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PIB do Piauí cai 6,3% e as perdas somam mais de 2,4 bilhões; recuo é o maior no Nordeste

O Piauí teve a maior queda no Produto Interno Bruto entre os Estados nordestinos em 2016 na comparação com 2016. Com recuo de 6,3% em seu PIB, ficou à frente somente do Amazonas, cuja economia encolheu 6,8%. As grandes perdas na agropecuária foram o combustível que empurrou para baixo a economia piauiense em 2016.

Lavoura de soja em Uruçuí: queda na safra em 2016 derrubou o PIB

Em 2015, o PIB do Piauí decresceu 1,1%, fechando em R$ 39,15 bilhões. Isso significa que entre 2015 e 2016, a economia local deixou de produzir nominalmente – sem, se considerar a inflação do período – R$ 2,466 bilhões

O recuo na economia do Piauí em 2016 obedece a uma lógica de estagnação econômica em todos os Estados do Nordeste.

Segundo o IBGE, ao divulgar na sexta-feira os resultados das Contas Regionais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu em 2016 cerca de R$ 6,27 trilhões, evidenciando uma queda de 3,3% em comparação com 2015. Essa queda foi acompanhada por 25 unidades da federação.

O único Estado que apresentou variação positiva foi Roraima, com 0,2% de crescimento, enquanto o Distrito Federal ficou estável, com 0,0%.

Os resultados verificados para o Piauí, apurados em parceria do IBGE com a Fundação Cepro, apontaram um PIB da ordem de R$ 41,41 bilhões em 2016, uma queda de 6,3% comparado com o ano anterior.

O IBGE explica que a redução no PIB piauiense em 2016 deu-se face à queda generalizada em todos os setores da economia, exceto por algumas atividades do setor de serviços, envolvendo “administração, defesa, educação e saúde privada”, que cresceu 0,9% - fazendo com que essas atividades somadas sejam mais de um terço do PIB, com uma participação relativa de 37,3%.

Contudo, no consolidado, o setor de serviços do Piauí apresentou uma diminuição de 1,3%. Neste setor, “comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas” apresentaram uma queda de volume da ordem de 8,3%. Destaque-se que esta é a segunda maior atividade econômica do Estado, em termos de participação relativa no PIB, com 15,4% do total.

A agricultura foi um dos setores que registrou maior queda, em razão de ordem climática (seca), que comprometeu sobremaneira a produção de grãos. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, foi de 56% a queda na produção de arroz, feijão, milho e soja, principais produtos da lavoura temporária piauiense.

O Estado saiu de uma safra de 3,02 milhões de toneladas em 2015 para 1,3 milhão toneladas em 2016. Como reflexo da queda na produção, a participação relativa da agricultura no PIB do estado caiu de 5,3% para 2,7% do total.

Também houve desempenho desfavorável no setor industrial O Piauí registrou no consolidado uma queda de 9,8% em 2016, especificamente uma redução de 6,2% nas indústrias de transformação, bem como uma redução de 16,2% na indústria da construção civil.

VARIAÇÃO ACUMULADA NO PIB (2002 a 2016)

Apesar de duas quedas seguidas em sua economia (1,1% em 2015 e 6,3% em 2016), o Piauí permanece com um resultado positivo no acumulado do PIB registrado de 2002 a 2016.

Em 2016, o Piauí ocupava a quinta colocação com o maior aumento acumulado do PIB, com 72,7%, o que dá uma média de crescimento de 4,0% ao ano.

O estado que registrou o maior PIB no acumulado de 2002 a 2016 foi Tocantins, com 103,4%, o que dá uma média de crescimento anual de 5,2%.

PIB PER CAPITA DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO EM 2016

Por unidades da Federação, o maior PIB per capita brasileiro continua sendo o do Distrito Federal no valor de R$ 79.100,00, cerca de 2,6 vezes maior que o PIB per capita do País.

Mato Grosso foi o Estado que mais avançou sua posição relativa na comparação a 2002, passando de 11º para o 4º maior em 2016. Em sentido contrário, Maranhão (27º) e Piauí (26º) foram os menores PIBs per capita do Brasil em 2016.

Ao longo da série analisada, Piauí e Maranhão se alternam posição, mas nunca deixaram de ter os menores resultados. Contudo, o Piauí foi o Estado em que o valor do PIB per capita mais cresceu dentre todas as unidades da Federação, aumentando 5,3 vezes entre 2002 e 2016 (de R$ 2.441,00 para R$12.890,00). O estado de Mato Grosso também se destacou nesse quesito, crescendo 5,2 vezes.

