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Conscientização: o grande desafio contra o desperdício de água

21/11/2008 • 12:07

Indispensável para a sobrevivência das diversas formas de vida presentes no planeta Terra, a água sempre foi alvo de guerras por disputa de territórios onde este elemento fosse abundante. Até poucos anos atrás, o homem vivia a ilusão de que este recurso estava distante do inesgotável. Habitante de um planeta onde cerca de 75% de sua superfície é coberta por água, o ser humano viu-se vislumbrado com essa quantidade que inundava seus olhos, e demorou a perceber que uma mínima parte dela era potável. Hoje, tenta reverter a escassez que se anuncia para as próximas gerações. 
                                                                                                   

                                                                                         
De acordo com as projeções da ONU, embora haja tanta água disponível na Terra, cerca de 95 % dela encontra-se nos mares e oceanos – sendo salgada e, portanto, imprópria para o consumo humano – e 3 a 4% dela é consumível. Dessa porcentagem, estima-se que mais ou menos 1 % esteja disponível, já que o restante se encontra em outras formas, como nas geleiras e nos vapores atmosféricos, calotas polares e lençóis freáticos profundos.

A água potável do mundo não está acabando 

Embora a afirmação de que a água no mundo está acabando seja difundida diversas vezes, é importante ressaltar que não é exatamente isso que acontece. O ciclo hidrológico permanece o mesmo, ou seja, a água evapora e retorna à superfície da Terra retomando diversas formas, o que deixa claro que o volume da água permanece o mesmo. O problema está no que é feito com essa água, principalmente com a potável. 

Os grandes inimigos da preservação da água consumível são a poluição e a forma como esse bem é gerenciado. É importante ensinar à população variadas formas de economizar e valorizar a água, porém, debalde serão os esforços da sociedade consumidora quando os maiores destruidores permanecem ativos: os poluidores em grande escala. O que inviabilizará o consumo da água será a poluição e todas as suas formas de contaminação. 



Um exemplo clássico deste descaso no Brasil é o rio Tietê (foto acima), extremamente poluído pelas fábricas, indústrias, e lixos e esgotos jogados pela zona urbana. Outro que pode ser citado é a utilização de elementos químicos que alcançam o sub-solo atingindo as águas subterrâneas, como o mercúrio das mineradoras e os venenos e demais substancias químicas utilizadas nas plantações e criações de animais. A poluição é que causa a redução do volume de água aproveitável da Terra, que permanece com o mesmo volume enquanto sua demanda é cada vez mais crescente. 
Em nosso estado, um exemplo sobre o assunto é a poluição do rio Parnaíba através dos esgotos jogados pelas cidades situadas em suas margens.



O gerenciamento correto da água 

Diante do exposto, o gerenciamento da água é que deve ser considerado o grande problema, e não sua diminuição. Não basta lembrar ao usuário comum o seu consumo excessivo de água, é preciso que os gestores tomem medidas firmes e viabilizem leis que coloquem também os empresários na obrigação da preservação dos recursos hídricos, afinal, eles também precisam de água potável para seus produtos, suas plantações e suas criações de animais, entre outras atividades.

A conscientização do empresariado é de extrema importância, mas não diminui as responsabilidades do consumidor. Por isso é importante que os governos federal, estadual e municipal, junto aos gestores dos recursos hídricos de cada um desses Poderes, ao tempo em que trabalham a diminuição da poluição em grande escala, também se voltem ao público para conscientizá-los do seu papel na preservação da água. 

Campanhas que mobilizem a população são essenciais, como a distribuição de materiais informativos, atendimento para sanar as dúvidas das pessoas e concursos nos órgãos, escolas e demais setores da sociedade. Um bom exemplo é a campanha da Agespisa – Águas e Esgotos do Piauí S/A – que incentiva o uso racional da água e está realizando um concurso que mobiliza os meios de comunicação do Estado a trazer matérias relativas ao assunto. 



