como hipertensão arterial, diabetes, doenças do coração, dentre outras.

Em casos em que o paciente apresenta uma condição clínica mais complexa pode ser necessária a realização de exames mais específicos, como ecocardiograma, tomografia computadorizada ou mesmo a ressonância nuclear magnética.
 

Dr. Carlos Tajra

CRM-PI 3820

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Dúvidas? Sugestões de temas? Mande e-mail para carlostajra@hotmail.com