Corintianos se unem por partida de volta no Pacaembu

O Corinthians não quer desperdiçar o único benefício de ter sido a melhor equipe da fase de grupos: decidir o mata-mata dentro de casa, com apoio da torcida. Para isso, se une em torno da partida da próxima quarta-feira, contra o Flamengo – a equipe precisa vencer por dois gols de diferença ou nos pênaltis, em caso de triunfo por 1 a 0.

Comissão técnica, jogadores, torcida e diretoria querem fazer do Pacaembu um fator positivo para Ronaldo, Chicão & Cia. e, consequentemente, hostil e indigesto para os cariocas, que ganharam o primeiro jogo, na última quarta-feira.

– Nós precisamos muito do torcedor. É na construção de um ambiente forte que você contagia o grupo. O jogo será duro, porque temos um adversário de qualidade, mas é ele que nós temos de bater. A torcida precisa gritar com força, mas ter paciência. Assim, os jogadores terão a certeza do apoio – pediu o comandante alvinegro.

O retrospecto no estádio nesta temporada dá esperança e boas perspectivas para o confronto de volta. Em 2010, foram dez jogos no estádio, com oito vitórias e dois empates – aproveitamento de 86,6%.

Como virou praxe às vésperas de confrontos decisivos, as torcidas uniformizadas convocaram os torcedores para incentivar a equipe no treinamento de amanhã de manhã, no Parque São Jorge. Em comunicado no site, a Gaviões da Fiel diz aos jogadores e comissão técnica que “eles continuam tendo nosso apoio, pois este é e continua sendo nosso objetivo desde o começo da temporada”. Mas também adverte, na mesma nota, “que o time pode render muito mais do que está rendendo atualmente, isso é perceptível aos olhos de todos nós”.

Os pedidos antecipados de paciência e apoio se justificam pelo passado recente do clube em eliminações na Libertadores, fator que aumenta a pressão e a obsessão pela conquista do título a cada participação no torneio sul-americano.

Em 2000, após derrota para o Palmeiras, invasão de torcedores no Parque São Jorge, culminando com a saída de Edílson do Timão. Em 2003, revolta nas arquibancadas do Morumbi. Três anos depois, barbárie no Pacaembu, com tentativa de invasão do gramado.

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