Presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira é alvo da PF

A operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República (PGR)

(Atualizada às 15h30)

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, é alvo da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (24/04). Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dentro da operação, a Polícia Federal apreendeu na residência do senador cerca de R$ 200 mil em dinheiro.

Ciro Nogueira (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Ciro Nogueira (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Segundo o advogado de Ciro, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o parlamentar declarou no seu Imposto de Renda que tem dinheiro em espécie no valor de R$ 180 mil. O restante, segundo ele, pode ser de sua mulher.

“Os recursos são legais e vamos, inclusive, fazer uma petição solicitando a devolução do dinheiro”, afirmou Kakay. Segundo ele, o senador, que preside o PP, retornará ao Brasil na próxima quinta-feira (26), para se colocar à disposição da PF e do Ministério Público para depoimentos. Ele está em viagem oficial à Europa para reuniões na OMC (Organização Mundial de Comércio).

Kakay disse que seu cliente afirmou estar tranquilo em relação às investigações e que, ao chegar ao Brasil, irá depor assim que for chamado para prestar os esclarecimentos necessários.

Ciro Nogueira e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) foram alvos de operação da Lava Jato nesta terça, autorizada pelo ministro Edson Fachin, sob acusação de obstrução de Justiça.

A operação

A operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República (PGR). Há mandados também contra o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), com buscas no gabinete e no apartamento dele. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a operação desta manhã, mas o deputado já foi acusado de corrupção passiva, no âmbito da Lava Jato.

O parlamentar é suspeito de intermediar uma negociação entre o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para barrar as investigações da CPI da Petrobras no Senado.

A denúncia foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro, mas no dia 14 de março, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um recurso ao STF contra a rejeição.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a procuradora-geral Raquel Dodge aponta que a denúncia não foi baseada em elementos obtidos apenas através de delação premiada, como argumentado pela defesa. A suspeita é de que Guerra, morto em março de 2014, teria recebido R$ 10 milhões das empresas Queiróz Galvão e Galvão Engenharia, a fim de que as investigações não mostrassem resultados. Eduardo da Fonte nega a acusação.

*Com informações do Bahia Notícias e do Blog do Valdo Cruz/G1

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