Relatório aponta negligência na morte da mãe de Sean Goldman

Um relatório da polícia sobre a morte de Bruna Bianchi Carneiro, mãe do menino Sean Goldman, acusa de negligência os médicos que a atenderam em 2008 na Casa de Saúde São José, no Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo o relatório, mesmo ciente da gravidade da paciente após o parto, os profissionais deixaram a mulher sob cuidados de uma médica "que sofre de esclerose múltipla em estágio avançado com restrições como locomoção". As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O relatório deve ser enviado na semana que vem ao Ministério Público Estadual, para seguir à Justiça. Segundo o advogado da família da vítima, Bruno Tavares, a médica estava de muletas no dia em que Bruna passou mal e não prestou assistência necessária. Em sua defesa, a Casa de Saúde São José afirmou que Bruna contratou equipe médica de sua família e que toda a estrutura hospitalar necessária para o parto foi disponibilizada pelo hospital, "desde a sala de parto até a UTI, com equipamentos de última geração".

Entenda o caso
David Goldman, o pai biológico de Sean, lutou para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.

A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu, em 2008.

Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele brigou pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.

Sean está morando nos Estados Unidos desde dezembro de 2009, quando o pai biológico, o americano David Goldman venceu a disputa pela guarda do menino.

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