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Assassinato de travesti leva polícia a mapear a prostituição em Teresina

31/08/2015 • 17:21
Por Alexandra Teodoro

A prisão do professor e jornalista Luís Augusto Antunes, o homem apontado como assassino da travesti Makelly Castro, abre uma janela de discussão sobre crimes cometidos por pessoas aparentemente acima de qualquer suspeita.

Como se vê, o acusado era um 'defensor' do direito à liberdade e, segundo o delegado Barêtta, coordenador da delegacia de Homicídios, "não há dúvidas, porque as provas são muito claras".



Barêtta explicou que há um bom tempo, a polícia vem investigando o acusado e não somente ele, por conta desse caso. "São vários crimes ocorridos na cidade, que nos fazem parar para tomar uma atitude", disse o delegado, ressaltando que "algo está muito errado".

O corpo da travesti Makelly Castro foi encontrado em julho do ano passado, no Distrito Industrial, na zona Sul da capital. Makelly, de acordo com o laudo pericial, foi asfixiada até a morte. Casos de agressão semelhantes são muito comuns. Alguns não terminam em morte, mas vão parar nos boletins de ocorrência. Em 2013 foi assassinada outra travesti, encontrada em uma cinica na Miguel Rosa. "Teve ainda o cabeleireiro, conhecido por Ezequiel, assassinado no bairro Catarina", disse.



E tantos casos levaram a polícia a mapear áreas da cidade, frequentadas por travestis e clientes. Barêtta (foto) está, juntamente com sua equipe mapeado os pontos de atuação das travestis que se prostituem na capital. É como se fosse um território que elas dominam e atendem a uma determinada clientela que vai em busca dos "favores sexuais". Ainda de acordo com Barrêta, as zonas mais comuns são os bairros Centro, Jockey e Ininga.

O delegado disse que o mapeamento mostra tanto as áreas onde elas trabalham na noite, como também o nível de cliente que costumam receber e, segundo ele, "tem mais gente da fina flor da sociedade, do que pessoas comuns", falou.

Os crimes, de acordo com o delegado Barêtta, são motivados, na maioria dos casos, porque o cliente não quer pagar, fica arrependido por ter procurado a travesti e querem agredir.

"Como autoridade policial, com tantos anos de polícia, sempre trabalhando na investigação de crimes contra a vida, tenho visto coisas absurdas", disse o delegado que pretende fazer chegar à delegacia especializada em crimes contra as minorias esse mapeamento. E um detalhe que ele destacou é que, "apesar dos homens bem nascidos, bem criados, gente conhecida e bem de vida procurarem as travestis, eles conservam um enorme preconceito, hostilização mesmo", concluiu o delegado.
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