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Verão aumenta a incidência das doenças de pele, alerta dermatologista

31/12/2007 • 00:16

Verão é tempo de sol, praia e férias. Porém, a estação do ano mais querida dos cariocas e cantada pelos poetas, que começou oficialmente no dia 21 deste mês, não traz só diversão. As temperaturas elevadas, típicas dessa época do ano, provocam o aumento da incidência das doenças de pele, como micoses, insolação e até mesmo o câncer.

Um dos efeitos negativos da estação para a pele são as doenças ligadas aos fungos, as micoses, de acordo com a Dra. Marcia Ramos e Silva, professora e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da UFRJ.

"O aumento da temperatura e da umidade no verão faz com que haja um aumento da incidência das micoses cutâneas. As áreas de dobras são as mais acometidas. Nos homens, elas ocorrem principalmente na virilha e bolsa escrotal (coceira e vermelhidão local), entre os dedos dos pés (frieiras), tronco (manchas brancas) e unhas. Já nas mulheres é mais comum abaixo das mamas (coceira e vermelhão local), no tronco (manchas brancas) e nas unhas", explica a dermatologista. 

"Há também um aumento dos casos de viroses como o herpes simples, em especial do lábio, já que a exposição solar em excesso faz com que o vírus reapareça", acrescenta.

Higiene pessoal, além do uso de produtos apropriados para a pele e de roupas com tecidos naturais, são grandes aliados na prevenção das micoses, explica a Dra. Márcia. 

"Para quem tem herpes é preciso proteger a pele com hidratantes e protetores solares, que podem ser em forma de batom, quando é o caso de herpes labial. Para a área da virilha, entre os dedos, abaixo das mamas e unhas, a prevenção das micoses é feita mantendo-se a região seca por meio de roupas de algodão ou outros materiais confortáveis e arejados, além de se associar talcos ou outros produtos que mantenham a pele seca", diz, ressaltando que é muito importante a troca diária de todas as roupas, inclusive das meias.

As doenças de pele causadas pela exposição excessiva ao sol são o maior vilão dessa época do ano. 

"A exposição excessiva ao sol, principalmente em indivíduos de pele clara, tem um efeito imediato de queimadura solar que leva à ardência, bolhas e descamação. Ela provoca envelhecimento cutâneo precoce, manchas, rugas, lesões pré-cancerosas e até cânceres. Há perda de elasticidade, espessamento e enrugamento da pele, que gera um aspecto amarelado pálido com um enrugamento grosseiro e asperezas. Pode haver ressecamento intenso com descamação. Nessas condições, a pele sofre traumatismos fáceis e poderá haver mais lesões pré-malignas e malignas", alerta Dra. Márcia.

Os cuidados com os raios solares no verão devem ser redobrados. Para evitar um problema mais sério, como o câncer, bastam medidas simples. 

"A prevenção é extremamente fácil: basta se proteger do sol excessivo e fazer uso de filtros solares diariamente. O uso constante de fotoprotetor pode levar à reversão do fotoenvelhecimento e dar à pele um aspecto mais jovem. Mesmo depois de anos, a supressão da exposição ao sol e o uso contínuo do fotoprotetor pode melhorar muito uma parte dos danos causados pelo sol. O ideal é consultar o dermatologista, pelo menos uma vez ao ano, para que ele possa identificar e tratar qualquer doença cutânea, inclusive tumores malignos decorrentes do sol", avalia.

Ao contrário do que pode se imaginar, todas as pessoas devem usar filtro solar, mesmo aquelas de pele escura. 

"Para quem tem pele negra, o excesso de sol pode levar a manchas e imunodepressão (diminuição das defesas orgânicas) por excesso de sol. Por isso, mesmo nesse caso a fotoproteção é muito importante", ressalta. 

"De um modo geral, pessoas muito brancas devem usar protetores com FPS (fator de proteção solar) mais altos, de até 60, para poder ficar um pouco mais no sol. Há indivíduos que queimam mesmo com fotoprotetor potente. Já outros com a pele mais escura, que conseguem bronzear, ou mesmo os de pele negra, podem utilizar um filtro com FPS mais baixo com fator 15. A melanina, ou seja, o pigmento que confere cor a nossa pele, protege-a dos raios solares", aconselha a especialista.

Saber escolher o filtro solar certo é o melhor caminho para evitar danos à pele causados pela radiação. 

"Existem filtros químicos e físicos. Os químicos reagem com a pele, protegendo da radiação. São produtos transparentes que devem ser usados no dia-a-dia e, quanto mais alto seu FPS, melhor. Já os filtros físicos, os verdadeiros bloqueadores, impedem que a radiação atinja a pele. Atuam, em geral, melhor que os químicos, porque formam uma barreira física contra a radiação. São aqueles em que se forma uma camada do protetor sobre a pele, deixando-a completamente coberta e branca. Devem ser usados pelos indivíduos muito claros nas situações de exposição mais intensa. Hoje em dia já existem bloqueadores que conseguem ser transparentes sem perder sua ação", explica.

A aplicação incorreta do fator de proteção solar (FPS) faz com que sua ação seja reduzida pela metade. Portanto, os maiores FPS conferem maior proteção. 

"Se você perde 50% da proteção de um FPS 30 ou 60, ele cai para 15 ou 30, respectivamente, mas se você perde 50% de um protetor de número 15, ele não estará protegendo suficiente", destaca Dra. Márcia. "O protetor deve ser sempre aplicado 30 minutos antes da exposição solar e reaplicado, pelo menos, a cada duas horas", ressalta.

Se para os adultos a proteção é indispensável, com as crianças os cuidados devem ser maiores, já que a pele delas é bem mais sensível. Os pais devem evitar a exposição dos filhos ao sol em horários de maior incidência dos raios ultravioletas e usar protetor específico para eles. 

"Existem protetores específicos para crianças, dos seis meses até os dois anos de vida. Eles contêm apenas protetores físicos, já que os químicos têm maior chance de provocar alergias nesta faixa etária", explica.

Além dos cuidados com a exposição da pele ao sol, o verão requer uma alimentação mais leve e equilibrada para evitar casos de intoxicação alimentar e desidratação. 

"A perda de líquidos e sais minerais é muito grande devido à transpiração intensa provocada pelo calor. Assim, deve-se aumentar a ingestão, em especial de água, chás e sucos. A alimentação deve conter alimentos saudáveis, com muitas frutas, legumes, verduras, cereais, proteínas e carboidratos", conclui.

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