Chinês com martelo fere cinco em novo ataque contra escola

Um homem invadiu uma escola no nordeste da China armado com um martelo e deixou cinco crianças feridas antes de se suicidar, nesta sexta-feira.

Este foi o terceiro ataque contra crianças em escolas chinesas em apenas três dias.

O responsável, aparentemente um agricultor local, agarrou duas crianças antes de atear fogo a si mesmo na pré-escola da cidade de Weifang, na província de Shandong.

Professores conseguiram separara as crianças do homem e as informações são de que todas as cinco - mais um professor ferido - estão em condição estável, em um hospital.

A China vem sofrendo uma onde de ataques do tipo em escolas, levando as autoridades a crer que os autores estariam copiando ataques anteriores.

Na quinta-feira, 28 crianças - a maioria de quatro anos de idade - e três adultos foram atacados por um homem desempregado armado com uma faca em uma creche na província de Jiangsu, leste da China.

Cinco das crianças foram hospitalizadas em estado crítico.

No dia anterior, cerca de 15 alunos e um professor foram feridos por um ex-professor - que estava de licença médica - em sua escola primária, na província de Guangdong.

Mais cedo, na quarta-feira, um médico condenado por matar oito crianças a facadas na província de Fujian em março passado foi executado.

Aumento da segurança

O responsável pelo ataque desta sexta-feira foi identificado como o agricultor Wang Yonglai, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Ele usou uma motocicleta para derrubar os portões da escola primária Shanghzuang, atropelando um professor que tentou impedi-lo e depois atacando as crianças com o martelo.

O motivo do ataque permanece desconhecido.

Segundo o correspondente da BBC em Xangai, Chris Hogg, os ataques são preocupantes em um país onde atos de violência desse tipo eram raros.

As escolas, que já vinham incrementando sua segurança desde uma onda de ataques em 2004, estão contratando guardas.

Segundo a Xinhua, um oficial da polícia de Najing, capital da província de Jiangsu, disse nesta sexta-feira que sua delegacia criou uma "equipe de segurança do campus", formada por 70 guardas de segurança armados com cassetetes e spray de pimenta.

No sábado, a equipe deve começar a patrulhar escolas e jardins de infância em Nanjing.

Em Pequim, o departamento de segurança pública do distrito de Xicheng forneceu 300 "garfões" - hastes com um semicírculo de espetos usado para conter criminosos - para escolas e jardins de infância desde quinta-feira.

O departamento ainda enviou policiais para ensinar professores e guardas de segurança a usar a arma.

No início deste mês, o Ministério da Educação também ordenou a todas as escolas que aumentassem a segurança, além de ensinar professores sobre medidas de segurança e garantir que todas as crianças voltem para casa acompanhadas, informou a mídia estatal.

Mas segundo o correspondente da BBC, essas medidas são caras e, de fato, pouco se pode fazer para evitar ataques como esses.

Os incidentes também provocaram um debate sobre os motivos desses ataques, com algumas pessoas sugerindo que as rápidas mudanças sociais e o crescente desemprego teriam levado a um aumento de doenças mentais.

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