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Ibama indefere projeto que grupo espanhol projetou para litoral do Piauí

sexta, 04 de setembro de 2009 • 18:40

O Ibama indeferiu o estudo de impacto ambiental do projeto Ecocity Brasil que um grupo espanhol quer implantar na Ilha Grande de Santa Izabel, no litoral do Piauí, com a construção de um resort. 

Ao dar a informação por meio de ofício ao superintendente regional do Ibama, Romildo Mafra (foto), o diretor de liciciamento ambiental do órgão, Sebastiao Custódio Pires, revelou que os estudos do grupo espanol são infusificientes tanto no que se refere ao diagnóstico ambiental, quanto a avaliação dos impactos a serem produzidos. 

Sebastião Pires informa, também, que se o grupo estiver interessado em dar continuidade à obtenção da licença ambiental na mesma área, terá que elaborar um novo estudo.

Leia o que já se disse sobre o projeto da Eco-City (fonte: Secretaria de Turismo)

O litoral piauiense ganhará um complexo turístico que pretende elevar Ilha Grande de Santa Isabel à condição de capital mundial do turismo ecológico, gerando oportunidade de emprego, renda, conhecimentos tecnológicos e ambientais para a região. A Ecocity Brasil, empreendimento turístico formado por investidores da rede do turismo internacional, foi totalmente estruturado a partir do conceito da sustentabilidade e a sua instalação na Costa do litoral do Piauí está fundamentada em atrativos como o clima da região, a biodiversidade das suas paisagens (praias, mangues, lagoas, dunas).

A distância estratégica da Costa do litoral do Piauí para os principais destinos do mundo foi muito importante para a decisão de instalar a Ecocity Brasil na Ilha Grande de Santa Isabel. Com a abertura do Aeroporto Internacional de Parnaíba as distâncias são as seguintes: de Nova Iorque, 6 horas; Los Angeles, 8 horas; Miami, 5 horas; México, 6 horas; Rio de Janeiro, 3 horas; Barcelona, 7 horas; Madri, 7 horas; Paris, 8 horas; Londres, 7 horas; Roma, 8 horas; Pequim, 11 horas; Tókio, 12 horas e Portugal, 6 horas.

O empreendimento Ecocity Brasil - guiado pelos requisitos da Certificação ISO 14.001 - está concebido como um complexo turístico especial, tendo como motivação principal os atributos ecológicos da área onde se instalará. É assim que a World Ecologic Center Projetos Turísticos e Ecológicos S/A prever o empreendimento Ecocity Brasil, para transformar a cidade de Ilha Grande, litoral do Estado do Piauí, na CAPITAL MUNDIAL DO TURISMO ECOLÓGICO.

Há cerca de um ano e meio, mais de 100 técnicos piauienses das mais variadas áreas trabalham na concepção do projeto da Ecocity que está baseado nos princípios do urbanismo bio-climático, ecológico e sustentável, que reduzem os impactos negativos e o esgotamento dos recursos, respeitando a biodiversidade e preservando os ciclos vitais e a saúde do ecossistema. No Master Plan do empreendimento está definida a implantação de resorts, campos de golfes, núcleo tecnológico e ambiental e uma zona especial de interesse social voltada para a comunidade local. O inicio das obras de instalação da Ecocity Brasil, no entanto, como todo projeto deste porte, aguarda ainda as autorizações ambientais que serão emitidas pelos órgãos competentes.

O projeto contará com investimentos em infra e em supra-estruturas. O primeiro caso tratando de edificações com finalidades diversas, desde os equipamentos de turismo propriamente ditos (hotéis, centros comerciais, resorts, auditórios, espaços para esportes e lazer, campos de golfe, etc.) até os sistemas infra-estruturais urbanos (vias, comunicações, saneamento, energias alternativas, coleta e destino do lixo, arborização, etc.). Quanto às supra-estruturas, será dada especial atenção às capacidades sociais e humanas, de modo que se efetivem todos os serviços necessários que proporcionem uma convivência social de elevado padrão, com o usufruto das qualidades ambientais em condições de conforto e segurança, para moradores, visitantes e usuários.

