Rei Arthur, o pior filme do ano

O cineasta Guy Ritchie conseguiu traduzir muito mal uma era tão discrepante da nossa realidade, a Idade Média

Depois do desequilibrado Guardiões da Galáxia 2, do só competente Alien Covenant e do histérico Piratas 5 – A Vingança de Salazar, eis que na semana passada assisti o pior filme do ano - Rei Arthur - A Lenda da Espada (Estados Unidos da América, 2017).

Rei Arthur
Rei Arthur

O cineasta Guy Ritchie conseguiu traduzir muito mal uma era tão discrepante da nossa realidade, a Idade Média, com uma narrativa medíocre , moderna e que, para tal, mais uma vez, ele abusou de suas montagens nervosas e anti-lineares em que os personagens se atrapalham em cena, enquanto a execução de tomadas é feita de forma chata e totalmente non sense, o que chega a irritar com a falta de uma ação equilibrada.

Se em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (98), Snatch –Porcos e Diamentes (00), Sherlock Holmes (09), Sherlock Holmes – Jogo das Sombras, esses maneirismos funcionaram, aqui é de uma chatice sem tamanho, com todo mundo falando o tempo todo e cheio de imagens duvidosas.

Pra começo de conversa, fica até difícil saber se estamos falando de Camelot: não tem Guinevere, Merlin é uma mulher, seu filho e assassino (ó o spoiler) aparece só no começo, enfim, um samba do crioulo doido sem pé nem cabeça. É jogado uma história milenar na tela e é preciso atenção para saber o que está acontecendo. Até que Charlie Hunnan não está tão mal no papel de Arthur, mas o filme não consegue funcionar.

O vilão feito por Jude Law (que parece estar no piloto automático e nunca foi mencionado nas dezenas de versões de Arthur) não passa emoção e faz tempo que eu não via um personagem tão caricato. Pra dizer que nem tudo é ruim, a batalha inicial é até interessante, pena que o produto final é grotesco.