A receita de Pimentel para Dilma: ‘Mais objetividade’

Membro da coordenação de campanha de Dilma Rousseff, o grão-petê Fernando Pimentel falou em público sobre um tema delicado.

Em entrevista à Rádio Gáucha, disponível aqui, Pimentel foi instado a comentar o esforço empreendido para vestir em Dilma o figurino de candidata.

Ao responder, o operador petista terminou por borrifar no ar os reparos que vêm sendo feitos a Dilma em privado:

“O que há é uma crescente adaptação da nossa candidata a esse papel que ela está cumprindo agora. Ela não é mais ministra do governo...”

“...Então, ela tem que, aos poucos, deixar de usar aquela linguagem mais técnica, mais analítica, mais elaborada que ela sempre usou...”

“...Na função de candidato, não pode ser assim. Ela tem que dar respostas mais objetivas, mais concisas, mais curtas...”

“...Sob pena de esgotar o tempo de uma entrevista e não conseguir passar o recado inteiro. Isso não era necessário no momento em que ela era ministra, mais técnica”.

“...Ela está se adaptando a isso, acho que, crescentemente, está se saindo muito bem...”

“...Essa pré-campanha, entre outros objetivos, acaba cumprindo essa função de preparar o pré-candidato para a campanha efetiva, que começa em julho...”

“...Aí, sim, ela vai estar, para usar uma expressão popular, em ponto de bala para disputar e ganhar, se Deus quiser, as eleições de presidente da República”.

Na véspera, em palestra feita no Rio, o marqueteiro Duda Mendonça, fizera reparos à, digamos, reconstrução de Dilma:

"Não adianta desvirtuar a Dilma. Tem que deixar a Dilma ser como ela é. As pessoas vão entender como ela é ou não...”

“...Pegá-la e fazer outra pessoa...Vai ficar numa vestimenta que não é confortável, vai ficar escorregando volta e meia”.

Como se vê, é dura a vida de uma candidata noviça.

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