Homepage
RSS
Twitter

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Busca
Todos as Colunas

Cleber de Deus

A Geração Acadêmica e a Gestão Universitária

terça, 14 de outubro de 2008 • 09:34

A eleição para Reitoria da UFPI em maio de 2008 marcou definitivamente a instauração duma nova fase na história dessa IES. Pela primeira vez os dois principais gestores eleitos da instituição (reitor e vice) são desvinculados de quaisquer ligações com grupos políticos historicamente hegemônicos no cenário político piauiense ou teresinense. O resultado do pleito consolidou um antigo anseio da comunidade universitária: a democratização da UFPI. 

Os quase 70% de aprovação obtidos entre os três segmentos (professores, servidores administrativos e alunos) não deixam dúvidas. A razão explicativa fundamental para vitória reside no trabalho competente e qualificado feito pela Reitoria (o desempenho da UFPI frente às outras instituições de ensino superior é exponencial nestes últimos quatro anos). 

À difusão e promoção do regime meritocrático resultante da atuação da Reitoria, some-se o trabalho contínuo e perspicaz visando a inserção da UFPI no cenário científico e tecnológico nacional. Nessa lógica, a meritrocracia foi o critério essencial para escolher um jovem pesquisador como vice-reitor. Desse modo, duas metas centrais que qualquer IES deve promover foram atingidas: a desorgalizaquização da administração superior e o estímulo ao trabalho meritocrático. A conjunção desses fatores, concretamente, elevou a UFPI ao posto de destaque atualmente alcançado na produção científica brasileira. 

Contudo, esses resultados significativos somente foram conquistados depois de 30 anos da instalação da UFPI. Foi necessário aguardar a superação de uma geração inteira, excetuando-se os casos de sempre, que não entendeu o real papel e função da Universidade Federal do Piauí e com isso contribuiu enormemente para perpetuação de práticas não-acadêmicas e anti-republicanas no âmbito da UFPI, obstaculizando a plena expansão do ensino público, gratuito, de boa qualidade e universal. 

O modelo político-partidário e burocrático da velha geração estagnou a UFPI e, por conseguinte, desvirtuou essa IES de sua maior meta: vincular a pesquisa acadêmica ao interesse público (desenvolvimento socioenômico piauiense) inibindo, assim, a formação de pesquisadores e professores com perfil nitidamente técnico. 

Não obstante, no próximo mês de novembro, a possibilidade de ampliação do projeto acadêmico e meritocrático será ofertada aos segmentos constituintes da UFPI no âmbito dos Centros de Ensino (CCA, CCE, CCHL, CT, CCN e CCS) via processo eleitoral. As unidades de ensino, caso queiram modernizar-se, devem ratificar o modelo meritocrático, eficiente e democrático sufragado pelas urnas na eleição para Reitoria. 

No caso específico do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) essa necessidade de uma gestão patrocinada por membros da geração acadêmica é mais premente. As sucessivas administrações desta unidade de ensino se constituíram em verdadeiros entraves a modernização da vida universitária e foram notoriamente avessas ao aparecimento de pesquisadores não-alinhados a velha política clientelista e fisiológica típica das mentalidades conservadoras e neoconservadoras. 

Mais importante: a geração acadêmica do CCHL não pode permitir que interesses externos ao ambiente universitário, sejam de grupos ou políticos travestidos de acadêmicos, manobrem candidaturas visando exclusivamente projetos pessoais de médio ou longo prazo, sob pena de realimentar interesses particularistas e extra-acadêmicos de quem quer que seja. 

Em virtude disso, a candidatura ideal para governar o novo CCHL deverá contrapor-se ao modelo da diretoria atual e está em consonância com o projeto de desenvolvimento e expansão da UFPI ora em curso. A chapa ideal, portanto, não deve mais portar o ranço da política ideológica (centro, direita ou esquerda) e necessitará duma enorme capacidade de negociação e articulação para propor programas e projetos objetivando melhorias nas graduações e pós-graduações, bem como manter vínculos com as outras unidades de ensino visando encontrar soluções coletivas para um melhor gerenciamento da UFPI. 

Em suma, o perfil do novo diretor deve ser de um estadista que entenda o momento propício a consolidação duma nova maneira de gerir, pensar e direcionar o CCHL aos rumos da pesquisa e ensino e, sobretudo, tenha a devida sapiência para manter uma postura dialógica com todos os setores da UFPI.

Comentários

Pedro

postado:
16/11/2008 - 23:45
Você é politicamente míope. Não percebe que a Universidade ainda continua representando os interesses das elites. Basta ver a forma sutil de intimidar os eleitores e da Universidade defender os interesses das instituições particulares empresariais que tiram proveito da coisa pública de maneira inescrupulosa. Você não passa de um babaca puxa-saco.
COMPARTILHE COM AMIGOS
ENVIE SEU COMENTÁRIO

O Portal AZ é apenas o meio contratado para divulgação deste material.
Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes neste espaço é de responsabilidade civil e penal exclusiva do blogueiro.
O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial da empresa.

portal az - Informação de Verdade
Todos os direitos reservados © 2000 - 2010