Punho de Ferro é apenas passatempo agradável

Se você aguentar os três primeiros episódios maçantes iniciais, até que Punho de Ferro (EUA, 17, Netflix) consegue agradar. O ritmo desses três primeiros é lento, chato, com poucas e péssimas cenas de ação, uma queda da Marvel/Netflix que já vinha sido constatada em Luke Cage.

Fica distante das duas primeiras temporadas do Demolidor e da competente Jessica Jones, os quatro se reunirão ainda este ano na série Defensores, mas ainda nesse semestre, Justiceiro também vai dar as caras, o personagem fez tanto sucesso que vai ganhar um spin-off.

O negócio começa a melhorar a partir do quarto episódio com o uso do seu punho e Danny Rand (Finn Jones) cada vez mais encontrando inimigos e botando pra quebrar, as lutas começam a ser mais incisivas, apesar do incômodo de acontecerem sempre à noite, mas para os admiradores de wuxia (artes marciais) até que ele se garantiu.

Como em Demolidor, ninguém presta, e é vilão saindo de tudo quanto é lado, destaque para Harold Meachum (David Wenham, que morre cedo nos quadrinhos) e o líder do tentáculo, Bokutu.

A chinesinha Colleen Wing vivida por Jessica Henwick quase rouba o espetáculo, boa de porrada e competente como atriz, ela é a mesma do seriado Game of Thrones e apesar do visual oriental é ocidental. Mas o ritmo lento atrapalha muito, tem episódio que chega a ter apenas uma única luta, fatal para filmes desse tipo que privilegia a acão sobre a razão e pode deixar os fãs chateados.

Entre mortos e feridos, gostei, vamos esperar Defensores para fechar a conta, depois dos ótimos Demolidor (primeira e segunda temporada) a competente Jessica Jones e os só legais Punho e Luke.