A idéia central é, justamente, aliar-se a todas as iniciativas preservacionistas para que a natureza intacta seja o valor a animar o sucesso do empreendimento, aliado ao desenvolvimento sustentável. A Ecocity vai desenvolver ainda um programa de recuperação de Matas Ciliares para proteção das margens dos rios e igarapés contra erosão, bem como recuperação do ecossistema. No mesmo nível, também será executado um Programa de Fixação de Dunas para controlar e minimizar efeitos negativos de seus avanços. Por fim, será viabilizado um projeto ousado de recuperação de todas as áreas degradadas para a consolidação da preservação ambiental em alguns pontos ora ameaçados.

Será ainda desenvolvido um projeto especial de estruturação de um novo perfil sócio-econômico da população da região para erradicar de vez índices como a baixa expectativa de vida, que indica a idade de 56 anos para a população de Ilha Grande, assim com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que coloca a cidade na 161º posição entre os municípios piauienses e a baixa renda per capita e domiciliar. Tão alarmante também é a dependência da população local, onde 64%, vive dos programas de transferência de renda do Governo.

Em sintonia com os Planos Diretores Participativos dos municípios, o planejamento da Ecocity Brasil prevê a ocupação de áreas especificas para usos particulares, tais como: zonas residenciais, zonas de hotelaria, zona de golfe e de lazer, zonas de serviços, zona de pesquisa em tecnologia limpa, zona de apoio à gastronomia e às atividades culturais dos municípios.

Segundo o arquiteto piauiense Júlio Medeiros, coordenador técnico do projeto, a instalação da Ecocity Brasil pretende melhorar o turismo local e promover a inclusão social através da geração de emprego e renda. Com a implantação da primeira etapa será colocado em funcionamento o Hotel Escola, que vai qualificar a população de Ilha Grande e de Parnaíba.

Júlio Medeiros revela ainda a preocupação na concepção do projeto com a utilização de uma arquitetura que se integre à paisagem com a utilização de materiais ecológicos e tecnologias que ofereçam o menor impacto ao meio ambiente como fontes de energias alternativas, reaproveitamento de água e tratamento de resíduos sólidos. “A Ecocity assume o compromisso com o novo discurso da arquitetura contemporânea que insere no seu contexto estudos e pesquisas em tecnologia ambiental”, explica o arquiteto.

Para o apoio na elaboração do projeto da Ecocity Brasil foi contratada uma empresa de consultoria técnica, que fez o estudo relacionado aos impactos ambientais do empreendimento, orientando na adoção de medidas para evitá-los ou minimizá-los. “O nosso projeto está baseado nos termos de referência das leis ambientais e foi discutido e fundamentado na concepção de sustentabilidade”, diz o consultor responsável pelo estudo, José Wilson de Sousa.


O empreendimento Ecocity Brasil se fundamenta em cinco pontos importantes:

1º - A sua concepção é absolutamente dependente da conservação da natureza e da preservação do meio ambiente;

2º Baseado na sustentabilidade, o empreendimento se justifica por criar possibilidades de inserção socioeconômica das populações locais, através da inclusão digital, estudos de línguas e capacitação de mão de obra para a operação dos programas e atividades vinculados à indústria do Turismo; criando assim empregos, diretos e indiretos, para a implantação e operação dos empreendimentos – num TOTAL DE 35 MIL EMPREGOS, AO LONGO DOS 30 ANOS e 2.800 somente na primeira etapa;

3º - A compatibilidade das suas propostas com as diretrizes e exigências do ordenamento territorial contidas nos Planos Diretores Participativos e nas Leis de parcelamento, uso e ocupação do solo dos municípios de Ilha Grande e Parnaíba. A propósito, a Ecocity Brasil adotará “taxa de ocupação do terreno”, “índice de aproveitamento de áreas” e “gabarito construtivo” dentro dos parâmetros dos Zoneamentos, ocupando apenas 600 hectares em área construída ao longo dos 30 anos de sua implantação.

4º Valorizar e aprimorar as características locais, como as tradições populares, o artesanato e a culinária. Matérias-prima locais receberão tratamento diferenciado, inclusive com a realização de pesquisas para potencializá-las e otimizar sua utilização, seja na preparação de alimentos requintados, seja na confecção de vestuário, mobiliário e habitação integrados ao contexto.

