Após Copa América Centenário, EUA querem nova competição em 2020

Cartolas sul-americanos resistem porque avaliam que novo torneio pode fortalecer a Concacaf e enfraquecer a Conmebol

Os Estados Unidos estão manobrando para organizar uma nova Copa América em 2020, nos moldes da edição que foi organizada em 2016 - que foi chamada de "Copa América Centenário". Seria uma competição extra, com o torneio de 2019 mantido no Brasil.

As sondagens de cartolas americanos a seus pares da América do Sul ocorreram ao longo desta semana em Zurique, quando a Fifa organizou os prêmios "The Best" e oficializou a Copa do Mundo com 48 seleções. 

Chile foi campeão da Copa América Centenário em 2016, vencendo a Argentina (Foto: AFP)
Chile foi campeão da Copa América Centenário em 2016, vencendo a Argentina (Foto: AFP)

A Conmebol se divide sobre a possibilidade. Por um lado, agrada aos cartolas sul-americanos a possibilidade de faturar com mais um torneio. A edição de 2016 rendeu R$ 7 milhões a cada federação nacional. Por outro lado, um novo no torneio nos Estados Unidos reforçaria o poder da Concacaf sobre a América do Sul - e dos próprios EUA no "mundo Fifa". 

Num momento em que se discute mudanças no formato das eliminatórias por causa da nova Copa (com 48 seleções), cada confederação continental trata de se proteger ao máximo para não perder vagas na nova divisão do Mundial.

Tanto o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, quanto o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, descartaram categoricamente a possibilidade de unir as duas confederações para uma eliminatória conjunta. Mas na Fifa há quem queira.

A seleção brasileira teve uma participação fraca na Copa América Centenário disputada em 2016. O time dirigindo por Dunga caiu na fase de grupos, eliminado numa chave que tinha Equador, Peru e Haiti. O Chile terminou campeão, derrotando a Argentina na final.

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