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Advocacia e Mercado Futuro

Rodrigo Dufloth, sócio da área empresarial do escritório jurídico Carvalho, Machado e Timm Advogados, diz que a adoção de novas tecnologias tem gerado relevantes desafios jurídicos para o advogado, não sendo necessário este recorrer a nenhum filme de ficção científica para verificar consequências já existentes e atuais a esse respeito. O profissional do Direito do século XXI deverá estar muito bem preparado, pois novas habilidades lhe serão necessárias. Estudo do World Economic Fórum aponta que, dentre as habilidades mais exigidas para o profissional de 2020, as 3 primeiras serão: 

1 - resolução de problemas complexos;

2 - pensamento crítico;

3 - criatividade.

Necessariamente - avalia Dufloth -, para fazer frente a novos desafios, o profissional da área jurídica deverá desenvolver um conhecimento interdisciplinar, conectando o Direito a outras áreas do saber.

Como pontuam os advogados Rômulo Martins e Renan Martins, é a Ciência do Direito com as Ciências Afins que não utiliza apenas as leis para alcançar uma harmonia, uma finalidade social, porque o Direito se manifesta através da norma legal (lei), da norma social (costumes), da jurisprudência (direito aplicado) e, no caso específico do mercado, da fonte negocial.

“O que caracteriza a fonte negocial é a convergência dos seguintes elementos: manifestação da vontade de pessoas legitimadas a fazê-lo; forma de querer que não contrarie a exigida em lei; objeto lícito; quando não paridade, pelo menos uma devida proporção entre os partícipes da relação jurídica” (in Miguel Reale, em “Lições Preliminares de Direito”, 27ª Edição, São Paulo, Saraiva, p. 180).

É bem verdade que o futuro do Direito e da Advocacia depende muito da alteração e transformação – sobretudo tecnológica – do Poder Judiciário. Apesar de ainda não ter evoluído na velocidade almejada, forçosamente haverá uma melhora significativa do desempenho da nossa Justiça na tramitação processual, com a digitalização crescendo e permitindo uma Advocacia mais saudável e resolutiva, clareando para o futuro do profissional.

Os idealizadores da “Inteligência Artificial, Advocacia 4.0 e Blockchain” entendem que o futuro da advocacia chegou. A Aurum, especialista em desenvolver softwares jurídicos há mais de 20 anos, fez uma indagação: “A justiça do futuro vai ser totalmente virtual?”.  Diz que as especulações são muitas e de tanto tentar enxergar anos à frente, acabamos não percebendo que o futuro da advocacia, na verdade, é agora!

Pelos estudos e pelas pesquisas que sempre faço, não tenho a menor dúvida de que com os avanços tecnológicos e a transição de um passado para um futuro haverá avanço substancial da Advocacia, onde a inteligência artificial-digital estará cumprindo um papel relevante na tramitação do contencioso, da conciliação e da mediação.

O “Radar do Futuro”, também especialista no assunto, identificou que o mercado para advogados deve crescer nas próximas décadas, acompanhando a média de outras ocupações que dependem basicamente de relacionamento humano. Espera-se - segundo seus especialistas - que a demanda por trabalho jurídico continue à medida que pessoas, empresas e todos os níveis de governo exigem serviços jurídicos em muitas áreas. Inclusive em novos segmentos. O trabalho anteriormente atribuído a advogados, como pesquisa, revisão de documentos e levantamento jurisprudencial, tendem a ser realizados por processos automatizados, que utilizem inteligência artificial para maior efetividade.

Ainda segundo os levantamentos, o relacionamento humano representa a principal força da profissão, capaz de assegurar a existência de suas funções na próxima década. Entre as atribuições, o aconselhamento e a representação de clientes perante tribunais, instituições governamentais e em questões legais privadas tendem a manter a necessidade da interlocução de pessoas com outras pessoas ou instituições. O advogado conciliador, por exemplo, tende a destacar-se como aquele que, no litígio ou fora dele, procura a resolução e não somente a tramitação.

O ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, disse certa feita que o desafio é ultrapassar o conhecimento jurídico. Quem se contentar com as disciplinas clássicas estará condenado a não encontrar um nicho garantidor da sobrevivência. Para quem estiver antenado ao que acontece no mundo e observar as necessidades do mercado, esse terá futuro. Talvez algumas pistas sirvam para a reflexão dos futuros bacharéis. A informatização é irreversível, tanto na vida privada como na administração pública. O domínio dessas tecnologias da comunicação e informação é essencial.

Para o magistrado paulista, o direito penetrou na vida de cada um de maneira tão intensa que é comum encontrar profissionais de outras áreas com a necessidade de aprendizado jurídico.

Assim, para concluir, os estudos e as opiniões nos mostram com clarividência que o futuro do Direito e da Advocacia nos reserva grandes transformações. Precisamos, pois, criar modelos de trabalho com novas tecnologias para desenvolvermos também novos modelos comportamentais. E confiar que o Judiciário siga em passos firmes como segue agora a Advocacia na busca do futuro, porque “o advogado é indispensável à administração da justiça”, na forma prescrita no art. 133, da Constituição Federal.
 

