Decretada prisão de 12 PMs acusados de torturar e matar motoboy

SÃO PAULO - A Polícia Militar informou nesta quarta-feira que foi decretada a prisão temporária de 12 policiais envolvidos no caso de tortura e morte do motoboy Eduardo dos Santos. A detenção foi ordenada após o inquérito policial militar ter sido apresentado à Justiça Militar paulista e tem validade de 30 dias.

Testemunhas reconheceram ao menos dez policiais militares em depoimentos à Corregedoria da Polícia Militar na terça. Os PMs, que foram identificados por meio de fotografias, podem ter participado da sessão de tortura ou não teriam feito nada para impedir.

Um dos três rapazes presos com Eduardo disse que escutou gritos dele apanhando numa sala dentro do quartel. Eduardo pedia pela mãe e por Deus e para que os policiais parassem de agredi-lo, conforme a testemunha. Ele afirmou que foram disparados cinco tiros. Outra testemunha disse que, durante o espancamento, um dos PMs mostrou um cassetete torto para outro oficial e disse: "Chefe, quebrou seu cassetete".

Entenda o caso

De acordo com denúncia feita por testemunhas, quatro jovens acusados de roubar uma bicicleta foram detidos por policiais militares, que os conduziram para o 9º BPM e não para uma delegacia de polícia, como é de praxe nestes casos. Três dos jovens foram liberados pela PM, mas Santos, que teria sido agredido e humilhado, ficou no local. Após o incidente, o motoboy foi encontrado morto em uma rua por policiais do mesmo batalhão e encaminhado já sem vida a um hospital.

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