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Poluição em praias causa morte de tartarugas marinhas no litoral do Piauí

Só no último réveillon foram recolhidos 10mil toneladas de lixo por dia nas praias do município.

Muitas tartarugas marinhas têm morrido no litoral piauiense devido a quantidade de lixo jogado ao mar e de veículos circulando nas praias. De acordo com dados da prefeitura de Luís Correia, só no último réveillon foram recolhidos 10mil toneladas de lixo por dia nas praias do município. 

Para tentar resolver a situação dos veículos que circulam pela praia, foi publicada no dia 03 de janeiro, a Portaria 989 que proíbe o tráfego de veículos automotores nas praias do município de Luís Correia. A portaria fortalece a preocupação do município com a segurança dos banhistas e com a conservação ambiental tendo em vista que o litoral piauiense é berçário de tartaruga marinha.

Segundo dados do Instituto Tartarugas do Delta , nos últimos três anos, foram 373 encalhes de tartarugas marinhas no litoral piauiense. O que equivale a uma morte a cada três dias. Os dados são preocupantes já que as espécies estão em risco de extinção. 

“O litoral do Piauí é um local de desova de tartarugas marinhas, além do trabalho de conservação de desova, nós também registramos os animais mortos, e todos os dias, a maré traz esses animais mortos até a praia”, afirma a bióloga, Wellanne Magalhães. 

Biólogas do Instituto Tartarugas do Delta durante trabalho de identificação de ninho.(Foto:reprodução Insituto Tartarugas do Delta)

Biólogos do Instituto Tartarugas do Delta fazem o monitoramento diário de todas as praias do Estado. “É importante nós mantemos a praia o mais saudável possível, por que esses animais são animais que chamamos de sentinela, eles indicam se um ambiente é saudável, e quando não temos a presença desses bichos aqui, então o ambiente já está em desequilíbrio”, declara a bióloga Luíza da Costa. 

O objetivo dos biólogos do Instituto Tartaruga do Delta é localizar o ninhos dos animais, que tem em média de 100 a 120 ovos. Depois de identificar o ninho, os biólogos conversam com a comunidade e tentam conscientiza-los sobre a importância da preservação. 

“O sucesso do trabalho é maior quando a comunidade também colabora”, ressalta a bióloga Luíza da Costa. 

De acordo com dados do Instituto Tartarugas do Delta no ano passado foram registradas 75 desovas no litoral piauiense. 

A Companhia Independente de Policiamento Turístico (CIPTUR) irá reforçar a fiscalização com o apoio do governo municipal e a sinalização prevista para as praias e o credenciamento de veículos de acordo com o previsto em lei. 

“A Polícia Militar sempre vem atuando nessa fiscalização e esperamos contar com o apoio da prefeitura no tangente ao fechamento dos acessos à faixa de areia. Sem o fechamento desses acessos fica muito difícil nós atendermos a grande demanda. Existe também um compromisso de serem instaladas placas com a informação da proibição por toda orla e principalmente nos locais onde o acesso é mais fácil. Precisamos também contar com o apoio dos donos de barracas e restaurantes para que eles não permitam que seus clientes coloquem seus veículos na faixa de areia onde é proibido o trânsito”, afirma Major Palhano, comandante da Companhia Independente de Policiamento Turístico (CIPTUR).

Com informações do Piauí TV 2ª Edição