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2016: Gustavo Borges destaca fator casa e fala em até 5 pódios da natação

31/01/2015 • 09:40
A ansiedade ainda parece a de um atleta. Dono de quatro medalhas olímpicas, conquistadas em três edições, Gustavo Borges fala de sua expectativa para os Jogos do Rio com brilho nos olhos. Projeta quatro ou cinco pódios para a natação brasileira, acredita que o país realizará um grande evento e adoraria ter tido na carreira a mesma oportunidade que Cesar Cielo, Thiago Pereira & Cia terão em 2016: nadar com o apoio de uma arquibancada cheia de compatriotas. Vê o fator casa como algo positivo e não como uma pressão extra.

Gustavo Borges, tocha Olímpica (Foto: Gustavo Serebrenick / Ag. Estado)

- Seria fantástico se pudesse ter vivido isso na minha carreira. Fora o Mundial de piscina curta de 1995 (na piscina montada na praia de Copacabana) não tive oportunidade nenhuma de fazer uma competição importante dentro do Brasil. Isso traz um grau de interesse e motivação a mais para o atleta, pode trazer aquele impulso, a força da torcida. Se vai ter mais pressão? Pode ser que sim. O barulho na arena quando fala o seu nome, a comoção ao redor da Vila Olímpica, as entrevistas porque você é brasileiro, mas isso tudo quem está querendo buscar medalha sabe que vai acontecer. Então, além do físico você treina o foco, a concentração, a pressão. São pré-requisitos. Treinem isso - disse o ex-nadador, integrante do Time de Ouro de comentaristas da TV Globo, durante o lançamento do revezamento da tocha olímpica, na última quinta-feira.

Ver a natação na condição de terceiro esporte com maior procura por ingressos (atrás apenas do vôlei e do futebol) não surpreende Gustavo. Ele acredita que o país passou a gostar da modalidade, que costuma lotar arenas no exterior. Espera por um grande espetáculo a partir do dia 7 de agosto. Parte dele protagonizado pela americana Missy Franklin e pelo sul-africano Chad Le Clos. Está na torcida para que Michael Phelps venha aos Jogos e se junte aos dois. Entre os brasileiros, três nomes aparecem em sua lista.

- Cesar é o nosso grande nome, juntamente com o Thiago Pereira. Eles são os dois medalhistas que vão estar presentes. Mas as provas de velocidade, 50m 100m e 4x100m livre, vão ser as grandes provas que a gente vai ver. Tem o Bruno (Fratus), que chegou em quarto em Londres e pode pegar primeiro lugar nestas Olimpíadas, assim como o Cesar, assim como os outros atletas. Vamos torcer por umas quatro medalhas, cinco! (risos). Turma, treina aí!

Para o medalhista olímpico, o calor humano do povo brasileiro e a festa que sabe fazer deverão ser um dos pontos altos dos Jogos, o primeiro ouro.

- As minhas expectativas são muito boas. Vamos fazer uma competição interessante do ponto de vista de organização. O Parque Olímpico vai ser fantástico, a preparação dos atletas dentro do que foi proposto vai ser bem feita, e as medalhas vão surgir. Acho que a gente não ganha nada de véspera. Temos que pular na piscina, temos que entrar na quadra, temos que correr e fazer todas as atividades para poder desenvolver o que queremos. A gente tem trabalhar para aproveitar essa onda para o desenvolvimento não apenas do turismo, mas também do país.

doping

Sobre o novo caso de doping na natação nacional - João Gomes Jr testou positivo para o uso de um diurético durante o Mundial de piscina curta de Doha - Gustavo diz ser uma notícia triste, que faz ligar a luz amarela. Acredita que hoje os atletas têm toda a informação para poder evitar ter a carreira marcada por um episódio como este. Nos últimos 15 anos, o país só aparece atrás da China no número de casos positivos. Integrante da Agência Mundial Antidoping (Wada), o médico Eduardo de Rose acredita que o especialista do nado de peito possa ser apenas advertido pela Federação Internacional de Natação (Fina). Leva em consideração a possibilidade da contaminação cruzada durante a manipulação do suplemento. Caso seja punido, o Brasil terá de devolvar as três medalhas de ouro dos revezamentos 4x50m medley, 4x100m medley e 4x50m medley misto (João Jr disputou as três eliminatórias) e perderá o posto de primeiro colocado geral na competição.

- Há dois pontos aí. Pode haver uma displicência, e o fato de ser displicente tem punição, e o outro é se está acontecendo mesmo de forma definitiva, buscando performance de forma ilícita. Independentemente da circunstância que seja ao longo dos anos, não estou falando de nenhum caso específico, se for displicência ou intencional, isso é um problema sério. Por mais que você indique, que controle, que informe, isso continua acontecendo. A gente precisa repensar talvez o modelo que vem fazendo. Sei que é difícil, é uma discussão da qual participei durante muito tempo na Fina e no COI. É algo ruim para o esporte e para a natação. E cada vez mais quando acontece uma situação como essa, tem que repensar e corrigir. Se está acontecendo por tanta displicência, se eu fosse atleta na atualidade ia me preocupar mais. Onde estou manipulando o que tomo, onde estou comprando, independentemente do que outras pessoas estão fazendo - afirmou Gustavo.

Globo Esporte
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