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Ex-diretor de Pedrinhas detido por facilitar fugas é solto no MA

01/10/2014 • 13:45
O juiz Antônio Luiz de Almeida Silva revogou a prisão preventiva e concedeu alvará de soltura ao ex-diretor da Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas Cláudio Henrique Bezerra Barcelos, nessa terça-feira (30). Ele estava preso preventivamente no Quartel da Polícia Militar, em São Luís, desde o dia 15 de setembro, quando foi detido suspeito de receber dinheiro para facilitar fugas e saídas de detentos da unidade prisional.


Na decisão, o magistrado diz que já foram coletados indícios de autoria e materialidade suficientes para a conclusão do inquérito e indiciamento do suspeito, acrescentando que Barcelos não tem mais como interferir nas investigações, uma vez que já foi afastado do cargo. O juiz aponta ainda que o ex-diretor é reú primario, sem antecendentes criminais e possui profissão estabelecida (bacharel em direito).

O documento não informa a quais crimes o ex-direitor será indiciado após a conclusão do inquérito. Segundo consulta pública feita no site do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), o processo corre em segredo de justiça e não pode ser visualizado no momento.

A prisão do ex-diretor da Cadet ocorreu durante o horário de trabalho, na sede da unidade prisional, em Pedrinhas. O pastor Noleto Gomes da Silva assumiu o cargo. A imagem de Barcelos detido foi passada ao G1 por policiais.

Esquema
Segundo informações da Polícia Civil, Barcelos mantinha um esquema em que recebia dinheiro para facilitar saídas temporárias e fugas de presos. Quanto maior o tempo na rua, maior o preço cobrado. A autorização para a saída era feita com um documento falso, assinado pelo diretor.


Uma quadrilha de assaltantes chegou a pagar R$ 300 mil para sair da cadeia. Imagens do circuito interno de Pedrinhas registraram a saída do grupo. A polícia também teve acesso a mensagens de texto trocadas via celular entre o diretor e os fugitivos. Interceptadas com autorização da Justiça, as mensagens comprovam a relação de cumplicidade entre as partes.

Ao delegado André Gossain, que preside o inquérito, Barcelos teria admitido a liberação de quatro presos, mas nenhum por dinheiro em troca. O ex-diretor teria afirmado que liberava apenas detentos de boa conduta e que monitorava os beneficiados.

Pedrinhas
A Cadet é uma das oito unidades prisionais que formam o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, conhecido internacionalmente pelos problemas de segurança causados pela ocorrência de fugas e mortes.

No ano passado, sob o comando de Barcelos, dez detentos morreram no local e pelo menos 20 ficaram feridos após briga entre facções criminosas.

O local tem capacidade para abrigar até 600 presos em regime fechado. Segundo cadastro de inspeção do mês de agosto realizada pela 1ª Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), atualmente, 675 detentos estão na casa. Destes, 489 são presos provisórios, 62 estão em regime semi aberto, 123 em regime fechado e 1 em regime aberto.

De acordo com levantamento divulgado este mês pelo Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão (Sindispem-MA), 105 presos já fugiram de Pedrinhas só este ano.

G1
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