5º - A Ecocity Brasil justifica-se ainda por propor arrojado investimento de criar toda uma cadeia produtiva que potencializa Planos e Programas governamentais com o propósito de viabilizar ações estruturantes para o turismo. É o caso do PRODETUR-NE, que aposta no aproveitamento das potencialidades do litoral do Piauí, como o Aeroporto Internacional de Parnaíba e as revitalizações do Porto das Barcas e do Porto dos Tatus, numa perspectiva de integração regional para o atendimento de demandas capazes de aportar divisas. Enfim, a economia da região será dinamizada e consolidada através da cadeia produtiva do Turismo.

OPORTUNIDADE

Acreditar no desenvolvimento do Turismo como gerador de emprego e renda, contribuindo para a inclusão social das comunidades onde empreendimentos turísticos são implantados é umas das características dos investidores da Ecocity Brasil. Esse desenvolvimento é visto de forma planejada e ordenada, não transformando áreas imensas em paraísos visuais, sem infra-estrutura e qualidade de serviços que não sejam aqueles apresentados aos clientes e que ignorem todo o contexto existente nos municípios que, além de possuírem potencial turístico, possuem um potencial cultural. 

O Brasil, em especial o litoral nordestino, é o grande foco de investimentos da rede de turismo internacional. O território brasileiro oferece ao turista estrangeiro uma diversidade cultural e ambiental que chegam a formar no “imaginário internacional” uma visão cenográfica, composta por cores exuberantes, por fortes sabores, por aromas agradáveis e por tudo o que forma o já conhecido carisma deste país.

O crescimento do turismo no Brasil gerou um mercado que hoje emprega uma média 10 milhões de pessoas e o litoral piauiense, mesmo com sua pequena extensão, tem sido um forte atrativo do mercado nacional e internacional por possuir uma rica variedade de paisagens naturais. Esta é uma oportunidade que está sendo conduzida de forma a utilizarmos toda esta riqueza natural, e também cultural, como o principal atrativo de empreendimento.

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Hipólito Augusto

postado:
01/10/2009 - 07:56
ISSO É UM ABSURDO, É UMA VERGONHA, o IBAMA impede a melhoria de condições na vida de toda uma população,os benefícios deste empreendimento vão muito além do econômico,ambientalmente correto e socialmente justo. O IMBROMA autoriza que milhões de caranguejos arrancados do DELTA vão diretamente para o LIXO EM FORTALEZA, crime ambiental que deveria combater, mas é o principal DELINQUENTE a mais de 20 anos AUTORIZA o TRANSPORTE QUE MATA 50% DE TODO CARANGUEJO qdo acabar,vão colocar a culpa em quem? Na carcinicultura? nos Hotéis? Covardemente prestam grde desserviço à Pátria, Traidores,em nome de uma causa PÁRIA, INJUSTA, triste, atrapalham,impedem a melhoria na vida do nosso povo, da nossa gente.

Rafael

postado:
05/09/2009 - 10:46
Eu não entendo esse Romildo Mafra,pois quando é projeto para desenvolvimento do piaui ele é contra, agora para o desmatamento do cerrado ele foi o primeiro a aprovar, tira esse cara, ele vai acabar com o piauí!!!

lidia

postado:
04/09/2009 - 22:43
nao publicaram porque, o meu comentario? cde a democracia, so pode elogiar ´´eeeeeeeeee ah me esqueci aqui nada pode hotel na praia nao pode csa na beira da praia nao pode so se for da panela publiquem para que pedem comentario se nao publicam???

lidia

postado:
04/09/2009 - 22:39
é bom deixar o coitadinho do piaui, nosso litoral sempre atrazadinho tem outras cidades querendo gerar empregos e turismo BOM aqui nada pode so roubar muitooooooooooo

João Carlos

postado:
04/09/2009 - 21:37
Valeu presidente do Ibama do Piauì...maravilha!!! Mais um grande investimento que o RICO piauí vai dispensar para que o "pobre" Ceará aproveite.

postado:
04/09/2009 - 19:52
é por isso que o piaui na vai pra frente!!!! Palhaçada isso!!!
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