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Graça Foster diz acreditar em mais reajustes de preços

06/08/2012 • 22:00
Para ela, é preciso corrigir preços em busca da paridade internacional.
Na sexta, Petrobras informou que registrou prejuízo de R$ 1,3 bilhão.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que vem conversando com o conselho de administração da estatal sobre reajuste de preços em busca da paridade com as cotações internacionais.



Para ela, quando houver a paridade, a estatal poderá trabalhar reduzindo custos operacionais.

“Tenho que acreditar sempre que vai haver mais reajuste, nossa política é de meio e longo prazo. É preciso que façamos correções”, disse Graça Foster, nesta segunda-feira (6). Na sexta, a empresa informou que registrou prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, o maior em 13 anos.

Ela ressaltou que não foi a paridade de preços a principal causadora do resultado ruim da estatal, mas sim o efeito do câmbio, que, segundo explicou, foi maior que qualquer variável no resultado do segundo trimestre.

Graça Foster disse ainda acreditar no crescimento da participação do etanol no mercado.
“O etanol volta quando os usineiros entenderem que os preços justificam os investimentos, o etanol é o perfil do Brasil. Tenho certeza que o etanol fica e vai trazer resultados. Gasolina e álcool são inseparáveis”, disse ela.

Segundo Graça, a queda na produção foi gerenciada pela companhia. Para ela, é preciso recuperar a eficiência da Unidade Operacional da Bacia de Campos e e ter disciplina no planejamento das paradas operacionais em poços e plataformas apra manutenção.

“Com isso o aumento produção se dará no quarto trimestre de forma sustentável”, disse, ressaltando que estão mantidas para 2012 as metas de produção do plano de negócios 2012-2016 de 2,5 milhões barris por dia.

A produção de óleo e gás natural alcançou 2,579 milhões de barris por dia, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram produzidos 2,607 milhões. A queda ocorreu principalmente, segundo a Petrobras, devido a paradas para manutenção de equipamentos e à queda da eficiência operacional da Bacia de Campos.

Graça Foster disse ainda não acreditar que os fatores que influenciaram no prejuízo da estatal possam se repetir na mesma dimensão vista no segundo trimestre de 2012.

Poços secos
No segundo trimestre de 2012, entre poços secos e subcomerciais, foram baixados pela Petrobras 41 poços, situação que pesou no resultado negativo da estatal no período. Foi registrado prejuízo de R$ 1,3 bilhão, o maior em 13 anos, segundo o relatório sobre os resultados financeiros da estatal divulgados na sexta-feira (3).

Desses poços, 13 foram no pós-sal, 15 terrestres, dois no pré-sal e 11 abandonados ou cancelados. O custo total desses postos foi de R$ 2,7 bilhões. O índice de sucesso foi menor do que o alcançado com o pré-sal, diz o relatório.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, garantiu aos investidores que a estatal vai administrar esse insucesso para ter fôlego e dar prosseguimento à política exploratória de forma administrada.

Ao apresentar os resultados do segundo trimestre a investidores, ela disse que as reservas são verdadeiras e legítimas e as descobertas são frequentes.

“Poços secos existem, temos que trabalhar o insucesso dessa exploração. Mas temos novas fronteiras. Os custos logísticos são maiores, por isso temos que ter uma política exploratória administrada”, disse Graça.

Participaram ainda da apresentação de resultados a investidores os diretores da Petrobras Almir Barbassa (Financeiro e de Relações com Investidores), José Formigli (Exploração e Produção), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Alcides Santoro (Gás e Energia).

G1.com
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