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Servidores deflagram greve; secretário diz que aulas serão iniciadas

segunda, 06 de fevereiro de 2012 • 08:57
Por Nayene Monteles

Os servidores da educação da rede municipal de ensino entram em greve nesta segunda-feira (06). A categoria reivindica, dentre outras pautas, a realização imediata de eleições para direção de todas as escolas e reajuste salarial de 22%.

O início da greve foi decidido ainda em novembro do ano passado. Em assembleia realizada no dia 18 de novembro, os servidores da educação, entre eles professores, pedagogos(as), técnicos e agentes de portaria decidiram que não iniciariam o período letivo caso as reinvindicações não fossem atendidas. As aulas da rede municipal de ensino teriam início nesta segunda-feira (06).

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm), Francisco Sinésio, nenhuma das reinvindicações da categoria foi atendida. Além do reajuste e das eleições, a categoria pede a Correção do Plano de Cargos e Salários, diminuição de turmas por professores e a volta do vale transporte, que foi substituído pelo cartão Credishop.

“A greve se baseia especialmente nesse tripé, reajuste, eleições e a questão do vale. Ninguém perguntou se queríamos um cartão, que além de vale, também fosse cartão de crédito”, explica Sinésio.

Na manhã desta segunda, os servidores municipais realizam uma assembleia geral para ratificar a continuidade da greve.

Negociação

Está marcada para as 13h desta segunda-feira uma reunião entre professores e o secretário de Educação, Paulo Machado (foto). Segundo o secretário, haverá uma tentativa de negociação, mas mesmo que não haja acordo, o período letivo inicia normalmente hoje. “Vamos conversar e atender tudo o que for possível, o que não for possível, nós vamos ter que conversar e ter bom-senso. Eu digo e repito, eu não sou advogado do diabo, eu sou o advogado dos professores. Mas o período letivo começa normalmente hoje”, diz Paulo.

Sobre o reajuste de 22% pedido pela categoria, o secretário afirmou que o aumento é praticamente impossível de ser atendido. “ O aumento só pode acontecer de se for de ano a ano, mas 22% de uma vez só, a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite”, conclui.
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