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Denunciada corrupção no transporte de preso para ter relação sexual na Casa de Custódia

O relato está sendo feito em áudios entre dois supostos policiais ou agentes penitenciários

O transporte de um preso do presídio de Altos para a casa de Custódia, por R$ 15 mil, para que ele mantivesse relação sexual e voltasse no dia seguinte, pode ser revelador de um grande esquema de corrupção no sistema penitenciário piauiense. O relato está sendo feito em áudios entre dois supostos policiais (ou agentes penitenciários), que se ouve em grupos de WhatsApp. 

Um suposto agente revela para o outro que foi enganado. Ele pensava que levaria o preso Rogério Matos da Luz para o aeroporto, mas o destino era a casa de custódia. Conta que foi montado todo um aparato, viatura de sirene ligada, para levar o preso para o “cabaré da Custódia”. 

Memorando que autoriza a transferência do detento. (Foto: Reprodução)

“Deixa eu te contar. Eu cheguei no sindicato hoje e estava sendo tachado de ‘batedor de preso que tem regalia’. Agora porque, olha aqui, pra nós, aquele preso que nós levamos era um esquema... aí eu não sei quem está recebendo, mas falam em R$ 15 mil, dividido, só pro preso ir lá dar uma fo...na casa de custódia e voltar. Tu acredita?”, fala um agente para o outro. 

O agente fala do risco no traslado do preso, com receio de os comparsas dele tentarem resgata-lo no caminho.

No mesmo áudio, o agente chamado pelo interlocuror de Lulu, cita o chefe de plantão da Custodia Manoel Benedito que não permitiu que a mulher esperada pelo preso entrasse no presidio sem passar pela revista convencional. 

O preso a que eles se referem deve ser Rogério Matos que foi transferido de Altos por ordem de Jean Carlos Bezerra, gerente da Secretaria de Justiça, através do memorando 64/19 de 20 de março de 2019. 

Logo depois do memorando aparece no grupo de WhatsApp uma relação com os nomes de cinco agentes arrolados como testemunhas. 

São quatro áudios sobre a conversa 

Atente para os áudios onde os policiais dizem que deram uma de “batedores”, viatura com sirene ligada, armas em punho para abrir o trânsito pensando que iriam levar o preso para o aeroporto e ser embarcado para Curitiba. 

Na conversa eles se dizem humilhados e usados para levar o cara para uma “rapidinha” na casa de custódia. 

Eles esperam que haja investigação na Sejus “para nunca mais esses infelizes botarem pais de família em missões infundadas, arriscando a vida tanto em trânsito como em perigo de resgate de um preso de alta periculosidade”. Diz um deles.

Por fim um adverte: “ vamos trabalhar nós três para enquadrar esses filhos da p...porque isso não vai ficar barato não”.

Há testemunhas à serem arroladas, como o APe Tiago (Vice- diretor da CDP de Altos), APe Isaías ( Plantonista Cdp- Altos), APe Luciano Brandão (Plantonista Cdp de Altos), APe Pedrão ( Chefe de plantão-Casa de Custódia) e APe Manoel( Chefe de Plantão- Casa de Custódia).

O portal AZ não conseguiu falar com o secretário Daniel Oliveira, da Justiça.

Ouça os áudios  abaixo:

O transporte de um preso do presídio de Altos para a casa de Custódia, por R$ 15 mil, para que ele mantivesse relação sexual e voltasse no dia seguinte, pode ser revelador de um grande esquema de corrupção no sistema penitenciário piauiense. O relato está sendo feito em áudios entre dois supostos policiais (ou agentes penitenciários), que se ouve em grupos de WhatsApp. 

Um suposto agente revela para o outro que foi enganado. Ele pensava que levaria o preso Rogério Matos da Luz para o aeroporto, mas o destino era a casa de custódia. Conta que foi montado todo um aparato, viatura de sirene ligada, para levar o preso para o “cabaré da Custódia”. 

Memorando que autoriza a transferência do detento. (Foto: Reprodução)

“Deixa eu te contar. Eu cheguei no sindicato hoje e estava sendo tachado de ‘batedor de preso que tem regalia’. Agora porque, olha aqui, pra nós, aquele preso que nós levamos era um esquema... aí eu não sei quem está recebendo, mas falam em R$ 15 mil, dividido, só pro preso ir lá dar uma fo...na casa de custódia e voltar. Tu acredita?”, fala um agente para o outro. 

O agente fala do risco no traslado do preso, com receio de os comparsas dele tentarem resgata-lo no caminho.

No mesmo áudio, o agente chamado pelo interlocuror de Lulu, cita o chefe de plantão da Custodia Manoel Benedito que não permitiu que a mulher esperada pelo preso entrasse no presidio sem passar pela revista convencional. 

O preso a que eles se referem deve ser Rogério Matos que foi transferido de Altos por ordem de Jean Carlos Bezerra, gerente da Secretaria de Justiça, através do memorando 64/19 de 20 de março de 2019. 

Logo depois do memorando aparece no grupo de WhatsApp uma relação com os nomes de cinco agentes arrolados como testemunhas. 

São quatro áudios sobre a conversa 

Atente para os áudios onde os policiais dizem que deram uma de “batedores”, viatura com sirene ligada, armas em punho para abrir o trânsito pensando que iriam levar o preso para o aeroporto e ser embarcado para Curitiba. 

Na conversa eles se dizem humilhados e usados para levar o cara para uma “rapidinha” na casa de custódia. 

Eles esperam que haja investigação na Sejus “para nunca mais esses infelizes botarem pais de família em missões infundadas, arriscando a vida tanto em trânsito como em perigo de resgate de um preso de alta periculosidade”. Diz um deles.

Por fim um adverte: “ vamos trabalhar nós três para enquadrar esses filhos da p...porque isso não vai ficar barato não”.

Há testemunhas à serem arroladas, como o APe Tiago (Vice- diretor da CDP de Altos), APe Isaías ( Plantonista Cdp- Altos), APe Luciano Brandão (Plantonista Cdp de Altos), APe Pedrão ( Chefe de plantão-Casa de Custódia) e APe Manoel( Chefe de Plantão- Casa de Custódia).

O portal AZ não conseguiu falar com o secretário Daniel Oliveira, da Justiça.

Ouça os áudios  abaixo: