Sem a mulher, Marin fala pouco e se mostra tranquilo no Fifagate em NY

Neusa esteve no tribunal no primeiro dia, mas depois não apareceu mais

Um senhor de 85 anos, isolado no banco dos réus. Acusado em sete crimes pela Justiça dos Estados Unidos, com pouca compreensão de inglês, José Maria Marin também se vê sem a companhia da família no Tribunal do Brooklyn, em Nova York. O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) contou com a presença da mulher Neusa só no primeiro dia de audiências, no início da semana passada. No mais, tem apenas os braços dos advogados.

José Maria Marin e Neusa são casados há 58 anos Ricardo (Foto: Divulgação/Stuckert)
José Maria Marin e Neusa são casados há 58 anos Ricardo (Foto: Divulgação/Stuckert)

As informações foram confirmadas ao R7 pelo repórter Ken Bensinger, um dos credenciados para cobrir in loco o julgamento que pode levar à cadeia alguns dos antigos principais nomes do futebol mundial. Depois da primeira fase do processo, os depoimentos retomam na segunda-feira (20), mas serão interrompidos dois dias depois em razão do feriado norte-americano de Thanksgiving. A expectativa é de que o delator Alejandro Burzaco seja sentenciado na terça. A partir daí, não se sabe se Marin já começará a ser ouvido pela juíza Pamela Chen.

Neusa era rosto conhecido dos repórteres que cobriam a seleção brasileira entre março de 2012 e abril de 2015, quando substituiu Ricardo Teixeira e foi sucedido por Marco Polo del Nero na presidência da CBF. Casada com Marin há 58 anos, Neusa costumava a ser notícia no próprio site da entidade em razão do aniversário do marido e também do nascimento do primeiro neto por exemplo. Na inauguração da nova sede da confederação (que inclusive exibia o letreiro “Sede José Maria Marin”), em junho de 2014, Neusa estava ao lado do marido recepcionando convidados.

Ainda em prisão domiciliar em seu apartamento no Trump Tower, na Quinta Avenida, o qual teria gastos estimados em torno de R$ 200 mil mensais, – entre despesas com tornozeleira eletrônicas e seguranças do governo norte-americano – Marin chega todos os dias ao Tribunal do Brooklyn de braços dados com seus fieis advogados Charles Stillman e Julio Barbosa. Eles sentam-se próximo a Marin, mas interagem pouco com o réu, que permanece até agora calado na maior parte do tempo. Segundo Bensinger, o ex-dirigente não chora e se mostra tranquilo.

“O Marin fica quieto o tempo todo. O que é bastante comum neste tipo de caso. Não parece triste, definitivamente, não parece triste”, contou Bensinger. “A mulher dele esteve lá no primeiro dia, depois nunca mais apareceu. Diferentemente do que fez o [Juan Ángel] Napout que colocou toda a família na bancada para assistir à audiência todos os dias.”

Assim como o brasileiro Marin, o paraguaio Napout também é réu no Fifagate. Além deles, o peruano Manuel Burga está mesma situação diante da Justiça norte-americana .

Foto: Divulgação/R7
Foto: Divulgação/R7

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