Projeto de pavimentação na zona Leste prevê acesso livre das calçadas

População deve ter consciência quanto ao uso adequado dos espaços públicos

A Prefeitura de Teresina tem executado a pavimentação de inúmeras ruas em diferentes bairros da zona Leste. As obras incluem também o projeto de sinalização vertical das vias e a implantação de calçadas com rampas acessíveis para as pessoas com deficiência. Além disso, a Superintendência da região leva em consideração recomendações técnicas quanto ao espaçamento, largura e utilização correta das calçadas por parte da população.

Foto: Divulgação
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De acordo com o superintendente executivo da SDU Leste, Márcio Sampaio, há um relatório técnico que os engenheiros fiscais das obras devem seguir. “Há casos em que nos deparamos com situações críticas. Quando os donos de residências invadem com rampas para estacionamento de carros as áreas correspondentes à via pública e nessas situações temos que dialogar, mostrando, por meio da lei, que houve uma ação ilegal e que para continuar ou iniciar a execução de calçamento, há a necessidade de correção daquele problema”, explicou Márcio.

Segundo recomendações da SDU Leste, o proprietário é passível de notificação e multa quando o prolongamento da calçada até o muro é estreito, impossibilitando o passeio de pedestres; e em situações que a calçada possui largura menor que 1,20 metros. “Orientamos também a comunidade a não fazer cercas de 1,50 metros do meio fio e nas entradas de carros retirarem rampas que estiverem invadindo a faixa de rolamento ou sarjetas”, contou Sampaio.

Acessibilidade

Conforme a Superintendência, são traçados no projeto de pavimentação corredores estratégicos para permitir a mobilidade de pessoas com dificuldades de locomoção. Bairros como Parque Universitário, Planalto Ininga e Santa Bárbara, dentre outros, serão contemplados.

Ao todo, as obras de calçamento das vias somam investimentos de mais de R$ 9 milhões, recursos oriundos do Governo Federal com contrapartida do Poder Municipal. Para o cadeirante Pedro Inácio, de 31 anos, ter acessibilidade e possibilidade de mobilidade é fundamental. “Minha rua já é asfaltada e com as calçadas adaptadas, ou seja, as rampas, isso vai facilitar nosso passeio, meu e de outros cadeirantes do Parque Universitário também”, expressou o jovem que mora na zona Leste.

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