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Garrincha Conta

Não perguntes o que haverá depois do Reboleition

domingo, 09 de maio de 2010 • 12:34
-Seguinte. Oraldlno, estamos na fase de não sei se vou , não sei se fico. Tu tens os teus problemas e eu tenho os meus. Eu tenho meu filho e tu tens os teus. Tudo morando com os avós.Tu tens o teu salário e eu tenho o meu. Tu tens os teus costumes, manias e eu tenho os meus e as minhas. Vamos nos separar ? Cada qual para seu lado, sem traumas, nem dramas de novelas.

Numa mesa de bar, o casal tomava uma cerveja e se olhava. Cada um avaliando o outro. Os tempos vividos, pouca coisa para quem gosta e muito para quem não gosta. Cinco anos. Uma eternidade se apenas se toleram. Uma semana se o amor é correspondido e se mordem de prazer sexual. Renata, morena de cabelos escorridos que vão para um lado e para o outro quando dança o “reboleixon”, com a mão na cabeça para não perder o juízo. Coisa que Oraldino não aceitou e por causa disso foi a primeira briga e ela nem estava aí, foi para o meio da roda de amigos e amigas e ele foi embora muito puto, dando murros nas paredes quando chegou no apartamento. Entrou. E voltou. O local do “crime”. E ela ainda estava lá.Veio falar com ele e ele fez estupidez. Feio. Foi muito feio, no meio de todo mundo. Ela morta de vergonha pela grossura do namorado coroa. Dor de corno. A que não tem cura. Não tem remédio nas farmácias. É um mal genérico. Ir embora, ela não ia. Estava se divertindo e a vida é muito curta que chega a ser pequena, dizia Totó Barbosa, o boêmio. Amanhã ? O que acontecerá amanhã ? Amanhã será outro dia... Um carro em disparada, uma bala perdida e mal achada. “E a vida ? A vida o que é, diga lá, meu irmão ?“A vida é um punhal com dois gumes fatais. Não amar é sofrer, amar é sofrer demais” E amar uma menina de cabeça de vento que não sabe o que é responsabilidade, não quer ficar quieta, gosta de dançar, de soltar os cabelos... Oraldino, a vida não é só isso que se vê. É um pouco mais. A vida corre mansa como água do rio no verão e rápida quando chega no inverno.Levando tudo de eito. Eito rima com peito, dor no peito, despeito, respeito é bom e todo mundo gosta. A dúvida. Renata. Nata. “ A vida não tem cura, a morte é certa” Vontade de viver, dançar, fecundar, gozar. Dante Milano, viveu no século passado e dizia que a vida é tempo perdido, o que se ganha é tão pouco.Que vale ao morto o vivido ? Que vale ao vivo, tão pouco ? “ A vida não vale nada mas nada vale uma vida”.Pensamentos tristes de quem está com dor de corno. De quem vê a namorada dançando rebolation com os parceiros da idade dela. Ficar ou não ficar ? Esperar que ela se canse de dançar, de suar.. de ser desejada, de ser pegada, amassada ? Ou cair no passo e em terra de sapo de cócoras com ele ? Se fosse ao menos um forró, olha a palha do coqueiro quando o vento dá.... Imbalance, imbalancê, imbalançá... Ah, vida, vida, tem razão a Cecília Meireles” A vida só é possível, reinventada”.

Comentários

Vanio

postado:
29/06/2010 - 19:12
Cadê tu véio da cara limpa q num escreve mais??..São engraçados seus causos.um abraço!

hugo bezold saunders

postado:
28/06/2010 - 12:06
Caro Garrincha, ha muito tempo acompanho sua coluna e, acho uma pena que não seja semanalmente. Gosto de sua facilidade em escrever situações de pessoas menos favorecidas....gosto muito de sua imaginação....abraços

zena

postado:
10/05/2010 - 07:42
Esse conflito de gerações só se resolve com muito amor, paciência e compreensão de ambas as partes. Valeu, velho! Continuas muito original! Um abraço e muito sucesso!
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