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CBF vai jogar panos quentes e pedir para Portuguesa não ir a Justiça comum

17/12/2013 • 19:33
O rebaixamento da Portuguesa no Campeonato Brasileiro virou um jogo de pressão. Dirigentes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) querem fazer de tudo para que o caso seja esquecido. O clube do Canindé lança no ar a possibilidade de entrar com ação na Justiça comum para permanecer na Série A.

A ameaça velada é uma barganha. Ir além da esfera esportiva seria motivo de embaraço para a CBF a sete meses da Copa do Mundo no Brasil.

Indefinição atrapalha planos da Portuguesa na montagem do elenco para 2014

O estatuto da Fifa diz, no artigo 69, que as associações nacionais devem tomar todas as precauções necessárias para que os filiados respeitem as decisões tomadas pelas entidades do futebol.

"É uma arma poderosa que temos. Vamos usar essa pressão. Eles podem se assustar", disse à Folha um dos mais importantes nomes na diretoria do clube, que pediu anonimato.

Nesta quarta-feira, vai acontecer reunião da cúpula da Portuguesa para traçar a linha de defesa a partir de agora. A única coisa definida é que apelação da sentença será feita ao pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). O advogado João Zanforlin, que fez a defesa no julgamento da última segunda-feira, pode não continuar.

"A Portuguesa conhece o Código Disciplinar da Fifa. No artigo 30, sugere que os pontos sejam descontados na edição seguinte do torneio. Podemos adotar este argumento. A Justiça comum não está descartada, é uma possibilidade", disse Orlando Cordeiro, que a partir de 2 de janeiro será o novo diretor jurídico.

O presidente eleito, Ilídio Lico, também não descarta ir até o fim, embora, por enquanto, não queira dizer isso com todas as letras.

"Vamos esgotar todas as possibilidades no STJD. Temos de acreditar em alguma coisa. A ficha não caiu ainda. Foi muito absurdo. Ouvi, durante o julgamento, o advogado do Fluminense falar em moralidade. Se existe alguém que não pode falar de moral, no futebol, é o Fluminense", disse o cartola.

Torcedores da Portuguesa lamentam rebaixamento após o resultado do julgamento na sede do STJD, no Rio

Embora não tenha revelado a estratégia de defesa, confirmou a pressão para que o clube apele para a Justiça comum, se for preciso.

PRESSÃO CONTRÁRIA

O interesse da CBF é abafar a questão o mais rápido possível. A Folha apurou que o presidente da CBF, José Maria Marin, e Marco Polo Del Nero, vice da entidade e presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), vão conversar com a diretoria da Portuguesa para convencê-los a evitar acionar a Justiça comum.

O pedido será ampliado para que os diretores da Lusa orientem seus torcedores a não utilizar esse artifício, que podem trazer problemas ao clube e à CBF com a Fifa.

Marin também vai solicitar a diretores da entidade a elaboração de um projeto para que seja simplificado o aviso aos clubes de que atletas estão suspensos.

No Marrocos, o dirigente afirmou que a queda da Portuguesa via tapetão não foi boa para o futebol brasileiro.

Oficialmente, a CBF diz que não vai se posicionar sobre o caso porque o assunto não está em sua alçada, mas avalia que a melhora da comunicação com os clubes com relação a atletas suspensos pode evitar que casos como o de Héverton se repitam no futuro.

Em reunião na sede da Federação Paulista, na semana passada, Del Nero e outros dirigentes da entidade já lamentavam o rebaixamento da Portuguesa, com a certeza de que o clube não conseguiria evitar a decisão contrária.

Folha de S. Paulo
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