Rodrigo Dufloth, sócio da área empresarial do escritório jurídico Carvalho, Machado e Timm Advogados, diz que a adoção de novas tecnologias tem gerado relevantes desafios jurídicos para o advogado, não sendo necessário este recorrer a nenhum filme de ficção científica para verificar consequências já existentes e atuais a esse respeito. O profissional do Direito do século XXI deverá estar muito bem preparado, pois novas habilidades lhe serão necessárias. Estudo do World Economic Fórum aponta que, dentre as habilidades mais exigidas para o profissional de 2020, as 3 primeiras serão: 

1 - resolução de problemas complexos;

2 - pensamento crítico;

3 - criatividade.

Necessariamente - avalia Dufloth -, para fazer frente a novos desafios, o profissional da área jurídica deverá desenvolver um conhecimento interdisciplinar, conectando o Direito a outras áreas do saber.

Como pontuam os advogados Rômulo Martins e Renan Martins, é a Ciência do Direito com as Ciências Afins que não utiliza apenas as leis para alcançar uma harmonia, uma finalidade social, porque o Direito se manifesta através da norma legal (lei), da norma social (costumes), da jurisprudência (direito aplicado) e, no caso específico do mercado, da fonte negocial.

“O que caracteriza a fonte negocial é a convergência dos seguintes elementos: manifestação da vontade de pessoas legitimadas a fazê-lo; forma de querer que não contrarie a exigida em lei; objeto lícito; quando não paridade, pelo menos uma devida proporção entre os partícipes da relação jurídica” (in Miguel Reale, em “Lições Preliminares de Direito”, 27ª Edição, São Paulo, Saraiva, p. 180).

É bem verdade que o futuro do Direito e da Advocacia depende muito da alteração e transformação – sobretudo tecnológica – do Poder Judiciário. Apesar de ainda não ter evoluído na velocidade almejada, forçosamente haverá uma melhora significativa do desempenho da nossa Justiça na tramitação processual, com a digitalização crescendo e permitindo uma Advocacia mais saudável e resolutiva, clareando para o futuro do profissional.

Os idealizadores da “Inteligência Artificial, Advocacia 4.0 e Blockchain” entendem que o futuro da advocacia chegou. A Aurum, especialista em desenvolver softwares jurídicos há mais de 20 anos, fez uma indagação: “A justiça do futuro vai ser totalmente virtual?”.  Diz que as especulações são muitas e de tanto tentar enxergar anos à frente, acabamos não percebendo que o futuro da advocacia, na verdade, é agora!

Pelos estudos e pelas pesquisas que sempre faço, não tenho a menor dúvida de que com os avanços tecnológicos e a transição de um passado para um futuro haverá avanço substancial da Advocacia, onde a inteligência artificial-digital estará cumprindo um papel relevante na tramitação do contencioso, da conciliação e da mediação.

O “Radar do Futuro”, também especialista no assunto, identificou que o mercado para advogados deve crescer nas próximas décadas, acompanhando a média de outras ocupações que dependem basicamente de relacionamento humano. Espera-se - segundo seus especialistas - que a demanda por trabalho jurídico continue à medida que pessoas, empresas e todos os níveis de governo exigem serviços jurídicos em muitas áreas. Inclusive em novos segmentos. O trabalho anteriormente atribuído a advogados, como pesquisa, revisão de documentos e levantamento jurisprudencial, tendem a ser realizados por processos automatizados, que utilizem inteligência artificial para maior efetividade.

Ainda segundo os levantamentos, o relacionamento humano representa a principal força da profissão, capaz de assegurar a existência de suas funções na próxima década. Entre as atribuições, o aconselhamento e a representação de clientes perante tribunais, instituições governamentais e em questões legais privadas tendem a manter a necessidade da interlocução de pessoas com outras pessoas ou instituições. O advogado conciliador, por exemplo, tende a destacar-se como aquele que, no litígio ou fora dele, procura a resolução e não somente a tramitação.

O ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, disse certa feita que o desafio é ultrapassar o conhecimento jurídico. Quem se contentar com as disciplinas clássicas estará condenado a não encontrar um nicho garantidor da sobrevivência. Para quem estiver antenado ao que acontece no mundo e observar as necessidades do mercado, esse terá futuro. Talvez algumas pistas sirvam para a reflexão dos futuros bacharéis. A informatização é irreversível, tanto na vida privada como na administração pública. O domínio dessas tecnologias da comunicação e informação é essencial.

Para o magistrado paulista, o direito penetrou na vida de cada um de maneira tão intensa que é comum encontrar profissionais de outras áreas com a necessidade de aprendizado jurídico.

Assim, para concluir, os estudos e as opiniões nos mostram com clarividência que o futuro do Direito e da Advocacia nos reserva grandes transformações. Precisamos, pois, criar modelos de trabalho com novas tecnologias para desenvolvermos também novos modelos comportamentais. E confiar que o Judiciário siga em passos firmes como segue agora a Advocacia na busca do futuro, porque “o advogado é indispensável à administração da justiça”, na forma prescrita no art. 133, da Constituição Federal.
 

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