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Advogado diz que Fábio Brasil era estelionatário e ameaçou empresário

08/07/2012 • 15:30
Da Redação do Portal AZ

De acordo com matéria publicada neste domingo (8), no portal O Imparcial, o advogado Janilton Lemos afirma que o corretor Fábio Brasil, assassinado no final de março, na Zona Sul de Teresina, seria um estelionatário e teria aplicado diversos golpes no estado do Maranhão. Janilton é o responsável pela defesa dos empresários José Miranda e Gláucio Alencar. Os dois estão presos por envolvimento nos assassinatos de Fábio Brasil e do jornalista Décio Sá.

Ainda segundo a publicação do O Imparcial, a defesa afirma que Gláucio Alencar teria sido ameaçado por Fábio Brasil. O advogado Janilton Lemos diz ainda que o empresário chegou a registrar um Boletim de Ocorrência (BO) contra o corretor assassinado em Teresina.

Veja a matéria do O Imparcial:

Caso Décio: Advogado de Gláucio Alencar desqualifica depoimento de Jhonatan

O advogado Janilton Lemos é um dos entrevistados do programa O Imparcial na TV, que foi ao ar neste domingo, às 8h30, na TV Guará, canal 23. O advogado é responsável pela defesa de José Miranda e Gláucio Alencar – pai e filho – que são apontados pela investigação do caso Décio Sá, como mandantes do assassinato do jornalista.

Lemos desqualifica o depoimento de Jhonatan Sousa, apontado na mesma investigação como o autor dos disparos que levaram o jornalista à morte. Para ele, as afirmações de Jhonatan devem ser tomadas com reserva.

Nos seus argumentos, ele coloca a citação do nome do deputado estadual Raimundo Cutrim, e do capitão PM, Fábio Silva, como afirmações que não devem “ser lavadas a sério”. Por analogia, seus clientes, também estariam sendo prejudicados apenas terem sido citados no mesmo depoimento. Lemos falou sobre o assassinato de Fábio Brasil, a relação entre Gláucio e Júnior Bolinha, outro que está preso por envolvimento, conforme a polícia, com o assassinato de Décio.

Lemos também conta que seus clientes têm medo de deixar a prisão e serem assassinados, a exemplo do que aconteceu, com Valdênio José da Silva, que chegou a ser preso no início das investigações, mas foi morto após ser liberado pela polícia. É bom lembrar já existe pelo menos uma informação comprovadamente falsa no primeiro depoimento de Jhonatan, relativa ao local onde se desfez da arma do crime. Confira trechos importantes da entrevista:

O Imparcial na TV – Quem era Fábio Brasil e qual relação dele com Gláucio?

Janilton Lemos - Fábio Brasil, na realidade, se tratava de um estelionatário contumaz que saiu correndo do Maranhão, e devendo inúmeras pessoas; mudou-se para Teresina e lá continuo com as mesmas práticas, aplicando golpes na praça, especialmente ligados a negociações envolvendo veículos. Em determinado momento, o Gláucio tomou conhecimento de que o Fábio Brasil estaria tramando a sua morte (dele, Gláucio); então o que Gláucio fez: registrou ocorrência na Deic, e pediu o auxílio das autoridades policiais. Então o que a defesa está questionando, que eu gostaria de deixar claro junto a opinião pública é que se o Gláucio tivesse a pretensão de mandar matar o Fábio Brasil, tivesse o costume de mandar matar pessoas por aí, ele jamais registraria um boletim de ocorrência contra a sua futura vítima; outro fator que eu gostaria de deixar claro, é que o valor que Fábio Brasil devia ao Gláucio foi devidamente pago através de uma procuração pública então por mais esse motivo é inconsistente fazer essa ligação que está se tentando fazer com Gláucio e com o Miranda ao assassinato do Fábio Brasil em Teresina.

Qual a relação então dos seus clientes com o caso Décio?

