De São Paulo para o mundo: o olhar dos turistas sobre a cidade

Profissionais de 30 países estão reunidos na maior de Feira de negócios e turismo das Américas. Investidores estrangeiros e de outros estados destacam São Paulo como o centro de negócios do país

Inúmeros prédios, monumentos históricos e indústrias são espaços predominantes em São Paulo. A capital paulista é a maior metrópole do país, principalmente por reunir as maiores indústrias, empresas e estrangeiros do país. Diante dessa realidade, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) realiza todos os anos, a maior Feira de Turismos da América Latina: a ABAV Expo internacional de Turismo & Encontro Comercial Braztoa. Em sua 45ª edição este ano, a Feira reúne 30 países que têm negócios em São Paulo e em outros estados.

O centro de negócios do país

Reunindo todas as federações do país, a 45ª ABAV Expo internacional de Turismo & 48º Encontro Comercial Braztoa conta com stands interativos e informativos sobre a cultura de cada estado do país. Comidas típicas, artesanato, música e o mapa turístico de cada estado estão expostos na maior feira de negócios e de turismo da América Latina.

Entre os estados, a caravana de Sergipe apresenta um espaço interativo, onde os visitantes podem cantar com repentistas em um programa que é exibido em um telão durante a feira. Após os visitantes cantarem juntos com os músicos online, a gravação é transmitida via Youtube. O que mostra claramente a inserção digital no turismo, principalmente mesclando com o conceito cultural sergipano.

Stand de Roraima
Stand de Roraima

Além de Sergipe, o estado de Roraima também foi destaque na ABAV Expo. O artesanato indígena característico da região Norte do país foi evidenciado no stand do estado. De acordo com o diretor de turismo de Roraima (cargo equivalente de secretário), Ricardo Peixoto, o turismo tem muitas facetas e destaca que é importante o estado ter uma interação e parceria com as empresas privadas, no intuito de fomentar os negócios, incluindo na feira.

Stand de São Paulo na Feira. // Créditos: Marta Alencar
Stand de São Paulo na Feira. // Créditos: Marta Alencar

“A ABAV é uma grande parceira. E outros interlocutores do privado foi que permitiram estarmos aqui hoje. E que são os responsáveis por mobilizar essa festa que estamos fazendo”, disse. Além disso, o diretor destacou que o estado está vivendo uma situação atípica com relação ao turismo internacional.

“O estado cresceu no turismo internacional 38% a mais do que no ano passado. Isso se deve a crise na Venezuela. Ou seja, o que é ruim para uns pode ser oportunidade de negócios para outros. Isso se deve ao fato dos turistas que pretendem ir a Venezuela não poderem ir mais ao país, através de caracas. Então criamos um projeto de governo, onde direcionamos para que os turistas partissem de Roraima para Venezuela. Assim, eles aproveitam três a quatro dias no estado e conhecem a cultura local e ainda consomem, o que fomenta a nossa economia”, destacou o diretor.

Escola Laurent.// Créditos: Marta Alencar
Escola Laurent.// Créditos: Marta Alencar

Além do pão francês, a influência da França na economia brasileira

Na primeira noite da Feira, franceses, brasileiros e a imprensa da França esteve reunida na A Escola Laurent, que é coordenada pelo chefe Laurent Suaudeau. A instituição recebe interessados de todo o país. São pessoas que atuam no mercado como chefs de cozinha, gerentes de alimentos e bebidas, donos de restaurante, hoteleiros, gente que quer melhorar seu trabalho ou produto. Eles vêm à Escola Laurent atrás de conhecimentos diferenciados, do que existe de mais atual em equipamentos de ponta ou de métodos de trabalho, para poder refletir, assimilar e tentar aplicar o que aprenderam em seu empreendimento comercial. Há espaço também para amadores. 

Pães franceses da Escola de Panificação.// Créditos: Marta Alencar
Pães franceses da Escola de Panificação.// Créditos: Marta Alencar

Além de Suadeau, o francês Jacques.Paulin montou a escola France Panificação em São Paulo. “Tinha uma ideia de montar uma padaria no Brasil, mas eu vi que aqui tinha um grande problema com a farinha. Então eu trouxe da França para cá. hoje, eu ainda não tenho a padaria, eu faço importação de farinha. E em um mês, implantei a escola de panificação em São Paulo para ensinar as pessoas a trabalharem com essa matéria prima e fazerem esse tipo de pão. E a nossa ideia era justamente trazer o melhor da França para cá. E foi assim que surgiu essa aventura maravilhosa", narrou o francês.

Há quatro anos no país, o empresário francês acrescenta que pretende expandir o negócio nos outros estados brasileiros, com o intuito de ensinar, capacitar e também obter lucros.