Polícia investiga quadrilha interestadual suspeita de aplicar golpes em supermercados de Teresina

Sete pessoas já denunciaram o crime

Uma quadrilha de criminosos, especialista em tomar cartões e senhas das vítimas, está atuando em Teresina. Nos últimos três meses, pelos menos, sete pessoas já foram vítimas, a última foi uma médica que perdeu R$ 14 mil. Na semana passada ela foi abordada na saída de um supermercado na zona leste.

Delegado Ademar Canabrava do 12º Dp conduz investigação
Delegado Ademar Canabrava do 12º Dp conduz investigação

A médica que foi lesada no supermercado havia acabado de fazer compras e estava saindo do estabelecimento, quando foi abordada por um homem com uma roupa similar a farda dos funcionários do supermercado, com uma máquina de passar cartão na mão, pedindo desculpa e dizendo que havia acontecido um pequeno engano nos cálculos da conta, diferença de real, passando novamente o cartão da médica.

O vigarista já devolveu o cartão trocado para a médica, que só foi perceber ao tentar abastecer o carro, no dia seguinte. Quando passou a suposta diferença de preços, o vigarista conseguiu anotar a senha dela. A conta da médica foi saqueada e ela perdeu R$ 14 mil.

Outra mulher foi vítima também em um supermercado localizado da Avenida Presidente Kennedy, também na zona leste de Teresina. Ela também havia feito compras. Foi abordada por um suposto funcionário, também usando roupa similar a farda do empreendimento. Minutos depois o cartão dela foi usado em compras no centro de Teresina.

Golpe antigo

O bando atua dentro dos bancos, principalmente nos caixas eletrônicos, supermercados. São muito educados. Se passam por pessoas de bem. Em um descuido, eles trocam o cartão das vítimas e ainda conseguem a senha.

O delegado Ademar Canabrava, do 12º DP, disse que de janeiro de 2017 até hoje (20), dentro das agências bancárias da zona leste, cinco pessoas foram vítimas dos estelionatários. Eles aproveitam o pouco movimento nos finais de semana para atuar.

Na operacionalidade do golpe, um bandido fica nos caixas eletrônicos como se fosse funcionário, qualquer descuido do cliente do banco eles dizem para a pessoa ligar para o número do banco que “está de plantão”. O detalhe é que quem atende ao número informado é outro estelionatário, que geralmente se encontra fora da agência. No final, o correntista tem passado a senha e ainda sai da agência com o cartão trocado.

“Em poucos minutos, todo o dinheiro da conta da pessoa é transferido para contas abertas em diversos Estados. Fazem empréstimo, compras. É tudo muito rápido”, informa o delegado Canabrava.

As investigações

O delegado Ademar Canabrava trabalha, incansavelmente, com sua equipe na tentativa de prender o bando. Policiais têm se infiltrado entre os clientes, mas ainda não obtiveram êxito.

As contas para onde o dinheiro é transferido geralmente são abertas com documentos falsos. “A quadrilha é especialista, mas vamos prender todos”, finaliza.

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