A polícia está tentando fazer uma ligação indireta do Gláucio e do Miranda no caso Décio Sá através do assassinato de Fábio Brasil em Teresina; é bem verdade que nome dessas pessoas apareceram no depoimento do Jhonatan – apresentado a sociedade como executor – agora é um depoimento que deveria ser recebido com muitas reservas, porque já caiu em total descrédito. A citação de um conhecido deputado [Raimundo Cutrim], por exemplo, acredito que ninguém levou essa informação a sério; também a figura do capitão, que também foi indicado como mandante e já se descobriu que o capitão não tem nada a ver com essa história do assassinato do Décio Sá; e nessa mesma conjuntura está o Gláucio e o Miranda; então não há porque se levar a sério ou não se levar a sério o nome de um deputado e de um capitão e se levar a sério o nome de Gláucio e Miranda, que são pessoas que nunca responderam a um processo na vida e agora estão presos aí... Há mais de 20 dias, por conta deste único depoimento existente nos altos.

Qual era relação de Gláucio com o Júnior Bolinha?

Gláucio nunca teve nenhuma relação de negócios com o Júnior Bolinha, a única relação declarada pelo Gláucio com o Júnior Bolinha – isso consta no seu depoimento que foi publicado – foi a tentativa de extorsão por parte do Júnior Bolinha ao Gláucio; extorsão essa que foi inclusive testemunhada por dois policiais da Deic [Delegacia de Investigações Criminais], que tentaram inclusive prendê-lo em flagrante, mas por insistência do Gláucio, que ficou temeroso naquele momento, não efetuaram a prisão. Eu queria pedir às autoridades que daqui por diante também não tentem fazer desses policiais, bandidos. Eles são policiais sérios, homens de bem e que tentaram naquele momento prestar auxílio a quem estava sofrendo uma extorsão.

Que extorsão foi essa?

A extorsão se refere exatamente ao assassinato do Fábio Brasil em Teresina, houve uma insistência por parte dessa pessoa [Júnior Bolinha], segundo o depoimento do Gláucio, testemunhado por policiais, de que o Gláucio participasse com algum valor em relação a esse assassinato; o Gláucio não tinha nenhum interesse nisso, já tinha recebido quase tudo que lhe era devido, nunca teve essa prática, nunca teve envolvimento com assassinato, e rompeu todo e qualquer negócio que existia em relação a Fábio Brasil; não teve interesse e tentou seguir sua vida, mas houve essa insistência e todo esse fato foi testemunhado por dois policiais. Tudo isso consta no inquérito policial.

Então o Bolinha tinha a informação da morte de Fábio Brasil e com isso tentou arrancar dinheiro do Gláucio?

É o que dá a entender. Tomando conhecimento por algum motivo, de que essa pessoa estava com data certa para morrer – e isso não seria nenhuma surpresa, tendo em vista os inúmeros inimigos que ele contraiu – tentou com base nessa informação ganhar um dinheiro fácil: foi feito, fizemos algo para lhe ajudar, foi bom para você, portanto agora tem ter a sua contribuição. O contexto do depoimento deixa entender isso.

E
xiste relação do Gláucio com deputado Raimundo Cutrim? O senhor acredita no envolvimento do deputado com o caso?

Sobre a relação do político [Raimundo Cutrim] com o Gláucio eu não tenho como te precisar essa informação. Em relação ao caso, eu não tenho nenhuma dúvida em afirmar que não há qualquer participação do Raimundo Cutrim. O deputado tem relevantes serviços prestados a Segurança Pública do Maranhão; um homem público que passou toda a sua vida combatendo a criminalidade, então é uma informação que inclusive desqualifica o depoimento do executor nesse capítulo dos mandantes, porque ele inseriu uma pessoa que é absolutamente idônea, que ninguém levou a sério essa informação; inseriu um capitão da PM que tem uma carreira brilhante, que não tem qualquer participação no episódio, e inseriu o nome do Gláucio e do Miranda. Então é bastante claro que neste capítulo que se refere aos mandantes, o depoimento do executor não tem qualquer credibilidade.

Os seus clientes temem sair da prisão e sofrerem atentados?

Sem dúvida... Sem dúvida... Em um caso como esse... Já houve um assassinato, do Valdênio, uma pessoa que foi presa e depois saiu... Teria sido assassinada. Então existe o receio. Pode acontecer. No futuro, se vierem a ser postos em liberdade, devem tomar as cautelas necessárias para não se tornarem novas vítimas.
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francisco carlos vieira de lima

postado:
08/07/2012 - 20:20
ari tu ta sem assunto colocando uma materia desta agora porque o cara é estelionato tem que morre? pois tem que mata muitos blogueiros.
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