EUA extraditam acusado de genocídio na Bósnia

AP/Peabody Police Dpt.
Foto sem data mostra o ex-soldado sérvio Marko Boskic,
extraditado pelos EUA para a Bósnia por crimes de guerra durante o conflito no Leste Europeu

Os Estados Unidos extraditaram para a Bósnia um ex-soldado sérvio investigado por genocídio durante o massacre de muçulmanos em Srebrenica, em 1995, afirmou a procuradoria da Bósnia nesta quinta-feira (29).

Marko Boskic, de 46 anos, foi preso nos Estados Unidos e processado por fraude de imigração por mentir sobre seu engajamento militar durante a guerra na Bósnia, entre 1992 e 1995, informou a procuradoria em comunicado.

"Boskic está sob investigação da procuradoria e é suspeito de cometer a ofensa criminal de genocídio em Srebrenica, em julho de 1995, como ex-integrante do 10º Comando do Exército da República Sérvia", afirma o comunicado.

A procuradoria diz que Boskic é suspeito de, junto com outros membros do grupo, ter "participado pessoalmente da morte de homens e crianças muçulmanas capturados após a queda de Srebrenica".

Forças sérvio-bósnias, comandadas pelo general Ratki Mladic, mataram cerca de 8.000 homens e crianças bósnio-muçulmanas após capturarem a cidade no leste do país, que havia sido um protetorado da ONU. O ato foi a maior atrocidade na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A maioria das vítimas foi morta enquanto tentava fugir pela floresta. Muitos foram capturados e levados para locais de execução, antes de serem enterrados em valas comuns.

O Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia em Haia sentenciou sete sérvios-bósnios e está julgando outros nove pelo massacre de Srebrenica.

O tribunal de crimes de guerra da Bósnia, criado em 2005 para aliviar a sobrecarga sobre a corte sediada em Haia, levou dezenas de sérvios-bósnios a julgamento. Doze foram presos, sete absolvidos e outros sete ainda estão sendo julgados. Mladic está foragido, 14 anos depois de ser indiciado.

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