Também precisa ser lembrado à sociedade que gerenciamentos como aterros sanitários inadequados – que recebem detritos não selecionados, como as pilhas, baterias e lixo hospitalar, que contaminam as águas dos rios e subsolos – e lixo jogado nas ruas e nas matas, são pontos negativos à preservação ambiental e, conseqüentemente, da água. 

A água no Piauí, no Brasil e no mundo 

O Piauí é um estado rico em lençóis freáticos (espaços no subsolo onde há uma grande quantidade de água potável), mas ainda assim sofre com a escassez de água. Uma solução viável para a retirada e distribuição desta riqueza seria a utilização de tecnologia, no que depende dos gestores públicos (atualmente a população tenta furar poços, e muitos ainda utilizam o balde com corda para extrair a água do poço). No que se refere ao aproveitamento da água natural, a criação de sisternas para armazenar a água da chuva tem sido uma boa ação, embora paliativa, visto que em período de seca essa água armazenada acaba mais rápido.

Nosso país é geograficamente privilegiado quanto ao seu volume de água. Detentor de diversas bacias hidrográficas, do Rio Amazonas e do recém descoberto Aqüífero Guarani, o Brasil precisa cuidar bem e distribuir adequadamente sua água. 

Naturalmente mal distribuído pelo mundo, a água já faz falta em diversos lugares do planeta. Milhares de pessoas sofrem com sua escassez, impedidas de realizar atividades básicas, como banhar, preparar alimentos e até beber, e cerca de 1,5 milhões de pessoas morrem por ano pela falta de água, 90% das quais crianças com menos de 5 anos de idade. Tal realidade gerou grande preocupação da ONU, que lançou o dia 22 de março como o Dia da Preservação da Água. 

Medidas simples 

Laura Albuquerque, 30 anos, e Maria da Cruz, 55 anos, trabalham no terminal da linha coletiva Buenos Aires, e afirmam que medidas simples podem evitar o desperdício da água. “Trato a água do meu trabalho como se fosse a da minha casa”, afirma Maria da Cruz.



Já Laura explica que uma de suas ações é observar o bebedouro do terminal. “Alguns deixam as torneiras pingando, e já cheguei a encontrá-las abertas, por isso estou sempre observando quando estão bebendo água”. Ela explica que desde que começou a utilizar a água de forma consciente viu sua conta de água diminuir bastante. “Desde que comecei a economizar lá em casa, minhas contas diminuíram bastante, por isso hoje ensino à minha família que não se deve desperdiçar água”, finaliza Laura. 


Confira como economizar água e diminuir sua conta: 

A cabeleireira Cínthia, 22 anos, residente na Zona Norte de Teresina, explica que uma das medidas que tomou para evitar o desperdício de água e ainda reduzir seus gastos foi acompanhar as leituras das contas de água. “Observo o meu consumo todo mês e comparo com o anterior, também avalio a minha média e vejo se diminui ou aumentei meus gastos. Então, de acordo com o resultado, descubro quando estou excedendo e procuro a causa do aumento de consumo”. 


Confira como acompanhar sua conta de água


Conscientização: a grande arma
 

O grande desafio para a preservação da água potável do mundo é a conscientização. Ela engloba todos os setores da sociedade e é a parte mais difícil dessa luta urgente, visto que os costumes já adquiridos por uma sociedade são os pontos mais difíceis de serem mudados. A forma como a gestão capitalista enxerga a natureza também é outro ponto que precisa de urgente conscientização, pois, com a máxima de que a natureza está aí para servir o homem, o setor empresarial reluta em aceitar seu papel neste processo, mesmo diante de tantas campanhas mundiais.

Impedir a poluição, o desperdício e distribuir melhor esses recursos hídricos, são os resultados de uma grande conscientização mundial, que é o maior desafio para que a conservação da água potável do mundo, sua distribuição mais igualitária e a preservação da vida na Terra, sejam algumas das prioridades do homem, metas de cada individuo e conquistas de todos nós.

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