Juíza nega pedido de revogação de prisão de cabo acusado de disparos em festa carnavalesca

Audiência de instrução e julgamento do cabo Wanderson, acusado de disparo na Banda Bandida, aconteceu nesta quinta-feira

(Atualizada às 18h29)

A juíza da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri, Maria Zilnar Coutinho Leal, não aceitou o pedido de revogação da prisão do cabo do exército Wanderson Lima. O militar, acusado de tentativa de homicídio por ter atirado contra três pessoas numa prévia carnavalesca em Teresina, foi interrogado nesta quinta-feira (19). 

"Entendemos que as condições pessoais do agente não são obstáculos a prisão preventiva. Se você não está ameaçando a testemunha, se você não está fugindo do distrito da chuva, se você confeça do delito, como ele vai conversar agora, não há porque se manter uma pessoa presa por mais tempo do que está", declarou o advogado de defesa Marcos Vinicius.

Zilnar deu de cinco a dez dias para que a defesa de Wanderson recorra do indeferimento do pedido de revogação da preventiva.

Testemunha de acusação de cabo do Exército é presa por mentir em depoimento

Francisco Felipe, uma das testemunhas de acusação do cabo do Exército, Wanderson Lima Fonseca, foi preso por ter mentido durante o depoimento, nesta quinta-feira (19). Ele foi acusado de falso testemunho por ter contradições em sua fala, mas foi solto depois de contatar uma advogada, Denise Dias, que conseguiu articular novo depoimento.

De acordo com Denise Dias, Felipe não mentiu, apenas, havia dito que não era amigo de Wanderson, ao contrário do que consta no processo.

Em entrevista ao Portal AZ, o promotor de acusação, Maurício Verdejo, disse que uma das vítimas  teve condução coercitiva decretada. A polícia teve que busca-la em casa para que prestasse esclarecimentos na audiência. Após o depoimento, ela foi liberada. 

Depois das testemunhas de acusação, seguem nesta tarde os depoimentos da defesa do cabo Wanderson. 

“Minha vida simplesmente desmoronou", diz baleado na Banda Bandida durante audiência

A audiência de instrução e julgamento do cabo do Exército, Wanderson Lima Fonseca, iniciou ao meio-dia desta quinta-feira (19). Ele é acusado de atirar em foliões durante uma prévia carnavalesca da Banda Bandida em janeiro deste ano.

O Ministério Público arrolou oito testemunhas de acusação que, dentre essas, apenas uma foi ouvida até o momento. Serão ouvidas cinco testemunhas de defesa.

De acordo com o advogado Marcos Vinicius Brito, o cabo Wanderson, agiu em legítima defesa. “Uso da violência emocional, após injusta provocação da vítima”, alegou o advogado.

Cabo Wanderson Lima Fonseca (Foto: Reprodução)
Cabo Wanderson Lima Fonseca (Foto: Reprodução)

Paulo Roberto, vítima do crime, relembrou o dia em que foi atingido pelos disparos. Ele perdeu o movimento de uma perna. “Minha vida simplesmente desmoronou, não sou a mesma pessoa. Preciso de ajuda para tudo. Só lembro dos tiros, caído no chão e eles estavam pisando na minha cabeça. A discussão foi com um rapaz que andava com ele, um cidadão identificado como Peixe que veio até a mim e eu dei um empurrão nele.  Aí, o cabo atirou em mim, deu quatro tiros”, disse.

O cabo Wanderson foi indiciado por tentativa de homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. Ao todo, três pessoas ficaram feridas. A audiência decidirá se ele será submetido ou não a júri popular.

Audiência de instrução está sendo presidida pela juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Maria Zilnar Coutinho. O promotor responsável pela acusação, é Ubiraci Rocha, mas devido a outro compromisso, foi designado o promotor, Mauricio Verdejo para acompanhar o caso.

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