Populares protestam contra morte de nascentes por obra inacabada

Um grupo de populares do povoado 'Morro Redondo' realizaram protesto na nascente do Rio Prata, no município de Corrente, no Piauí, pedindo atenção das autoridades para a grave situação ambiental na região.



É que uma estrada aberta no lugar errado, no meio de um importante ecossistema no sul do estado ameaça soterrar as nascentes dos rios Prata e Paraínho, que abastecem cerca de 600 famílias na região, serve para alimentar animais e ainda para produção agrícola. A suposta estrada ligaria Corrente a Corceral, na Bahia.

Os populares, que são eleitores, frise-se, estão revoltados com a administração municipal passada e com a atual, que através de nota enviada ao Portal AZ e, através do deputado estadual João Mádison, que apóia o prefeito  da situação, disseram não ter nada  a ver com o caso e, sequer, anunciaram qualquer tipo de medida que iriam tomar para contornar a degradação, já que hoje representam aqueles eleitores.




















Novas Lideranças
O estranho é que o prefeito Benigno Ribeiro e o deputado João Mádison são conhecidos na região como fortes representantes. Os populares até pensaram em recorrer a eles, mas diante das declarações desastrosas  de ambos, o  melhor conselho  neste caso é de que busquem por autoridades comprometidas com as causas ambientais. O mesmo pensamento deve nortear o voto dos cidadãos atualmente.

E como as autoridades no Piauí estão dando de ombros para situação, incluindo o Ministério Público Estadual,  um cidadão com negócio em Corrente, mas que mora na Capital Federal, protocolou em Brasília, junto à Procuradoria Geral da República uma denúncia de mal uso de dinheiro público federal naquilo que seria uma estrada que liga nada a lugar algum, e ainda degrada nascentes importantes.




















O caso foi encaminhado para o Ministério Público Federal no Piauí, estado onde autoridades do passado - como o ex-prefeito, acusado de ser o responsável pela obra - se juntam à inércia das lideranças atuais da região.

O objetivo da ação, além de reparar os danos ambientais, é saber onde foi parar o montante de R$ 2.852.000,000.

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