Mãe de menina agredida pede guarda

Rio - Alegando que não abandonou sua filha, a vendedora M. — mãe da menina T., 2 anos, cujo drama veio à tona esta semana após a acusação de maus-tratos sofridos pela procuradora aposentada Vera Lúcia Gomes — vai lutar para ter a guarda da criança de volta.

Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia
Advogado de M., Sylvio Pereira, entra com processo pedindo o restabelecimento da guarda pela mãe biológica

Ontem, o advogado de M., Sylvio Pereira, entrou com processo na 1ª Vara da Infância e Juventude pedindo o restabelecimento da guarda pela mãe biológica. “Como abandonei minha filha, se eu a visitava quase diariamente no educandário? Tenho consciência limpa”, afirmou M.


A Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública, que acompanhou o processo de internação e adoção de T., no entanto, alega que a menina foi abandonada duas vezes por M. A primeira em 4 de janeiro de 2008, quando T. tinha seis meses. Segundo a defensora Eufrásia Maria Souza, a vendedora procurou o abrigo onde a criança estava e recuperou a filha, dez meses depois. Mas em fevereiro de 2009, T. foi abandonada novamente.

A vendedora também não teria comparecido às audiências na Justiça que definiriam o futuro da menina. Segundo M., no entanto, ela não foi avisada. “Ela sempre foi uma mãe presente, com duas ausências curtas e necessárias, em que deixou a filha sob cuidados de pessoas que achava que eram amigas para resolver problemas familiares”, tenta argumentar o advogado Sylvio Pereira.

A vendedora disse que jamais perdoará Vera Lúcia. “Reconheci minha filha pelo choro na televisão”, desabafou.

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