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09/03/2010 - 11:51 - Anselmo Moura - Fotos: Dantércio Cardoso

Células-tronco

Cadeirante piauiense busca ajuda para fazer tratamento na Alemanha

Cadeirante há 20 anos, Antônio da Silva Veras luta para angariar recursos que garantam um tratamento revolucionário com células-tronco, e com isso ganhar a chance de poder voltar a caminhar.

No dia 21 de junho de 1987, o então funcionário da antiga fábrica no Piauí da Antártica (hoje AmBev), na zona Sul de Teresina, Antônio Veras sofria um acidente que mudaria para sempre a sua vida.

Uma carga de aproximadamente 750 quilos (exatos 15 sacas de 50 quilos de malte) despencou sobre Antônio Veras, que acabou lesionando as 11ª e 12ª vértebras da coluna cervical.

A partir daquele dia Antônio Veras não pôde mais andar, e desde então precisa do auxílio de uma cadeira de rodas para se locomover. Após o acidente ele ficou impossibilitado de trabalhar a acabou se aposentando por invalidez.

Atualmente Antônio Veras busca levantar recursos para um tratamento especial a ser realizado na Alemanha, mais precisamente na cidade de Düsseldorf. O valor total do tratamento gira em torno de R$ 30 mil.  Antônio até tentou que seu tratamento fosse custeado pela sua empresa, no entanto, a firma não cobre tratamento no exterior para seus funcionários.

O tratamento a que Antônio Veras deseja ser submetido consiste na retirada de células-tronco do próprio paciente. Elas recebem um tratamento especial e em seguida são implantadas nas proximidades do local lesionado.

Antônio Veras possui um site onde conta um pouco se sua história e busca trocar informações e experiências com outras pessoas que possuem algum tipo de deficiência. O endereço do site é www.mdfcadeirantes.webnode.com.br.

Teresina despreparada

Durante a inauguração da reforma de adaptação do prédio da OAB, na região central de Teresina, Antônio Veras comentou as dificuldades enfrentadas por um deficiente físico na capital piauiense.


Antonio testou e aprovou a plataforma para cadeirantes da OAB

“Teresina não tem acessibilidade nenhuma para o cadeirante. As paradas de ônibus não são adaptadas, os prédios não estão prontos para nos receber. Às vezes agente chega a um prédio e ao invés de nós subirmos para falar com as pessoas, elas é que descem. Isso acaba nos tornando presas, nós saímos de casa para nos sentirmos livres, no entanto, quando passamos por situações como essa nosso sentimento é o contrário”, disse.


Governador Wellington Dias, Antonio Veras e dona Rejane Dias...

O cadeirante comemora iniciativas como a da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, em adaptar suas estruturas aos deficientes e fala dos benefícios que essas mudanças trazem para quem tem algumas limitações.

“Se todos tivessem a mesma atitude que a OAB teve, com certeza iria melhorar a vida de todos. Atitudes como essa nos tornam mais felizes e elevam demais a nossa auto-estima”, finalizou Antonio.



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