Por Jailson Rodrigues

Desde a semana passada os moradores do Grande Dirceu se mostravam preocupados com as escavações em uma obra para a construção do Supermercado Carvalho Mercadão que está sendo edificada na Avenida Joaquim Nelson, no bairro Parque Ideal, zona Sudeste de Teresina. Para construir o prédio, aproveitando o máximo do terreno, a construtora responsável pela obra escavou um enorme buraco, onde provavelmente deva funcionar o estacionamento do novo empreendimento, só que após as obras a calçada onde estavam instaladas algumas bancas de espetinhos, e também por onde passavam os pedestres foi interditada, preocupando mais ainda os populares que trafegam pelo local.
Trabalhadores tentam agilizar a obra de reparos

Na tarde da última segunda-feira (19), o medo dos moradores tornou-se realidade, e a Rua Milton Brandão, próximo ao cruzamento com a Avenida Joaquim Nelson afundou, pondo em pânico os funcionários da obra, e também os trabalhadores de um bar, um posto de lavagem e uma auto-escola que ficam ao lado da obra.
A moradora Noêmia Borges, afirma que no momento o transito estava tranqüilo, mais que houve um corre-corre dos funcionários da obra e dos curiosos para evitar que pessoas conduzindo veículos caíssem no enorme buraco. “Eu estava na parada esperando o ônibus quando tudo afundou, foi uma cena de cinema que já mais imaginava ver”, conta, afirmando que o afundamento poderia ter se tornado em uma grande tragédia caso algum ônibus coletivo estivesse passando no momento.
Um quarteirão inteiro foi isolado para evitar tragédias

Prevendo novos problemas, a construtora resolveu interditar uma rua que passa por trás da obra. O moto-taxista Luciano Gomes, que trabalha próximo a obra conta que caso chova nos próximos dias é bem provável que a Avenida Joaquim Nelson também seja afetada. “Queremos saber onde está a prefeitura que não observa essas irregularidades”, indagou.
Prefeitura notifica obra e pede 30 dias para resolução dos problemas
Por telefone a reportagem do Portal AZ falou com o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sudeste, da Prefeitura de Teresina, Paulo Roberto, ele afirmou que a superintendência já tomou conhecimento do assunto e que já notificou os responsáveis pela obra. “Demos uma prazo de 30 dias para que os problemas sejam resolvidos, e caso isso não aconteça, iremos aplicar uma multa, podendo até acontecer o embargo da construção”, disse.
Prefeitura quer solução, mais não resolve seus problemas
Se por um lado a Prefeitura de Teresina cobra rapidez na solução do problema da obra citada, ela própria não respeita suas normas, é que a mais de um mês a principal via de acesso que liga o Dirceu as comunidades que ficam próximas a estrada da Usina Santana está interditada por conta de um grande afundamento provocado por um erro de engenharia na obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que segue praticamente o mesmo modelo da construção do supermercado.
Quem trafega pela Avenida Noé Mendes tem que ter atenção redobrada, já que a área está isolada e os motoristas têm que buscar outras opções para trafegar livremente pela região. Paulo Roberto também falou sobre este problema, ele afirma que também já pediu a aceleração da obra para acabar com os transtornos causados após o afundamento da obra da UPA.
Mais uma rua pode afundar no Grande Dirceu
Em maio de 2009, os moradores das quadras 249 e 250 do bairro Dirceu Arcoverde II, viveram uma cena bem parecida com a da obra do Carvalho Mercadão e da Unidade de Pronto Atendimento, é que na época, a Prefeitura de Teresina construiu uma galeria de PVC, a fim de solucionar o problema de alagamento durante o inverno. A obra foi recebida com festa por todos os moradores, só que meses depois eles foram pegos de surpresa com o afundamento que ameaçou engolir boa parte das casas do quarteirão.

Após o problema, a prefeitura realizou uma grande operação para solucionar os transtornos, eles instalaram algumas galerias de concreto e asfaltaram duas ruas por onde passa a galeria. Só que a cerca de cinco meses atrás, alguns problemas semelhantes com o ocorrido antes do grande afundamento voltaram a ocorrer deixando todos em pânico.
Raimundo Filho disse que após o incidente os imóveis que ficam na região central do Dirceu ficaram desvalorizados, pois o medo de um novo afundamento apavora a todos. “Dois novos buracos já sinalizam um problema na galeria e até agora nada foi feito para nos tirar desta angustia”, afirmou, dizendo ainda que um grupo de moradores ameaça denunciar a Prefeitura de Teresina no Ministério Público.
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