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Descubra diferenças entre as provas do Cespe, Esaf e Fundação Carlos Chagas

28/01/2008 • 11:41

Vida de concurseiro não é nenhum mar de rosas. Longe disso. Além de criar e se adaptar a uma rotina de estudos e eventuais fracassos, os estudantes ainda têm que enfrentar provas que, mesmo tratando dos mesmos assuntos, podem ser extremamente diferentes. Gustavo Villaça, 26 anos, estuda para concursos desde novembro de 2006 e já aprendeu alguns macetes. Mas quem está começando agora pode pegar carona nas dicas de Gustavo e dos professores de cursinhos para conhecer melhor três grandes bancas organizadoras: Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), Escola de Administração Fazendária (Esaf) e Fundação Carlos Chagas (FCC).

Gustavo se formou em direito no final do ano passado, mas enfrentou o primeiro concurso um ano antes. “Queria já sair do curso com emprego garantido. Como leva um bom período até que chamem para assumir a função, eu teria tempo de me formar e assumir um cargo de nível superior”, explica. De lá para cá, ele já enfrentou provas das três organizadoras e é capaz de traçar um perfil básico dos tipos de avaliações, ao menos na área jurídica. “A prova da Esaf é mais difícil porque cobra detalhes, coisas específicas da lei. A do Cespe é mais contextualizada e exige uma noção geral, enquanto que, para a prova da FCC, o mais importante é ler a legislação”, compara.

E os professores concordam. Rafael Vasconcellos, professor de direito e processo civil em alguns cursos preparatórios da cidade, aponta que é necessário conhecer tanto a legislação quanto a doutrina e jurisprudência para fazer uma prova do Cespe, vinculado à Universidade de Brasília. “Não vale a pena focar os estudos só em doutrinas, por exemplo. É sobre o tripé que o candidato alcançará a aprovação”, indica. Segundo o professor Gladson Rodrigues, coordenador dos preparatórios jurídicos da Vest Concursos, as provas da FCC seguem linha parecida. “É importante contar com a ajuda de um professor ou ter à mão o livro de um doutrinador durante os estudos para um concurso da Carlos Chagas”, ressalta.

Quanto às provas da Esaf, o professor Vicente Paulo pode falar com conhecimento de causa. Coordenador do site Ponto dos Concursos e autor de obras jurídicas na área, ele também trabalha em seleções feitas pela Escola Fazendária, subordinada ao Ministério da Fazenda. “A Esaf prioriza a cobrança dos conceitos de forma direta, isoladamente, e em enunciados sintéticos. Em direito, um ponto que se destaca é a cobrança da jurisprudência, especialmente do Supremo Tribunal Federal”, afirma. Segundo o professor, manter a jurisprudência dos tribunais plenos atualizadas já garante meio caminho andado.

Mas, muitas vezes, o que apavora é o modelo de prova comumente usado pelo Cespe. Em vez de escolher uma entre as cinco alternativas, como nas questões da Esaf ou FCC, o candidato deve julgar um a um os itens das questões, e cada erro anulará acertos na conta da nota final. O professor Jake do Carmo, coordenador de negócios do Cespe, esclarece que a banca também pode realizar avaliações de múltipla escolha de acordo com o pedido do órgão contratante, mas defende a opção pela prova de itens. “Assim, contextualizamos o exame abrangendo o conteúdo de maneira mais completa. E podemos constatar se o candidato realmente entende o assunto sem contar com a sorte”, explica.

É ASSIM QUE SE FAZ

CENTRO DE SELEÇÃO E PROMOÇÃO DE EVENTOS


- Abranja legislação, doutrina e jurisprudência nos estudos para provas jurídicas. Não vale a pena focar em um dos três, as provas costumam exigir conhecimento amplo, uma visão geral

- Estude as questões subjetivas de provas passadas. Tente identificar os temas mais recorrentes em sua área e busque se antecipar. Ao perceber que algum assunto pode ser o tema de sua prova, faça um rascunho da estrutura do texto que você poderia desenvolver

- Faça a prova com bastante atenção e evite marcar quando não tiver certeza. Uma boa é fazer primeiro os itens que você sabe responder. Depois, volte naqueles mais complicados. Assim, você administra melhor o tempo

- Não deixe de ver noções de probabilidade, princípios de contagem, lógica de argumentação, porcentagem e grandezas proporcionais. Eles são recorrentes em provas de matemática e raciocínio lógico

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS

- Use o livro de um doutrinador durante os estudos para provas jurídicas, ou conte com a ajuda de um professor. As questões tendem a dar ênfase às questões doutrinárias. Então, não basta apenas ler as leis

- Avalie atenciosamente as alternativas em cada questão. Muitas vezes, a resposta pode ser apontada indicando o item “menos errado”. Você vai se familiarizar com isso vendo provas anteriores

- Insista nas questões que apresentam seqüências de números e/ou letras e figuras e as relacionam com grandezas proporcionais, mínimo múltiplo comum, máximo divisor comum, divisão proporcional, porcentagem e juros. São as mais comuns em raciocínio lógico e matemática

ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA

- Acompanhe a jurisprudência dos tribunais, principalmente a do Supremo Tribunal Federal. Até pontos polêmicos e que ainda estão em discussão podem aparecer na prova

- Treine respostas para questões subjetivas em provas anteriores. Busque (na internet ou com conhecidos) a planilha usada na correção dessas questões e corrija suas respostas de acordo com ela. Dessa forma, você descobrirá os pontos que precisam ser fortalecidos em seu texto

- Avalie com atenção as alternativas em cada questão. Muitas vezes, a resposta pode ser apontada indicando o item "menos errado". Você vai se familiarizar com isso vendo provas anteriores nos estudos

- Aborde questões de lógica com orações e conectivos (e, ou, se, somente se) nos estudos sobre matemática e raciocínio lógico. São as preferidas para a área. Também costumam entrar probabilidade, análise combinatória, regra de três e porcentagem

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Alexandra Barroso

postado:
19/01/2012 - 11:12
Obrigada pela dica. Vai me ajudar bastante.
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