Tenho acompanhando alguns comentários a respeito do desmatamento no Estado do Piauí. Os mais diversos têm ocorrido, mas, de todo modo, preferi tecer minhas considerações após algum tempo, até para não haver – como de fato não há – qualquer associação a pensamentos políticos.
Sobre pensamentos políticos, aliás, não tenho dúvidas que o Meio Ambiente e a situação fundiária no Estado do Piauí devem ter atenção especial dos políticos de plantão, mormente daqueles que irão concorrer ao Governo.
Pois bem, a Secretaria do Meio Ambiente chegou a ser criticada por algumas pessoas em razão da grande área autorizada para desmatamento no ano de 2009. Os críticos que me perdoem, mas, ao contrário, digo: Parabéns à SEMAR/PI!
Não estou defendendo o desmatamento a qualquer custo. Não! Absolutamente! Entretanto, as afirmações que partem contra a Secretaria acabam por atingir, injustamente, todo o corpo técnico que tem trabalhado muito bem em favor do Meio Ambiente, principalmente após a “injeção” de ânimo que ocorreu com a criação do cargo de Superintendente do Meio Ambiente de SEMAR, hoje ocupado pelo Sr. Carlos Moura Fé, técnico que dispensa comentários.
Se não me fiz claro, tentarei ser: as críticas construtivas devem existir, sempre e em toda situação. Entretanto, no caso de liberações de autorizações de desmatamento, é bom que os críticos percebam que se estão existindo é porque a legislação ambiental vigente assim permite. A insatisfação nesse ponto deve ser combatida mediante a mobilização da sociedade/políticos para alteração das normas pertinentes, se assim acharem necessário.
Os técnicos da SEMAR devem ser respeitados. Quem conhece a realidade daquela Secretaria sabe que eles fazem bem mais que o possível, diante da estrutura que lhes é disponibilizada!
Interessante notar que tudo é uma questão de referencial. Os empreendedores sérios que buscam atuar no Piauí dentro das normas ambientais, formulam críticas antípodas: afirmam que a SEMAR apresenta muitos obstáculos à concessão de autorizações de desmatamento/ licenciamentos. De fato, a burocracia é amarga, mas temos que conviver com ela.
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