Sully poderia ser melhor

Desde Primeira Exibição (lembram-se pós 40 anos, sessão de filmes antes de Supercine estrear), eu sempre odiei filmes baseados em fatos reais, as histórias eram chinfrim, sempre com dramas familiares chatos, revelações bobas e sempre um final forçado.

Com a evolução do cinema, o tema ficou mais ousado em filmes como Regresso, Spotlight, Coração Valente, Nascimento de uma Nação, Amistad, Helter Skelter, Titanic, Discurso do Rei e o ótimo 127 Horas.

Mas vendo Sully – O Herói do Rio Hudson 9EUA, 16) vejo que nem tudo mudou. O filme mostra pelas lentes de Clint Eastwood, a manobra ousada de um piloto que pousa no rio Hudson e ninguém da tripulação morre, no caso, 155 pessoas.

O fato aconteceu em 2009. Um tema desses, dava pro velho Clinton dar um show, mas o filme nos seus curtos 90 minutos é pouco profundo, sem emoção e não engrena. Parece que tudo gira em torno do piloto e esquecem dos passageiros, por exemplo.

Mas claro que Tom Hanks como Sully e Aaron Eckart como seu auxiliar e sua frase final dão um show. O ator que chamou atenção depois de uma carreira como comediante, começou a brilhar em Filadélfia e depois veio Forrest Gump, Ryan, Naúfrago, Estrada para Perdição, Prendam-me se for Capaz, Capitão Philips.

Hanks com todo seu talento, pode até ganhar seu terceiro Oscar, mas merecia um filme melhor.