Mais de um bilhão de reais foram investidos na economia brasileira através dos Cruzeiros Marítimos

Desse total, R$ 752 milhões foram gerados pelos gastos das armadoras com combustíveis, taxas portuárias e impostos

De acordo com o Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil, realizado em parceria entre a CLIA BRASIL (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), R$ 1,607 bilhão foi o impacto econômico dessa atividade turística na economia do Brasil, durante a temporada que teve início em novembro de 2016 e término em abril deste ano.

Desse total, R$ 752 milhões foram gerados pelos gastos das armadoras com combustíveis, taxas portuárias e impostos, compras de suprimentos, comissionamento de agências de viagens e operadoras de turismo, água e lixo, salários pagos, além de custos com marketing e escritório, entre outros. Os gastos totais de cruzeiristas e tripulantes nas cidades e portos de embarque/ desembarque e trânsito, que incluem compras de passeios turísticos, suvenires, alimentos e bebidas e transporte durante, antes e/ou após a viagem, foram de R$ 855 milhões.

Foto: Divulgação
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O estudo ainda revela que o turista gastou, em média, R$ 2.100,00 com a compra de um cruzeiro marítimo, e o tempo médio da viagem foi de seis dias. Além disso, o estudo mostra que cada viajante gastou, em média, R$ 559,80 nas cidades de escala.

Geração de empregos e oportunidades

Entre 2016 e 2016, foram gerados 25.279 postos de trabalho na economia brasileira. Do total de empregos criados pelo segmento, 1.935 foram de tripulantes dos navios e outros 23.344 empregos diversos, de forma direta, indireta e induzida, motivados pelos gastos dos turistas nas cidades portuárias de embarque/desembarque e visitadas, além dos gerados na cadeia produtiva de apoio ao setor.

Destinos mais procurados

A maior parte dos pesquisados (mais precisamente 86,2%) deseja realizar uma nova viagem de cruzeiro, e quando perguntados sobre o destino de preferência no Brasil, 58,1% deles informaram o Litoral Nordeste e, em seguida, aparece a Costa Sul, com 16% da procura.  No exterior, 37,7% dos cruzeiristas indicaram o Caribe como preferência de viagem, seguido da Europa, com 36,4%.

Ascensão do setor

O setor de cruzeiros no Brasil é o que que mais cresceu no mundo, nos últimos 10 anos. A indústria colocará no mercado 82 navios até 2026. Na arena internacional de oportunidades de desenvolvimento para o mercado brasileiro, cabe atenção às tensões estabelecidas entre mercados da América do Norte e Caribe (por exemplo, EUA e Cuba), que poderá provocar movimentação de substituição de mercados, gerando necessidade de transferência de navios para outras rotas.

Ainda no ambiente de substituição de mercados, observa-se uma delicada situação vivida pelos cruzeiros que atendem ao mercado chinês nos mares do norte asiático, fazendo com que os navios não acessem a Coréia do Sul. Neste sentido, o Brasil poderia se beneficiar da necessidade de deslocamento de rotas.