Outros estados que se destacaram no crescimento em valor do PIB per capita ao longo da série foram Tocantins (4,7 vezes), além de Maranhão e Mato Grosso do Sul (4,5 vezes, cada).

O Piauí teve a maior queda no Produto Interno Bruto entre os Estados nordestinos em 2016 na comparação com 2016. Com recuo de 6,3% em seu PIB, ficou à frente somente do Amazonas, cuja economia encolheu 6,8%. As grandes perdas na agropecuária foram o combustível que empurrou para baixo a economia piauiense em 2016.

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Em 2015, o PIB do Piauí decresceu 1,1%, fechando em R$ 39,15 bilhões. Isso significa que entre 2015 e 2016, a economia local deixou de produzir nominalmente – sem, se considerar a inflação do período – R$ 2,466 bilhões

O recuo na economia do Piauí em 2016 obedece a uma lógica de estagnação econômica em todos os Estados do Nordeste.

Segundo o IBGE, ao divulgar na sexta-feira os resultados das Contas Regionais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu em 2016 cerca de R$ 6,27 trilhões, evidenciando uma queda de 3,3% em comparação com 2015. Essa queda foi acompanhada por 25 unidades da federação.

O único Estado que apresentou variação positiva foi Roraima, com 0,2% de crescimento, enquanto o Distrito Federal ficou estável, com 0,0%.

Os resultados verificados para o Piauí, apurados em parceria do IBGE com a Fundação Cepro, apontaram um PIB da ordem de R$ 41,41 bilhões em 2016, uma queda de 6,3% comparado com o ano anterior.

O IBGE explica que a redução no PIB piauiense em 2016 deu-se face à queda generalizada em todos os setores da economia, exceto por algumas atividades do setor de serviços, envolvendo “administração, defesa, educação e saúde privada”, que cresceu 0,9% - fazendo com que essas atividades somadas sejam mais de um terço do PIB, com uma participação relativa de 37,3%.

Contudo, no consolidado, o setor de serviços do Piauí apresentou uma diminuição de 1,3%. Neste setor, “comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas” apresentaram uma queda de volume da ordem de 8,3%. Destaque-se que esta é a segunda maior atividade econômica do Estado, em termos de participação relativa no PIB, com 15,4% do total.

A agricultura foi um dos setores que registrou maior queda, em razão de ordem climática (seca), que comprometeu sobremaneira a produção de grãos. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, foi de 56% a queda na produção de arroz, feijão, milho e soja, principais produtos da lavoura temporária piauiense.

O Estado saiu de uma safra de 3,02 milhões de toneladas em 2015 para 1,3 milhão toneladas em 2016. Como reflexo da queda na produção, a participação relativa da agricultura no PIB do estado caiu de 5,3% para 2,7% do total.

Também houve desempenho desfavorável no setor industrial O Piauí registrou no consolidado uma queda de 9,8% em 2016, especificamente uma redução de 6,2% nas indústrias de transformação, bem como uma redução de 16,2% na indústria da construção civil.

VARIAÇÃO ACUMULADA NO PIB (2002 a 2016)

Apesar de duas quedas seguidas em sua economia (1,1% em 2015 e 6,3% em 2016), o Piauí permanece com um resultado positivo no acumulado do PIB registrado de 2002 a 2016.

Em 2016, o Piauí ocupava a quinta colocação com o maior aumento acumulado do PIB, com 72,7%, o que dá uma média de crescimento de 4,0% ao ano.

O estado que registrou o maior PIB no acumulado de 2002 a 2016 foi Tocantins, com 103,4%, o que dá uma média de crescimento anual de 5,2%.

PIB PER CAPITA DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO EM 2016

Por unidades da Federação, o maior PIB per capita brasileiro continua sendo o do Distrito Federal no valor de R$ 79.100,00, cerca de 2,6 vezes maior que o PIB per capita do País.

Mato Grosso foi o Estado que mais avançou sua posição relativa na comparação a 2002, passando de 11º para o 4º maior em 2016. Em sentido contrário, Maranhão (27º) e Piauí (26º) foram os menores PIBs per capita do Brasil em 2016.

Ao longo da série analisada, Piauí e Maranhão se alternam posição, mas nunca deixaram de ter os menores resultados. Contudo, o Piauí foi o Estado em que o valor do PIB per capita mais cresceu dentre todas as unidades da Federação, aumentando 5,3 vezes entre 2002 e 2016 (de R$ 2.441,00 para R$12.890,00). O estado de Mato Grosso também se destacou nesse quesito, crescendo 5,2 vezes.

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