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Há 50 anos falecia Cândido Portinari

segunda, 06 de fevereiro de 2012 • 15:20
"Hemorragia cerebral, provocada por intoxicação de sais pesados existentes nas tintas", foi o diagnóstico da morte dado por médicos que acompanharam Cândido Portinari, 58 anos, em seus últimos momentos na Casa de Saúde São José. O Dr. Mem Xavier, médico assistente e amigo particular do pintor, revelou que Portinari já havia sofrido, oito anos antes uma crise idêntica, com hemorragia gastrointestinal, quando passou a ser proibido para ele o uso de determinados materiais em suas obras. O artista, contudo, não obedeceu. O óbito foi assinado minutos antes da meia-noite.

Portinari deixou viúva Maria Portinari e um único filho João Portinari.

"Cândido Portinari é uma expressão constante e fiel da nossa cultura, porque traduziu, em sua arte, as dores e as esperanças do nosso povo, que por ser autenticamente brasileiro, conquistou renome universal. Por isso, a morte do grande pintor não está sendo lamentada pelo Brasil, que nele reconhece um dos seus maiores intérpretes, mas também, pelo mundo artístico internacional, ao qual deu uma contribuição inestimável", declarou na ocasião o então Presidente João Goulart.

Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu na Cidade paulista de Brodovski, a 30 de dezembro de 1903 e em 1918, transferiu-se para o Rio, onde sem quaisquer recursos, matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, em 1922. Começou, então, sua extraordinária carreira, que teve a mais ampla repercussão internacional. Antes de adoecer, ele estava concluindo a pintura de dois quadros encomendados pelo Palácio Real da Itália, em Milão: Os Três Músicos e Favela.

Retornara pouco antes de morrer de mais uma viagem à Europa, e estava prestes a lançar um livro de poemas em que retornava aos motivos constantes de sua obra: meninos, desespero dos retirantes, angústia dos espoliados. Coube ao escritor Antonio Callado selecionar 50 entre os poemas, para que seriam editados por José Olímpio.

Portinari realizou decorações para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional em Nova York (1940); quatro murais para a Biblioteca do Congresso em Washington, EUA (1942); azuelo e painés para a Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte (1944); exposições em Montevidéu, Buenos Aires e Washignton (1947); e Guerra e Paz, dois painéis oferecidos pelo Governo brasileiro à sede da ONU.























Fonte: Hoje na História
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