Capitão nega ter atirado em Camilla Abreu e defesa pede revogação da prisão

Ministério Público deverá se pronunciar sobre o pedido

A audiência de instrução e julgamento do ex-capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson, ocorreu nesta sexta-feira (23). Ao final, o Ministério Público do Piauí pediu a reconstituição do crime de morte da estudante Camilla Abreu e a defesa do réu, o advogado Pitágoras Veloso solicitou a revogação da prisão do capitão.

Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ
Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ

Alisson se resguardou do direito de não responder ao interrogatório do Ministério Público representado pelo promotor de justiça, José Benigno Filho e a assistente processual, Ravenna Castro.

Promotor José Benigno Filho (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)
Promotor José Benigno Filho (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

Ao responder parcialmente as perguntas da própria defesa, Allisson negou que teria atirado em Camilla Abreu. Depois da negativa por parte do réu com relação à autoria do crime, o promotor José Benigno Filho apresentou o requerimento que se refere à reconstituição do crime. A defesa também deverá se pronunciar sobre esse fato no prazo de cinco dias.

“Ficou em dúvidas duas teses. Antes ele disse que foi tiro acidental e hoje ele não falou nada. Usou do direito que a Lei lhe permite de ficar calado e, com isso, eu vou pedir uma reconstituição do crime para provar o que aconteceu”, destacou o promotor.

Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ
Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ

Durante a audiência, a defesa de Allisson fez contestações a respeito dos depoimentos das amigas de Camilla, Valéria Gomes e Luana de Sousa que tratavam de fotos enviadas pela vítima relatando que teria sido agredida por Alisson. Para tanto, o advogado, Pitágoras Veloso pediu a quebra do sigilo telefônico das testemunhas. Ainda pediu uma acareação dos depoimentos. As solicitações também foram indeferidas pela juíza Zilnar Coutinho.

Advogada Ravenna Castro (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)
Advogada Ravenna Castro (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

A advogada Ravenna Castro avalia o pedido de quebra de sigilo como “uma forma protelatória e de querer vasculhar as vidas das testemunhas e querer utilizar isso em favor deles num momento posterior”.

Já anunciado o encerramento da audiência, a defesa de Allison se manifestou pedindo a revogação da prisão preventiva do capitão para que ele responda ao processo em liberdade tendo em vista que a fase de instrução processual foi finalizada.

Juíza Zilnar Coutinho (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)
Juíza Zilnar Coutinho (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

A juíza Zilnar Coutinho abriu vistas para o Ministério Público se pronunciar sobre a manutenção ou não da prisão do capitão.

"Vamos nos pronunciar pedindo indeferimento", adiantou Ravenna sobre a revogação da prisão. 

Veja aqui mais detalhes do julgamento na integra.

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